sexta-feira, 31 de março de 2017

... o herói das... botas d´ouro!!!...

... pelo desenho geográfico,  desde que nos formamos como NAÇÃO,
com muita ou pouco diversão,
altos e baixos, d´arrasar,  quanto ao SOCIAL,
pequeno retângulo...  plantado à beira-mar,


povo manso, bom feitio,  iliterato, sopas e descanso,
esperteza saloia,  desenrascanço,
uma q´outra tramoia...  parque desiderato,

afilhado, padrinho,  compadre também,  curva dobrada pelo cerviz,
olhos no chão, servil,  lambuzão,
sem apelação...  como quem diz,

Quase,  quase vocação,  sem balizas, sem redes,  com bola no meio,
trabalhos em barda...
em qualquer meio de comunicação,  grande parada,

artista de relevância,  heroicidade que se conquista,
não na liça...
no relvado,  bom bocado,

estatuária merecida,  troféus, satisfação,  galgando muitos obstáculos,
altos, baixos,  nosso recreio,
destino, desinteresse...  enleio,

PAÍS que não é PAÍS...  antes do campo de futebol,
configuração,
maneira d´estar... fazer,  pensar,

num deixa andar constante,  simples figurante,  que não critica,
comparar...
quando olha, quando ouve,  quando repara,

mão na bola,  bola ao alto,  pontapé portento,
quanto intento...

driblanço, salto,  arremetida,
vitória conquistada...
delírio, paroxismo coletivo  quanto ativo,

ritmo diferente,  pouco inventivo,
imaginou reduzido...
são milhares, multidões,  ilusões,  deslumbramento,
monumento,

emoções,  no retângulo geográfico  que se diz PAÍS,
como quem diz...

fomos tantas coisas,  fizemos o que somos,
somos o que fizemos...
ostentámos, demos,
reduzimos, ocupamos,  perseguimos, trucidamos,

primeiro passo,  atividades diversas,
entoámos loas,  espalhemos árias,
ameno...
fizemos grande oq´era pequeno,

despertámos cobiça,  décadas, séculos, ida,
respeitámos a morte,
desrespeitámos a vida...

expulsámos, massacrámos,  espalhámos,  falsa crença,
esperança, ....

aglutinamos,  vendemos, compramos,  fomos fracos,  sóbrios, sanguinários,
sem jogos...
nuts desafios,  enfrentamentos, momentos,  logros,

Diversos nos imitaram,  roubaram o que não era nosso,
quanto receio, quanto fosso...
esquecimento,  memória do bom amigo,
aliado, invasor,  perdido,

corsário, inventivo,  inábil possuidor,  ficámos tesos,
não dignos, afectos...
curvilínios, não retos,

pouco espertos,  analfabetos, bananas,
quantos sacanas...
mui mansos,  descansos,

MUNDO está virando,  virou, completamente,
depois de tantos percalços,  arremetidas constantes,  precipitações de vulto,
inculto,

da cabeça para os pés,  acessório...  por cima dos ombros,
nenhum repertório,
tão vago,  estagnado,

habilidade,  mais em baixo,  triste realidade,
obscena, incompreensível,  divertida,
conseguida...

vamos nessa, não contesto,  desgosto mas...  aceito,
tremendo defeito,
espécie de vocação,
estava predestinado  pela configuração.,


da turbamulta anônima,  nunca, tal coisa, se viu,
eis o herói que surgiu...
topónimo adequado,  ao invés do acanalhado,

do gatuno inveterado,  do intelectual de pacotilha,
do poeta de fraca rima,
do líder falso,  contestado,  herói de morte matada,  fomentador de guerra,
massacre,  outra ERA,  tempo diferente,
outra gente...

não,  sou insuspeito,  autêntico “estudo de caso”  que, embora nascido,
criado...
neste belíssimo bocado,
sem vocação,

não sou dado a futebóis,  não adoro os “heróis”  quando, no estádio, ululantes,
não me vou em milagres,
orando, na basílica, devotantes...
logo cova,
do homem de branco  da fronteira mais que cerrada,

do fado corrido ou cantado,  no anfiteatro, deleitado,
formoso retângulo encantado...
com, sem relvado,
alegoria,
simples fantasia,

sonho,
uma manhã de VERÃO,

!!!... Sherpas!!!...

quinta-feira, 16 de março de 2017

... passagem!!!...



