quinta-feira, 24 de julho de 2008

... Pátria vendida... aos poucos!!!... (antiga)

…vendilhões…da Pátria!!!...


…como uma certeza absoluta, como um destino que se materializa, como algo que, faça-se o que se fizer, se concretiza, como não havendo outra saída, como política única, credível, lá vão, concertadamente, vendendo suas razões, espalhando suas opiniões… perante pasmo tamanho que me invade!!!...Leio jornais e é o que se vê, cada um, mais do que o anterior, afirmando, escrevendo, que não há outra hipótese, é a única solução, a dependência ao castelhano, pois então, neste País de braços caídos, falho de ideias renovadoras, de vendidos, de vencidos, quando… olhando para trás, noutras alturas de crises profundas, com vontade própria, com fúria, invertemos a marcha, demos-lhe a volta!!!...Ouvindo os papagaios de serviço, os da situação, os desta desgovernação, concluímos, pelo que ouvimos, o mesmo final, mais que fatal, a entrega submissa, passiva, amorfa, duma Pátria de longa história, aos espanhóis, contribuindo, triste e abjecta ideia, para uma Ibéria, península fora, federação conturbada, por atritos provocados pelos que não engolem, pelos que não suportam, por mais que os tentem convencer, por mais que teimem em visões, lucubrações, congeminações, contas feitas, economicistas, num liberalismo selvagem, demência duma parte mais abonada, da sem Pátria, da abastada, materialista raivosa que, por dinheiro, sua Pátria exclusiva, se está nas tintas para Portugal, que tudo vende, cidadão do Mundo, cada vez mais Global, para nosso mal!!!...Referências deitadas por terra, valores históricos esquecidos, tradições, usos, costumes, puras ilusões, lusitanos do passado, postos de lado, língua de Camões, presença no Mundo, feitos e grandezas, simples recordações, fraquezas, vergonhas do que fomos, mercenários, comprados por dinheiros…ao que chegámos!!!...Estava mais que previsto, com estes lacaios do forte, do poderoso, subservientes doutras gentes, bonecos sem vontade, pobres palhaços tristes que, nos fazem sorrir de sofrimento, doce lamento, amargura funda, cá dentro, nos valores que foram nossa afirmação, como povo, como Nação!!!...Debates vários nas televisões me diminuem, me reduzem, me fazem sentir débil, impotente, sem amor-próprio, fracos políticos, os eleitos, não perfeitos, bando de mutantes, altissonantes, gritantes, no desaforo, descaramento, hipocrisia, falsas verdades que apregoam, puras loas!!!...Portugal está em perigo, dilui-se, é engolido, numa Ibéria que se vai esboçando, já de há muito estudada, como se nada!!!...República, bandeira, hino, língua própria, povo diferenciado, uno, equilibrado, País que se vende, se contradiz!!!...Para tantos Miguéis de Vasconcelos serão necessárias muitas janelas para que, através delas, se deitem fora, os vendilhões da Pátria!!!...Um abraço do Sherpas…

... unidos... pelo casamento!!!... (antiga)




…é um facto, uma evidência, um momento, uma predisposição, uma obrigação, um dever, com…alguns laivos de sacrifício, no que me toca!!!...É a vida, pois ela, a dita, por vezes, prega-nos destas partidas!!!...Não que não esteja contente, com a concretização de tal acontecimento, pois então!!!...Os miúdos gostam-se, completam-se!!!...São de acompanhar, de me sentir feliz, com a felicidade deles, claro!!!...Para eles, vai ser a culminação do querer que sentem, um pelo outro!!!...Vai ser o início duma vida diferente…a dois!!!...

…é isso mesmo, nada mais, nada menos do que um casamento, como deve ser, com igreja, com padre, convidados, banquete, completo, a preceito, com carros enfileirados, enfeitados, buzinando ou calados…num ambiente festivo, como se quer!!!...Ajuntamento de familiares, de amigos, tendo como ponto central…os noivos, aos que, todos os presentes, queremos…nos que me incluo, evidentemente!!!...

…o meu, já foi há muito, por vezes, recordo-o, com saudade, era mais novo, ilusionado, pleno de vida!!!...Como o tempo passa, meu Deus!!!...Parece ter sido ontem!!!...Anseio que o que se vai realizar, dentro em pouco, no qual estarei, como dever, como obrigação…obtenha os mesmos resultados, no que toca a compreensão, a realização pessoal, dos que participaram, eu e a minha mulher, porque sim!!!...Com altos e baixos, com desavenças, com alegrias, com surpresas, com saúde, com doença, lá fomos e…chegámos, a este ponto, passados que são, um ror de anos, bem empregados!!!...

…admito outros pontos de encarar a vida, a sós, a dois, doutra maneira diferente, ao invés, dá no mesmo, desde que se atinja o que se pretende…a felicidade, a tal que, queiramos ou não, é sempre relativa!!!...Mas, logo no princípio, falava dum sacrifício e, certamente, alguns se ficaram pensando no dito, no referido, no escrito, no que me toca e…não agrada muito!!!...É sempre assim, há sempre um pequeno senão, um parênteses, uma barreira, pequena que seja, não deixa de o ser!!!...

