sexta-feira, 14 de novembro de 2014

… fantasia… tão lúgubre!!!...

... rotina, a vida de todos os dias,
quando me levanto, estremunhado, ainda de madrugada,
escuridão que me rodeia, apalpação como orientação,
silencioso, para não incomodar quem dorme,
ingerindo medicação com água, em copo grande,
sem vontade de alimentos, não tendo fome,

alimento diferente que como, noticiário que me abespinha,
de véspera ou mais fresquinho,
deste, daquele PAÍS, acontecimento, grande rinha,
morte que se perpetua, desconcerto permanente,
tanta gente, conflito em profusão
ladrão que rouba ladrão, mau exemplo, situação,

não me admiro, consternado, exaltação,
controlo sentimento, não digo palavrão,
grande obra, malfeitoria, negociação,
neste cantinho, quintal ou quintalão,

sem vergonhice contínua de quem reza,
tentação,
templos que foram erguidos, quantas tábuas,
salvação,
mandamentos que se ultrajam, confissão como perdão,

impante cara de alarve, fatiota de ocasião,
excelência que se esconde, rumina teatro,
confusão,
neste circo mal montado, nesta vida que é rotina,
ainda de madrugada, silencioso, estremunhado,
apalpação como orientação,
copo de água com medicação,

escuridão, atitude de vida, podridão,
come quem come,
voraz, de véspera ou mais fresquinha,
notícia que me abespinha,
morre quem tem fome,
desagravados do tempo, escória,
os que não fazem parte da estória,

vai clareando, ainda sem luz solar,
porta que se abre noutro andar,
choro de criança que se levanta, atarefamento dos pais,
sem uis, sem ais,

ouvindo, enquanto vou lendo o que se me depara,
vidas mais activas, gente jovem que não pára,
descer de escada, sofreguidão, algum atraso,
por se acaso,

sentado em frente do computador,
dedilhando teclado,
quando me dá para escrever, associando cenas,
tralhas, atitudes,
gestos inconcebíveis, nesta mescla imensa que se congrega,
ajuntamento que se diversifica, enfrenta, não nega,
liberta escândalo, solta forças de pesadelo, amedronta,

dispersa, puro desleixo, partículas ínfimas com bactérias
nocivas para as populações, inalamento fatal,
preocupados com o KAPITAL,
luvas que preenchem bolsos de excelsos,
outras matérias,
futebol em barda, nacionalismo de bola jogada,
entretenimento nocivo, abafamento propositado,
incompetência, com irresponsabilidade neste lindo ESTADO,

não cumpre compromisso, esquecido,
omisso,
castiga idosos, mais débeis que sofrem com isso,

pensamento que não dá para entender,
quanto usufruto no meio de tanto sofrer,
pai santo com duches públicos no Vaticano,
indigente com algum afago,
burguês de então, envelhecido,
num ESTADO que não assume compromisso,

dedicado a venda de muitos milhões,
viagens intermináveis,
não fantasiosas, não descartáveis,
dívida que se enormiza, valores duvidosos nas estatísticas,
como entendes, quando esquecido, desprezado, como ficas,
quando as pagas, quando as pagas,
enormidade, pobre contribuinte forçado,

solidário com quem não conheço, social que se esfuma,
bancarrota como desculpa de quem desbarata,
vamos tendo quase nada, quase nada,
justiça que não pune, salgalhada protectora dos topos,
com vozes, gestos de dramatização estudada,
com sopros,

são ventos,
desnortes, são doenças que matam,
implicam culpados, requisitos fúnebres,
finamentos,
dourados que tentam, imagética do deslumbrado,
milhões que cirandam, portas de Europa aberta,
mansão, puro pretexto,
actual contexto,
ponto final, ponto final, ponto final,

percurso casual, baralhamento, confusão enorme,
quantos com fome, quantos com fome,
sem justiça, sem cultura, sem ensino, educação,
sem pão, habitação,
sem Estado,
com tanto negócio, preocupado,

num centro confuso, habilitado,
tão privado,
que segue noutro acontecimento macabro
cantinho que não é quintal, quintalão,
essa, a minha preocupação,

burguês de então, envelhecido,
contribuinte forçado com quebra de compromisso,
que teima em ser português
num PAÍS do “era uma vez”
fantasia tão lúgubre, patética,
ópera “BUFA” talvez...
hipotética...  Sherpas!!!...



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

… uns tostanitos!!!...

