Quão apetecível, em dias de VERÃO intenso, temperaturas que nos fazem suar as " estopinhas " e, não só... nos sabe BEM uma sombra bendita e um arzinho fresco, no rosto?
Quão apetecível uma fruta saborosa, depois de bem saciados pela BELEZA dos seus floreados, pinturas tão belas que nos preenchem os olhos, aquecem a alma, nos dão bons pensamentos, nos fazem sentir de bem, connosco e com os outros?
Quão felizes nos sentimos, junto a uma fogueira, em plena NATUREZA, na época invernosa, frio e chuva, neve, intensos... quando acontece, mais novos, alegre confraternização, numa praia qualquer, quando mais novos, amigos em barda, cantando, falando, contando peripécias ou, estando... simplesmente, sentados e juntinhos com os nossos amigos, com as nossas companheiras?
Quão cruéis e mal agradecidos... quando não reconhecemos, sequer, que é graças aos seus ramos e folhas sacrificados no momento, pasto das chamas, feitas em brasa, restinhos que quedam, carvão negro e cinza, muita cinza? Consequências gravosas, muitas carências... miséria q´alastra, fominha q´aumenta. Tristeza... não tem fim.
Quão deslumbrados, deveras encantados por trabalho apurado, artista, de facto, ferramentas apropriadas, paciência ilimitada, arte abrigada no corpo dum homem, na mente d´alguém que lasca... após lasca, arredondamento preciso, num lenho qualquer, disforme, enorme, corporiza, harmoniosamente, na forma, no gosto, na estética também, uma obra impar que, nos faz parar, apreciar, elogiar, comentar?
Quão graciosa, no cimo duma colina, paisagem de sonho, horizonte alargado, lago de águas límpidas pleno de vida, margens convidativas, sombra doutras árvores, troncos que s´abateram, se juntaram consoante plano, ideia precisa, casinha de campo, divisões variadas, escadinhas suaves num alpendre convidativo, de baloiço também, cadeiras e bancos, refúgio de férias, passeios sem destino, caminhadas tão curtas, sossego maior, uma cana na mão, um peixe que s´apanha, noitinha que s´aproxima, mulher na cozinha, filhos cansados da brinca sem fim, do sol que s´apanha, juntinhos numa mesa, numa ceia tão densa, tão plena d´amor e carinho? Preciosas árvores que nos brindaram o material, trabalho, inventiva... no cimo duma colina!
Quão sossegado, conjunto cerrado, num bosque fechado, quantidade volumosa, verdura formosa, universo completo, vidas gregárias, espécies tão raras, sinfonia tão plena, ambiência amena, num mundinho maravilha, no KAOS... uma ilha, são seres viventes, como os vês, como os sentes, verdades completas,
delicadas, estetas, são árvores aos montes, sobrantes, horizontes, tapete ondulante, natureza repleta, um lago por perto, no cimo, uma casinha, refúgio dum poeta!
Quão louco me sinto, descrente... como gente, pasta de papel num globo VIRTUAL, asneira portentosa, engano tremendo, atentado maior, pior, pior! Respeitando quem escreve, quem quer fazer um LIVRO, com esta me fico, receituário culinário, rota de viagem, romance d´amor, aventura ou sofrimento, gargalhar, chorar, edições p´rás multidões, abates criminosos, assassínios compungentes, dinheiros, projecções, gratas ilusões, posteridade que se deteriora, quando se ri, quando se chora, quando se sente, quando se passa, amarfanha, se rasga, se queima, amarelece, s´esquece! Durabilidade duvidosa, na época actual, na nuvem que os guarda, escritos d´agora, sentimento que se pensa, minha ideia, minha DESCRENÇA!
... Sherpas!!!...