... tempo passa vertiginosamente, quase não nos apercebemos,
vamos vivendo, num repente, passam dias, meses, anos,
preenchidos, como sabemos,

criança medra, faz-se adolescente, décadas somam, puros enganos,
realidade que nos faz velhos...
olhamos para trás, recordamos,

rapaz, homem crescido com filhos, quantos cadilhos foram para os pais,
rotina que s´inverte, casa deles,
quantos ais, quadros tão iguais, como os mais...

tudo que nos rodeia, como num filme... vai alterando,
evolução criativa, quando em PAZ, recreia,
incentiva,
com atritos, convulsões, um crime,

observo a máquina do tempo, velocíssima, voraz, não pára um momento,
sequer, não atende o incapaz...
não se sujeita ao mais audaz,
incompetente ou competente... sem distinção,
vivendo ou quase a morrer, dita regras, indiferente,

todos iguais no nascimento, berrando, ambiente estranho,
esperneando...
mui débil, carente, nos entretantos,
cúmulos de manias, sonhos e fantasias, vida plena d´encantos,
crente
ou não crente,

anos carregam, embranquecemos, quando os temos,
rugas no rosto,
o q´era viçoso, não tão formoso,
achaques dispersos, menos valias,
a velhice... q´é uma chatice,

com ou sem saúde, perda d´entes queridos,
choradinhos, queixas,
doenças graves, passageiras...

farmácia, laboratório, hospital,
médicos diversos, arrastamentos,
falácia...

momentos difíceis, envoltório, quantos e quantos lamentos,
terminal... incríveis,
falíveis,

próteses a que nos habituamos, salvação de muitos, pequenos, graúdos,
ponto final,
tão igual, tão igual...

quanto nos assemelhamos, ricos e pobres,
enquanto sofres...
enquanto cresces, enquanto morres,
mereces, não mereces,

por vezes... berramos, outras vezes, encaramos, naturalmente,
mente, mente....

ninguém s´escapa, vai-nos devorando,
tal como o vento, batendo, batendo em rocha dura,
erosa, esbate, dispersa em grânulos pequenos,
sítios amenos...
desérticos, às vezes,
por vezes,

altera entorno, modifica ambiência, cálido ou morno, gélido, seco, o tempo, o verme
que se julga enorme,
que destrói...
TUDO come,

eras uma criança, foste adolescente,
cresceste...
disseminaste, formaste, envelheceste,

foste homem racional, irracional, plantaste, escreveste,
sonhaste,
sofreste, morreste...

tu és pó, pó serás, aparência virtual,
supetão, repente, incapaz,
tanto faz...

água mole, em pedra dura, tanto dá, até que fura...

o Tempo... ah, o TEMPO!!!... Sherpas!!!...

  

sábado, 18 de fevereiro de 2017

... os livros... ah, os livros!!!...

apreciando, vivendo, não julgando... desviando de triste figura,
ouvindo, não lendo, criticando,

como na conjugação dum verbo, quanto defeito, quanta amargura,
pretérito imperfeito... cavalgando o que se desfigura,
aviltamento,

cantinho do desassossego, ignorância que s´acumula,
distanciamento...
misturado com tanto medo,

tapete sujo que se prolonga,
sem delonga...
num ápice, apontamento,

projecção esbatida, séquito que se não esvai, arremetida do que se mantém,
não cai...
tão aquém,

chusma d´arabescos recolhidos num calhamaço, letras tão unidas formando parcas ideias,
palavreados,
frases...
sem regras, sempre os mesmos, como os fazes,

muito aquém do que se diz... não o olhas,
não lhe pegas, traste q´esgotou este PAÍS,

tão pouco, desprezas, solitário, convencido, louco,
bom ou maldito, tolero... não apouco,

tal como o que faço, comparando,
não pretendendo, distanciando,
nos blogues me vou quedando... não sendo,

quilómetros, em comprimento,
mania que me conduz... escrevendo,
vou falando,

martelando
teclado amigo, ideias que trago comigo, azar de quem as lê,
quando as espalho, quando alguém vê,
tão diminuto... tão falho,

