quinta-feira, 30 de abril de 2026

… retrógrados e modernaços!!!… (antiga )

 

… retrógrados e modernos, fazer a destrinça nos tempos que correm, dados os bons exemplos que temos, a atuação positiva (… deixa-me rir!!!…) dos políticos vigentes, a nível mundial, um descaro, uma vergonha, políticas de guerras e conflitos, como nos tempos da barbárie, a mais abjecta, completa… pelos maus resultados humanitários, é evidente difícil, quando nos escandalizamos com as imagens que nos assolam, que nos perseguem, que não nos consolam, que provocam pesadelos de medo, de horror, de pavor!

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… dificuldades imensas no âmbito europeu, um descalabro, um desvario, um alinhavar de coisas mal cozinhadas, uma solidariedade de mentira, um desequilíbrio profundo, entre parceiros… os dos dinheiros e os tesos, líderes de brincar mantendo posições, botando chavões, querendo mostrar cara séria, quando entrevistados, coitados, espremidinhos… não valem a ponta dum caracol!!!… Os modernos, seguidores do campeonato das gafes, pontes assumidas, conseguidas à base da lambarice, até agora, pelos vistos, pelo que me é dado observar, como pouca coisa que sou… não provaram nada!!!… São assim!!!…


… quanto aos caseiros, domésticos, internos, os nossos bem amados e adulados dirigentes, no amplo leque que nos apresentam, liberais, novos ou antigos, direitistas dos sete costados, saudosistas ou não… com renovação pelo meio, esquerdistas de brincar, fazendo jeito, praticando artes bem diferentes, quando governo, esquerdistas mais clássicos, retrógrados, como eles chamam… quem os teme, de esquerdas mais finas, de caviar, sem freio na língua, delatando de privilégio, benesses, mordomias e interesses dos profissionais alternativos, invictos e complementados das suas práticas, bem forrados, pelos vistos, nem vale a pena falar… tanto o tenho feito, por amor de quem gosto, na verdade, do Povo a quem me honra de pertencer, não os tenho em boa estimativa, não os coloco num altar, não os idolatro, não os renego, não os bajulo, crítico-os quando vejo que há razão para isso!!!…

… modernos e retrógrados, triste dilema de quem não pensa por si, de quem tenta levar a água ao seu moinho, de quem se julga maior e diferente, no meio de tanta gente!!! triste!!!… Se se recuasse um pouco mais, ou se se adiantasse… quiçá o desenrolar dessas situações, como de outras, afinal, dessem o que todos esperavam que dessem!!!… Mas, não!!!…

… até, nas autarquias, com estas modernices de agora, tão longe dos tempos recuados, não retrógrados, sérios de verdade, dignos de corpo inteiro, se admitem candidaturas de arguidos… a lugares autárquicos que, até aposto, conseguirão ganhar, como se nada!!!… E, espanto meu, sem retrógrados, no que respeita a idades… em tempo de Presidenciais, cairíamos numa pasmaceira, sem eira, nem beira!!!… Valham-nos os velhostes!!!… Os modernosços adulteraram éticas, dignidades, valores, exemplos, pendores… promiscuiram-se, de tal modo, que deram em corrupção avultada, por tudo quanto é sítio!!!… Estamos mal e… vamos de mal a pior!!!… Modernos e retrógrados… que embaraço e embaraçoso, valha-me Deus!!!…

… entre retrógrados, com PREC do passado, com fugas para o Brasil, com debandada de dinheiros e… modernosos, corruptos criativos, como lhes chamam, quando os proclamam, destrutivos e invictos, apreciadores de Ferraris e Jaguares, de vivendas espampanantes, de hotéis, resorts de luxo, com verdes e pancadinhas nas bolinhas, de viagens inacabadas, constantes, através de dinheiro fortunas de bons, fortunas de momento, de espavento, considerados, por eles próprios, como os donos dos anéis (… que palermice!!!…) não sei bem qual a diferença!!!… Um gatuno, tipo que se apropria do que ele não pertence, fino ou mais vulgar, não deixa de ser o que é… quando desonesto, é evidente!!!… É a destrinça que faço, numa igualdade tremenda, quase ao milímetro, por certo, depois de me pôr a pensar!!!… Conjecturas minhas, claro!!!… Sherpas!!!… 

quarta-feira, 25 de março de 2026

... in memorian!!!...