... na própria casa de habitação, logo à entrada,
tinha um lugar em que vendia legumes, hortaliças, fruta,
no campo, uma plantação, brejo, sua labuta,

negócio de família,
sobre mocho rudimentar,  caixa aberta,
onde se acumulavam tostões,

fazia filhos, acumulava também, como ninguém,
tinha para cima de meia dúzia, amigos do peito,
jogatanas de rua, escola na Boavista,
primeiras leituras, escassas,  poucas revistas,

gosto pelo colorido,  pelo boneco, banda desenhada,
ver montra da papelaria,  um rito,
encanto dos olhos, desejos imensos, pouco dinheiro,
quem tinha,  quem trazia primeiro,

capítulo novo,  aventuras em barda,
mais velho, sentados no chão, lia, com vozeirão,
espreitávamos,  seguíamos com emoção,

quando da Disney, diversão, risada,
confortáveis com a bonecada, nem uma agulha bulia,
quase se sentia zunido de mosquito, outra revista da altura,
com procura,

sem resultado, sem cheta, sem chavo, muitos filhos, muitos encargos,
poucas leituras, primeiros passos na escola,
pés nus nas pedras da calçada,
sem saco, ainda sem sacola,
com excepção, com sola cardada,
grande botifarra,  filho de comerciante da vila,
grupo alargado, dificuldades, curtas idades,

vezes por outras surgia revista, papel cheiroso, cores berrantes,
aglomerado que se renova, leitor, mais velho, que se perfila,
leitura para todos, mais novos, muito antes,

ávidos apenas, cinco, seis anitos, passaritos sem penas,
banda desenhada que cativa, centro de atenções permanente,
comprado com uns tostões ripados ao velhote da fruta,
o dos muitos rebentos que tinha um brejo,
que vendia na própria habitação,
filho que não compreendia esforço tremendo, muito em segredo,

tirava, escondia no quintal da avó, deixava passar uns tempos,
depois comprava, mostrava, orgulhoso, o que tinha comprado, depois do saqueio,
dava a quem sabia, mais velho que lia,
diversão de todos,
paragem súbita do brinca que brinca, da corrida que se não fazia,
sem susto, sem receio, doce enleio, recreio,

às vezes recuamos, recuamos,
recordamos tempos de quando não andávamos à escola,
de quando não tínhamos pedra, não tínhamos sacola,
de quando éramos ignorantes, não sabíamos ler,
pequenitos de cinco, seis anitos que brincavam na rua,
sem ter, nem haver,

muitos, quase todos descalços, tirando um privilegiado,
com botas cardadas, filho do comerciante, que se descalçava,
quando corria, com os seus amigos, quando brincava,
se juntava num aglomerado, sentado no chão,
ouvindo voz portentosa do mais velho, vozeirão,
que lia revista de banda desenhada que surgia,
já gasta, mais que usada,

novinha em folha, cheirando a tinta e a papel,
obtida através de pequeno furto na caixinha dos tostões
do vendedor de legumes, hortaliças e frutas,
feito por um dos filhos que não pensava  no sacrifício do progenitor, ilusões,

guardava no quintal da avó, mais tarde, comprava,
trazia, mostrava e... todos se deliciavam
com bonecos do DISNEY, com aventuras dos cowboys,
com colorido, com beleza do que nos era negado, ainda,
tão tesos, tão sem cheta, tão pequenos, tão ávidos,
no intervalo do brinca que brinca, na corrida, na ida para a ribeira,
para o campo, aos ninhos, aos espargos, à bolota, ao rabisco,
sorridentes, sempre, sempre,
tão pobres.... 

no PAÍS dos resignados, tão cinzento, tão triste,
como agora existe,
tão parecido que faz impressão, retrocesso tão grande,
recuo tremendo, feito às claras, com transparência,
no dizer de certa excelência,
criança com fome,
quanta e quanta criança pobre,
família sem meios de sobrevivência,
tão miserável como dantes,
situações aberrantes,
numa Europa que se não entende,
desigual, anormal, diferente,
recanto do... desencanto!!!... Sherpas!!!...
  

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

… GUILHOTINA!!!...