ideia precisa do que sou, daquilo que sempre fiz, sem escolta, enquadramento,
num repente... breve momento,

salto que m´eleva no espaço,
dia claro...
prometedor, sol radiante, tão feliz,

enceto caminhada, um que outro voo, parte incerta,
encontro,
olhos escancarados pr´ó MUNDO, no qual não me confundo,
individualidade mui concreta,
mente sã... tão aberta,

contacto, reparo, aprecio,
ponho de lado, desconfio...
ombro a ombro, mesmo ao lado, olhos nos olhos quando falo,
entendimento que procuro,
lado límpido ou obscuro,

retenho na memória... bem remoída,
outra estória,
q´empino, com tanta cautela, liberto, na hora certa,

quando a leio, meu recreio, satisfação,
no blogue, na rede... minha opção,

lá fora, campeia o frio, ao invés, sol quente, calor q´aperta,
mais uns escritos, fases que se propiciam,
mais uns quilómetros, que t´aliviam...

depois de lidos, revistos, encasquilhados como bem gosto,
meus encantos, nas redes, quando os posto,
guardados... meus recantos,


intervalando, vezes por outras, ouvindo bocas loucas, minha distracção,
quando posso, indisposto, sensação que me desgosta,
raivas, iras, quantas birras... no parlatório da NAÇÃO,

triste de mim, PÁTRIA vilipendiada... por GANÂNCIAS,
por interesses,
gente má,
ah... os livros, gente ruim, que bons amigos, gente boa,
que bem me soa,

entediada, mal encarada, pelo PODER... de corno, grande dor,
fazendo sofrer,
no cotovelo, amargor, disputa,
espécie de luta... desvelo,

carregando no verbo, quanta fúria,
palavra escrita,
enviesada, situação espúria...

coisinha de nada, determinado instante, dado momento,
quanto lamento!!!... Sherpas!!!...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

... pegada!!!...

deveria ser incomodativo, tal peso, escondido nas vestes,
carrego desnecessário mas...
preciso,
dobrões, mais dobrões, moedas d´ouro, antigas, arrecadas,
com que pagas,

quando te serves, bolsa de gentes ricas, muito antes do papel,
no bloco d´argila...
no tempo do papiro, no pergaminho, na pele,

dobragens, habilidades, grande gozo, passatempo, desde sempre,
manualidades...
coisa vulgar, quando se faziam brinquedos, ainda sei, ainda lembro,
tão normal,

dou comigo a enrolar uma senha, na fila da compra do pão,
como, quando criança, festa na vila, preparação...

alguma ilusão, colaboração, quermesse... com rifas,
sorte, prémio escasso, não esquece,
em pleno VERÃO, responsabilidade,
outra realidade,

avanços,  na estória que se repete, quando se cria, quando s´investe,
sem birras, diverte
com papel, grande festa da flor,
sem amuos,  fantasia, um primor,
recuos... com a pele,


lembrando cavernícula, grunhos, medos,
indefeso, mais afoito, com pedra, risca entorno, desvenda seus segredos,
deixa rasto no seu abrigo, pegada que perdura,
dura... dura,
rupestre, meio agreste,

quase como um rasto... por onde passo,
esperando, desespero, papeleta na mão, entre dedos,
enrolando,

deixo no local... logo após, quase tique, quase toque,
faz parte, remoque, pequeníssimo sinal, involuntário,
sem mal,

entretenimento, homem idoso, sentado junto a janela do clube,
pensamento...
recuo no tempo,

papéis dobrados, figurinhas na mesa, galinhas, patos,
um, dois, outros mais...
sem um pio atento, dedos hábeis,

tarefa que se propunha, impunha, no sítio certo,
tão perto...
para lá do cristal, manual,

tornou-se violento, distinto, dedo que s´opõe,
agarra, dispõe...
habilidade, retinto, chispa na mente,
repente,

grunhidos, gestos, entendimento, descobertas colossais,
fogo, fala, escrita, dado momento se transformou num portento,
muito mais... do que os mais,

grupos diversos, afecto, constrói, destrói, acérrimo adepto
quando persegue,
mata...
porque já se considera  gente, persistente,

na escola, um não mais acabar, objectos feitos com papel,
quase magia...
tesouro, dentro da sacola, avião de brincar, navio normal
que se fazia,