…não vou com fatos completos, muito menos com gravatas, detesto-os, com verdade, não me sinto cómodo, sinto-me disfarçado, fardado, enclausurado, com armadura esquisita, sinto-me diferente…não sou eu!!!...Porque será???...Tenho pensado, desde sempre, que se deve ao facto de ser duma época recuada, quando, para me vestir, tinha de me deslocar ao mestre alfaiate, onde era medido e remedido, com fita, marcado com giz, sempre direito, por todos os lados, no peito, nas pernas, nos braços, quieto, parado, no mesmo sítio…no centro da alfaiataria, rodeado pelas cachopas, as costureiras, bem brejeiras, as que me confundiam, nos meus tenros anos de adolescente, pouca gente, envergonhado…um sacrifício!!!...Depois, bem, depois vinham as provas, que se repetiam e…o sacrifício, continuava, como se nada!!!...Pobre vítima me sentia, direito, ali, no meio da alfaiataria…tudo por causa dum fato!!!...Abençoado pronto-a-vestir, roupa prática, sem preconceito, ao jeito, a gosto!!!...Outros tempos…mais de acordo, como eu gosto!!!...

…calculo a sensação dos que, por vias da profissão, têm de andar disfarçados, com gravatas, com fatos, por aqui, por todo o lado!!!...Deve ser triste…um fardo, andar encasacado, ainda mais, engravatado, com um trapo apertado à volta do pescoço…que enfado, quando moço, jovem ainda!!!...

…mas, dadas as circunstâncias, no papel que vou desempenhar, tem de ser, tenho de me albardar, desculpem o termo mas, é como penso, a preceito, mesmo sem jeito, mesmo sem gosto…no meu posto, um sacrifício!!!...Que seja pela melhor das razões…a plena satisfação dos pombinhos, do casal que inicia, que principia a caminhada, que origina uma família tradicional, conservadora, seguindo as normas, as mais antigas, na igreja, com padre, familiares e amigos, carros buzinando ou não, com banquete…muita gente!!!...Quanto aos outros, aos que buscam o sonho doutra maneira, dá no mesmo, desde que, com respeito e… amor, carradas dele, base primeira, essencial!!!...Que sejam felizes!!!...Mas, no meio de tudo isto, quem sou eu???...Sherpas!!!...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

... as gordas com... genocida!!!...

... quantas sobras!!!...


… o homem, usando outros homens
mais desvalidos,
noutras eras, noutras alturas,
agruras,
mediante ordens,
loucuras momentâneas,
impantes, convencidos,
diferentes, endeusados,
sempre se prestaram a grandes cometimentos,
com avultados espaventos,
trabalhos forçados,

carnes e nervos,

esqueletos, às vezes,
trevas, trevos,
bestas de carga,
ignorâncias retumbantes, dores, fezes,
ralés, escórias,
multidões para queimar,
chicotes brandidos,
tão cingidos,
empurravam pedras desconformes,
levantavam,

esforços enormes,

que outros pensavam,
enquanto vivos, adorados,
depois de mortos,
conjecturavam
túmulos, sendas,
labirintos, servos,
alimentos, riquezas,
prolongamento das regalias,
superior a palácios,

tendas,

quando comparados,
custos, acervos,
reino dos mortos,
guardados os corpos,
embalsamados, singelezas,
esforços,
contendas,
périplo num mar de sonhos,

milenares se ostentam

saqueados com subtilezas,
vãs, quando nos pomos,
nos seus objectivos, quando vivos,
Faraós dos Egiptos,
carcaças, múmias, hieróglifos,
mostras de museu,
palhaços contidos,
motivos de riso,
não como eram… pó, poeira,
nem como fomos,
imensas, as obras,
sobre tantas sobras!!!... Sherpas!!!...

... ofuscação momentânea!!!...

… ofuscação momentânea me transtorna,
embutidos quedam os sentidos,
exauridos,
imagem que me revolta,
pespegados junto a restos de contentor,
briga, peleja fora de casa,
desabrigados desavindos,
não comidos,

são restos Senhor,
porque lhes dais tanta dor???...

no desconforto do lar, sem amor,
gritos, barafundas,
caras medonhas provocam rugas,
sentimentos que se arrastam, gastam,
afrontam,
por uma causa, seja qual for,
luta continuada
por coisas de nada,
violência que se atura,
que perdura,
do género
sem esmero,
desespero,

são raivas Senhor,
porque lhes dais tanta dor???...

demasias ou demasiadas
fortunas acumuladas,
ganhos que se juntam, que gritam escândalos, agravos,
acervos perante simples ou parvos,
gestos que diminuem os grandes,
avultados tratantes,
vígaros, vigarizantes,
desmesurados que se perspectivam,
quando se olham, se gostam, se amam,
se tramam, se enganam,
se vingam, se chamam, se injuriam,
anunciam
guerras, lutas internas,
na casa dos outros, nada ternas,

lutas injustas, guerras,
incontinência exasperada
de quem, por dinheiros, desespera
enquanto se enterra,
já velhos caducos, confusos, doirados,
enérgicos, parados,
luzidios, já frouxos,
mancos, já coxos,
espertos, amorfos,

são ganâncias Senhor,
porque lhes dais tanta dor???...

mentira que se deita, atira,
conclusões inconclusivas,
palavras repetidas, trocadas,
escritas, ditas, gritadas,
objectivos definidos,
consentidos,
metas com coroa de louros,
agoiros,
posição que se pretende
em cima da gente,
bolo que se come por inteiro,
sendo ministro, primeiro,
presidente que assume o que não diz,
que curva a espinha, a cerviz,

sorriso que emenda o que fez,
leves rugas na tez,
sorriso mesquinho, soez,
maldigo política, de vez,
lutas, pelouros, decoros,
fome escondida, tristezas, choros,
sequência de quem se condigna
no mau serviço que indigna,

são políticas Senhor,
porque lhes dais tanta dor???... Sherpas!!!...