domingo, 22 de janeiro de 2012

--- >> única saída ((?))


... da vida, sem alternativa, única saída, ideia limitada, sem nexo,
quando se pensa na inexorável lei da morte,
neste lapso, tão complexo,
sem outro recurso,
de qualquer criatura que esteja viva, mesmo quando, por gozos, confortos,
nos deliciamos com encostos,
nos cativa,

dela, ninguém s´escapa, seja qual for a sua sorte
ao longo da caminhada, bom bocado, escapadela,
sorrateira que nos enovela,
com encontrão, dissensão, simulação, disfarce, intuito d´acumulação,
mentira cínica, hipocrisia com que se disfarça,

a coisa passa, não passa,
quando chega, não avisa,
sem alternativa,

vale dos sossegados,
arrumadinhos, queimados, mansos, mui calados,
cinzas ao vento, esqueletos que se petrificam,
ao Deus dará, por ali quedam, por ali ficam,
não medram,

paz eterna que espera, labirinto, divergência,
carneiro, excelência, humilde, sem prestígio,
adonado de muitos saberes, currículos bastos, projecção terrenal,
etérea, mais astral,

quando fartos,
teres, haveres, convencimentos,
escassos momentos,

foram marcos, arruinados, quase gastos,
inclemências que são voragens,
TEMPUS, outras passagens,

visão fugaz do capaz, incapaz, espelhante miragem que s´esfuma,
sonho, realidade, confusão, prepotência,
discussão, exigência,
muito querer, sem querer, cobiça, inveja, ciúme, mulher que se reluz com
aparência,
cresce palmos, reduz iguais,
riquezas materiais,

odor, simples perfume, trapo reluzente,
incrédula que se não aquieta, crente que s´encosta,
refastela, quanto gosta,
manipula, manieta,

coisinhos com muitas coisinhas, prazeres sobre pestes, fomes,
miséria que escandaliza, caminho esburacado,
quase embargado, pragas antigas que proliferam,
carências que desesperam,

obras que arrastam, lento avançar, viagem que se torna pesadelo,
alternativa que não passa de novelo,
má cara no parlamento,
representação, fingimento,

manutenção de situação, perante quem se julga imprescindível,
única saída,
sem alternativa, incrível,

autoritária presença de quem nos resta,
por defeitos incomensuráveis, não presta,

nódoa aviltante de agora, de antes, segredos não recomendáveis,
manipulações, estratégia,
feitura de pobreza, miséria,
desequilíbrio propositado,
em nome dum inexistente ESTADO,
decrépito rapazola, arrazoado,

da morte, final de todo, qualquer trajecto, com muita, pouca sorte,
tendo cúmulos arrecadados,
carrada de escaravelhos da batata, míldio que se prontifica,
filoxera do vinhedo que destrói,
nada faz, nada constrói,

ameaça constante que se abate, cometendo grave disparate,
não respeitando convénios, sem alternativa, convencidos,
dando albergue a protegidos,
mínima parcela dum TODO,
desequilíbrio,

calendas gregas, sem Fénix,
reduzindo TUDO a CINZAS,
experimentação, embora digas,
tendo como cobaias, imenso laboratório, um PAÍS, uma POPULAÇÃO,
parlatório de lamentar, naquilo que já foi NAÇÃO,

sem fiel guardião do que conhecemos por CONSTITUIÇÃO,
desprezando plebeu, quando no ZÉNITE...

valham-nos os CÉUS, valham-nos os DEUSES,
perante tanta parafernália que, como praga latente, nos invade constantemente,
minúsculos, graúdos, excessos pertinentes,
que, num escape, num ápice, se tornam uns repentes, tão ausentes, tão presentes,

constantes nos seus quereres, pouco válidos nos saberes,
aconchego na mantinha de retalhos, por veredas, por atalhos,
na hora certa, determinada, lá no OLIMPO,
como vejo, como recrimino, afirmo,
sem nexo, tão complexo, variação na alternativa, como gostam,
única saída (?) dão a cara, dão o corpo, conspurcam TUDO,
não sendo NADA,

por dinheiros, por medalha, pelo MUNDO, esquecendo o OUTRO mundo, mais desvalido,
PEQUENINO... Sherpas!!!...