flor, quantos quer,
malmequer...
material fútil que se presta, foguetão que s´atira, s´atesta,
quando se prova,
amarfanha, sageza quando se renova,

mas, deixemos d´arrazoados,
perda de tempo, enviesamentos, falemos do que me propus,
do papel e... das coisas deste MUNDO,
no qual me não confundo,

m´entristeço, quando penso nas acumulações,
tragédias... nas perseguições,
vilanias em demasia papel bem diferente, dramas,
quantas comédias,

matéria impura que tudo afecta, quanta desvergonha,
quanta rinha...
dinheiro que é peçonha, que tudo espezinha,
despreza,

papelinho de nada, senha d´espera no balcão,
enrolado, como mania, meu hábito,  fantasia,
rifa d´antes, desafio,
simples pegada, quanto fastio... repetição,

nossos ancestros, tão nuzinhos, tão débeis, não destros,
quão canhestros...
não provocando estrago tremendo,
convencimento,

erros himalaicos, sobrepõem-se ao q´estava feito, cometem razias várias,
pegada ecológica profunda, uns tristes,
meros prosaicos...

profusão de danos, não muda, quanta aversão,
tanto escava, mais aprofunda, não corrigindo, desfazendo,
pensando que são, não sendo...

por valia que é papel, não um papel enrolado
que se deixa em qualquer lado,

interesse exacerbado, ganância desmesurada, tão “COISINHA” de nada,
que marca, que destrói, que mata...  Sherpas!!!...


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

... interrogação???...

... grandes países, capacidade militar, poder de destruição,
triste sina, desilusão,
inferno na terra,
diabo à solta, quanto mal se desterra,
quanta morte, quanta revolta, quanta aversão,

num cantinho, quase esquecido,
fazendo pelos seus,
dando aos outros, conhecimento, cultura, população,
sentimentos meus,
empatia que nos transforma,
alegria, como norma,
HUMANUS, como tradição,

história, com alguns percalços, tempo d´aprendizagem,
arrependimento...
levados pela voragem,
ganância desmedida, quanto lamento,

porque, no MUNDO,
simples passagem...
com ele, não me confundo,
mais m´adentro,
quão feliz, me contento, a contento,

quando páro,
olho, me sento... comparo,

fomos evoluindo, separámos algumas falhas,
esculpindo estátua bonita,
poema tão belo,
pintura perfeita, infinita,
não finita,

prosseguimento, neste doce encantamento,
conjugação, raças, credos, étnias diversas, linguagens estranhas,
junção...
destino comum, felicidade completa que se busca,
não ofusca,

capacidade d´inovar,
tolerância no proceder... sem ostentação,
não feros, sem aversão,

lindo sorriso que s´ostenta, forte abraço que se prodigaliza,
evitando confronto, hostilização,
quando se procede,
se tenta,

não acredito no pretexto
usado pela potência maior... máquina de guerra assombrosa,
dentro,
fora do contexto,
tendo “democracia” como justificação,
aberração,

com que desassombro, pavor, invade terras alheias,
provocando caos...
trucidando tudo, TODOS,
não respeitando culturas, diversidade, POVOS,

raças, credos distintos,
com anuição de certa instituição,
ai ONU...
quem és tu, desolação.

quanta morte, quanto horror, declínio de quem se considera,
fazendo a “PAZ” utilizando a GUERRA,
sem procuração... quanto s´esmera,

esquecendo própria pequenez, entre fronteiras,
racismo, xenofobia... internamente,
machismo, prepotência,
desigualdade de género, misoginia,

enredos, teias, antipatia,
factos tão tristes, coisas tão feias, alcoólico, drogado, indigente,
embora próspero, quanta discrepância entre FORBES
e.... miseráveis, tão pobres,

tanta alminha desprezada,
tanta pulhice MUNDIAL...
tanta cupidez, rapina concertada,

bem sei que uma “andorinha”
não faz a PRIMAVERA...
aquele que vem, o que s´espera,

homem de PAZ, HOMEM de guerra,
não há mal que não acabe... que lhe venha outro bem,

valente interrogação... adorador da razão,
muito sua, quando a tinha
que se torne água cristalina,
q´inicie modernidade,
nova ERA,
assente na REALIDADE,

cada vez com mais, sacando aos que têm menos,
tristes BOLSAS, maus capitais,
exemplo demoníaco,
PAÍS q´oprime, maior IMPÉRIO
ou... excrescência,
não levado a sério, indecência...