 

... sempre um problema, 

a água da rede pública,  na cidade,

cortes constantes, 

imprópria para consumo,

cor esquisita,

muitas peripécias, 

procura em fontes diversas,

compra em locais protegidos...



agora não é a mesma,

pura verdade,

na quantidade, sem aparência, sem sabor

outra verdade, 

deixou de ser,

já se pode beber...


como um bem essencial,

obedece aos três parâmetros principais,

incolor, inodora, insípida, 

constato, consumo mais e mais... gosto de água,


mas, voltando atrás, tempo de carência,

afluência, esperança, muita clientela,

porque, na torneira, não era água, esquisita mistela,

quantas voltas, quantas fontes, quantos garrafões na garagem,

esforço, passeio, espera, paragem,

um pretexto, diversão,

quantas idas à mercearia, um desespero... 

para ordenado curto,

mais dinheiro...


era um ritual, tema de conversa, 

local mais feito,

quase um segredo, 

de boca em boca, como um recado,

esta é melhor, aquela tem certas qualidades, idas constantes por montes e vales,

num Alentejo seco, em pleno Verão,

constatação...


passávamosa uma aldeia, próxima da cidade,

onde morava um tio da minha mulher,

o tio Manel, idade avançada, viúvo de há pouco tempo,

tinha-lhe morrido a companheira,

em casa da filha única que tinha,

uma, quase irmã, uma prima...


parávamos o carro e falávamos com ele, preocupados,

todos os cuidados,

se comia bem, se tinha tudo que precisava,

se nos quisesse acompanhar, na ida à fonte,

quebra da solidão, uma saída... 


era um homem rico, ainda fumava e bebe,

e, o que comia <?>

lá nos mostrava um recipiente de barro, bem aviado,

carne de porco cozida, toucinho, enchidos vários,

um achado, sorriso rasgado...


e, vai que não vai, uma cigarrada, 

uma oferta para o marido da sobrinha,

se eu queria beber um copo do tinto que ele adorava,

enchia os recipientes e, lá o acompanhava

quando o entornava, ao tinto,

enquanto conversava, sorriso rasgado, 

intensa baforada de fumo, bem conservada,

o tio Manel...


depois, bem... depois lá nos acompanhava, gosto mútuo,

nosso e dele, na ida à fonte,

a uns quilómetros da aldeia, numa quinta privada,

franqueada...


muitas vezes nos acompanhou, 

sempre igual a si próprio,

homem com uma saúde de "ferro" sem produtos de farmácia,

sem idas ao médico, condão, mais valia,

carne de porco com fartura, cigarros que fumava, com deleite,

sempre contente, sorriso permanente, 

e um tinto que, degustava com prazer,

uma vidinha, sem sofrer, 

humilde e trabalhador, a ...  viver... um bom viver....


mas, não há bela sem senão, 

Tantas vezes vai o cântaro à fonte...

uma, sem razão, uma complicação, 

primeira injeção, 

primeiros medicamentos, momentos tristes, 

um descambar vertiginoso, de mal a pior, 

provecta idade, saúde descontrolada, 

não somos nada...


e, ficámos sem o tio Manel, 

sem o sorriso que lhe enfeitava o rosto, 

sempre bem disposto, 

grata companhia, 


a vida é um sonho, dura fantasia, 

apostasia,

sem renegação, 

...  só nos resta a... gravação!!!...


... Sherpas!!!...

... este... não é o meu mundo!!!...


... este, 

não é o meu mundo,

indo ao âmago, indo ao fundo,

depreciando o horror, o imundo,

numa destruição, o perverso,

o genocida que se bandeia,

frente ao que faz, o desfeia,

juntamente com o pedófilo do capital,

que guerreia para esconder,

o roubo, a mentira, a rapariga, o rapaz,

aversão,

seres abomináveis ​​contra fanáticos, 


potências que se digladiam,

vítimas que se amontoam,

ruínas que são escombros

das bombas, dos estrondos,


terras raras, tão caras, 

dessevolução, agressão,

sem regras, interpretação de quem pode,

instituição que se não respeita,

pequenos que votam, enormes que vetam,

quanto aklem,

para que serve tu...

ONU???...


mundo insensato, 

diferente,

quanta e quanta gente, um mentecapto,

uma serpente,

colóquios, cimeiras, encontros,

bolsa louca que não pára, nos altos, nos baixos vertiginosos,

quebras, altas constantes,

dinheiro a jorros, petróleo,

do bilionário, que se forra ,

que mata, e turra,

no enfrentamento, na luta,

 

carteira do indigente,

sem altar, doce sacrário,

rezas e ladainhas, mártires que s´acumulam,

enquanto dançam e pulam,

ao som da morte, ali ao lado,

dor, ruína, destruição,

bomba que vai, que vem,

sem paroxismo da luta, cruel, insana,

tamanha...


mediania que se passa, passeia, vai a banhos, ao restaurante,

vive, comenta, aceita,

alheia, coisa sem graça,

mostra, como fachada,

dura estratégia, vil peçonha, quanta manha,

numa indiferença total.


grandes potências, ambições, 

barbaridades, tostões,

fominha,

antítese dum mundo hegemônico,

sempre presente, estorieta d´encantar,


David e Sansão, com fisga na mão,

lá se foi o matulão...

de igual, para igual,

mais multipolar...

... Sherpas!!!...