pode ser que mude,
esperança que acalento... tão contestado,
quase ilude,

homem q´aparenta,
dono d´IMPÉRIO... pai, família extensa,
aproximação, outras ideias,
contestado,
contestatário,
boas, más, feias, relicário,

seu íntimo, consciência,
acabar c´a GUERRA sendo excelência,

na sua mão,
alguma ilusão...
mudança de facto, na hora, no acto!!!... Sherpas!!!...


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

... simples charneira encantatória...

... jovem, reverdecida no topo, quanta barba branca acinzentada,
caída...
estado que não me consola, interroga,
árvore exótica, decorativa, desprotegida,
mal tratada,

obrigação de quem tem, quem deveria cuidar, barba feita,
espigada no alto, jovem, bela, airosa,
mais formosa...

isto de “possuir” e não cuidar, faz-me pensar, entristecido, quando noto,
quando vejo... tempo morto,
funcionário não afecto, depenicando relvado,
não olhando para o alto,

cá por baixo, falhas tantas, obras belas de nascença,
meu juízo, minha crença...
ror de tempo, inclemência, uso devido, desgaste,
incúria de quem não trata, de quem não tem,
certamente reparaste...

bonito papel, projecto, ainda jovem, vigoroso,
adolescência, fora d´época...
sem arrebites no cabelo, pelos outros, grande afecto,
sem pinturas extravagantes,

por descuido, negligência, incúria por sua figura,
rebeldia, tique, mania... cabelos feitos num cacho,
assim o penso, assim o acho,

triste figura, exigência, num montão desvairado,
como ondulação do mar...
quando venta, temporal, queda extemporâneo, fica mal,
necessita algum reparo, tesoura, aparadela ou corte, barbearia, cabelereiro,
gasto d´algum dinheiro,

melhor aspecto, apresentação, vai ao salão,
ao salão...
vigoroso, ainda esbelto,

enaltece amor-próprio, não te transformes, não sejas opróbio,
como quando te deformas...
quando comes, não comes, criando volumes, formas,
aumentas com silicones,

desbastas com cirurgia, provocas falsa alegria,
impões uma fantasia...
disfarças, por querer, individualidade,
teu ser, norma, novidade,

por vontade, como cônscio, como gente... descuidas teu aspecto,
enfeitas teu esqueleto,
saco informe, pele q´estica, q´encolhe, reduz,
induz, não dependente, quase reluz...

claro que, respeitando, ideias muito minhas, todos os seres,
todos os campos, certezas quase absolutas,
minudências, interstícios, imperceptíveis aos que se julgam,
criação de toda, qualquer espécie... vidas ínfimas, enormes,
vegetalinas, faunísticas,
florísticas,
geológicas
quando inermes, nem imaginas...

poeira do que foi, deixou de ser, dependentes,
circunstâncias diversas...
cataclismos, elementos em fúria, erosão,
esmagamento, calor terrífico, abrasão,
genes tão diferentes,
partículas diminutas, eclosão,

apertão, vastidão, crescimento desmedido,
natureza... ente sofrido,
compressão,
alimento, benemerância, entrega, sofreguidão,
espalhamento, refeição,

ciclos contínuos, exaustão dos que, como companheiros,
nesta viagem alucinante...
não são de ninguém,
mesmo de quem os tem,

necessitam cuidados, atenção constante,
tratamento adequado...
consoante,
conforme,
de quem os trata, de quem os come,

não despreza, não maltrata,
respeita...
apara, colhe, enfeita,
cuida, alimenta,
prodigaliza para, mais tarde, receber,
podem crer...

intrínsica condição, cadeia tão apertada que nos une,
sem exploração...
mais um, entre tantos, poucos, grandes enganos,
quando nos consideramos
o que não somos,
tão poucos, tão loucos,

perdulários excessivos... tão activos,
na destruição, fruição do que nos sustem,
sendo ninguém,

nesta maravilha que aconteceu, logo após o “ BIG BANG”
local privilegiado...
tão devastado pela fera primeira,
na sua encantatória charneira,
simples gonzo d´imensa porta que nos suporta...  Sherpas!!!...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

... guerra e... PAZ!!!...

... já foi elo de ligação, pólo de investimento,
recordatório de sonhos,
enlevo de namorados, local d´encantamento,

centro de diversão, fonte inesgotável de provimento,
estrada particular d´império,
lugar d´afeição pelos que ali se postam, quadro d´inexcedível beleza iluminado pelo SOL nascente,
brilhante, mais composto, aquando no poente,

jóia preciosa para qualquer amante, desenvolvimento natural nas suas costas,
espaço paradisíaco fenomenal,
imensidão líquida, acalmia, cruzeiro, lazer,
ligação, sem percalço, proporcionando gozos, prazer,
apetecível, nas ilhas formosas que tanto gostas,

incrível, quanta riqueza, quanta expansão, séculos d´harmonia entre povos, quantas trocas num MARE NOSTRUM
q´aproxima, une, permite, seduz, permissivo, tão possível, ali, à nossa beira,
não sendo barreira,
sem separação,

foi recanto entoado por trovadores, pretexto, descanso de grandes senhores,
motivo, incentivo para muitos pintores,
belíssimo contexto, uma chispa, um chamamento,
um marulhar manso, divertimento,

tela gigante muito nossa, vida, permanente agitar,
brisa, mar,
respiração profunda, transponível fossa,
tão deles, tão vossa,
evolução,
tempos diferentes, civilização,

claro, nunca foi um mar de “rosas” aquele pedaço belo,
tão complexo,
enlevo, adoração de POVOS do MAR, olhar perdido nas ondas contínuas, profundidade imaginada,
terra longínqua que se deseja,
ambição fervente,
entre toda, qualquer gente,

estigma do ser que se considera HUMANUS, expansão,
conquista, opressão,
erráticos, genes deturpados, inveja, PODER, contemporâneos,

apetrechos vários, paus, ferros, couraças,
barcos maiores, barcaças,
remos manejados por extractos inferiores, ao serviço d´alguns senhores,

viagens curtas, de maior projecção,
esquemas, silêncios, exaltação,
desejos,
riquezas, proventos, relampejos,

imbuição que se desmanda, concretização de quereres absurdos,
utilização, escaramuças,
confusos,
feridos, mortos, profusão, d´então, procedimentos, seus usos,

pequena monta, quando comparando,
nada, como agora, menorizando, apoderando, usurpando, conquistando,

primeiros passos, primeiros impérios, um que cai, outro que desponta,
direcções diversas, apoderando, mais ricos, escravização,
defeitos, incúria,
dissolução,

não serviram d´aprendizagem, não foram lição, obras escritas,
horrores descritos, barbaridades que se rejeitam, outros sentimentos,
alçar os valores, filosofias pertinentes,
religiões que surgem, pensadores em profusão,

humanistas passados,
séculos e séculos, origens, períodos pequenos d´alguma PAZ
que, logo se desfaz,

pregadores, profetas dum MUNDO NOVO, tantos revezes, combates portentosos,
por DEUS tão UNO, PARAÍSO na TERRA,
enfrentamento, cruzada, mendigação,
como lema, bruxaria que s´adivinha, denuncia, perseguição,
inquisição,

ferrete na testa, seres formosos, respeito, amnésia, desconforto,
idade das trevas tão prolongada,
quanto desgosto,

pelo PODER, pela UNICIDADE,
pura MALDADE,
guerras sem fim, ganâncias medonhas, outros interesses, desevolução acelerada,
não s´aprendeu quase nada,

armamento sofisticado, IMPÉRIOS RUINS,
acumulação, outros FINS,
pessoa que sofre, criança esfacelada,
mulher sacrificada,
valor esfumado, sentimento esquecido, mar da desgraça,
cemitério líquido, sem graça,
infinito,

tão triste, chorado, fronteira profunda, q´engole, não esconde, inunda,
laivos de sangue,
nuvem plúmbea, carregada, rosto inundado, face com trejeito, lágrima que verto,
olho, penso,
murmuro, condoído, conjuntura,
presente como passado...
não se futura,

MUNDO igual... sempre o MESMO!!!... Sherpas!!!...