... visitei Versalhes, em França,
palácio que nos ofusca, delapidado,
logo após a revolução,
mantendo grandiosidade, ostentação,

jardim imenso que dança,
águas ao som de música clássica
que nos emudece,
paz celestial que delicia,
bocado que tenho guardado,
de tão apreciado,
não esquece,
repeti, mais tarde, por duas ou três vezes,
sem cansaço, com o mesmo gosto,
ouvi estórias várias dos últimos moradores,
sem favores,
realidade de outrora, grande império,
rei que, de tanto brilhar, o apelidavam de SOL,
criatura soturna, alguns passatempos,
caça, amigos, roupagens de espanto,
cabeleiras polvilhadas de pó branco,

devaneios no sétimo CÉU,
mulher jovem, bela, viva, natureza plena,
pobre da Antonieta,
sua CORTE, dependente,
quanto sorriso, quanta gente,
salão nobre, comezaina,
saltos, perseguições, diversão,
jogos diversos,
passeios por amplo jardim,
esconderijos, labirintos,
beijos trocados, promessas,
olhos travessos das damas,

cavalheiro que se aproveita,
cheirinho de rapé,
espirro que dá satisfação,
recanto de caçarias, opulento palácio,
estadia, centro principal da majestade,
bem longe da ralé, população,
Paris da miséria em catadupa,
controvérsia, aversão,

corria o dia, corria a semana,
corria o ano que engana,
aumentava o disparate,
futilidade,
luxos em demasia,
abundância para os que estão perto,
causa rumores, desacerto,
provoca fome a todo um POVO,
em Versalhes, nada de novo,
simples parecer, conversa,
logo esquecida, de seguida,
um que outro dizer,
entre camas com dossel,
orgias que se prolongavam,
excesso de ambos os sexos,
libações sem contenção,
tanto oiro na parede,
pinturas, ornamentação,

quanto mobiliário requintado,
diamantes raros, safiras,
quantos ditos, quantas iras,
quantas raivas, em segredo,
gargalhadas tão descuidadas,
ganhos, perdas, arrecadas,
coberturas de sedas e damasco,
tapeçarias vistosas, raras,
vestido tufado, espavento,
cabeleiras caprichosas ao vento,
sensaboria da boa vida,
num guinchar, numa corrida,

bem longe do que se sabia,
escumalha que não comia,
num “glamour” despropositado,
contraste inusitado,
num falsear da verdade,
“se não têm pão,
comam brioches”
Antonieta, sem razão,
palácios, jardins, coches,
rei SOL no seu alazão,
relatando caçaria, perseguição,
javali que prostra no chão,

eram amantes deles, delas,
dos seus,
corte de apalermados,
dedicada aos seus cuidados,
quantas criadas, criados,
luxúria em desvario,
rainha jovem, bela,
quase, quase uma donzela.
mal amada pelo SOL,
caprichos, devaneios,
seus quereres, seus recreios,
mundo fútil, tão oco,
entorno afastado do TODO,

cresceu fúria, surgiu raiva,
revoltou-se uma FRANÇA inteira,
monarquia que estremece,
medos de todo o tamanho,
presos fora da Bastilha,
outros hóspedes, reviravolta,
cólera que se dimensiona,
ululantes, pedem cabeças,
sangue como ribeira,
como vedeta, guilhotina nas TULHERIAS,
vozearias
contra reis, nobreza,
tendo uma só certeza,
apear quem esteve de pé,

escolher maneira diferente,
gente que fosse gente,
gente que se preocupasse com a gente,
decepando SOL, Antonieta,
CORTE das contradanças,
cadeia da opressão que derrubam,
não fica pedra sobre pedra,

apagamento total, recordação,
sempre em acção,
no momento, logo após a revolução,
na continuidade, sem parar,
matar, sempre a matar,

reconciliação,
até chegar aos pilares fundamentais
duma justa sociedade,
ilusão,
liberdade, igualdade, fraternidade,

foi luz, uma esperança,
farol daquela época,
marcou ciclo novo, caminho futuro,
vida nova, outro rumo,
interrogação tão pertinente,
males que se arrastam,
reza a história, cronistas, testemunhos,
ficcionistas notabilíssimos,
palavras escritas belas, famosas,
cantadas, tão clamorosas,
exemplos que nos arrastam, encantam,
quando ditas, quando clamam,

não se aprende com a HISTÓRIA,
pessoas esquecem, quando são,
adquirem posição de topo,
lembram-se deles, esquecem de novo,

repetem males passados,
pilares da revolução,
dão sacos com algum pão,
alimentos básicos, pois então,
olvidam leis,  CONSTITUIÇÃO,

colocam de lado, os cravos,
em palácios, bem instalados,
tratando de seus interesses,
mordomias, benesses,
corporações,
quantos e quantos milhões,

mais olhos do que barriga,
ganância que ultrapassa tudo,
quase fora deste MUNDO,
enfrentando, fazendo briga,
entre pobre, quem enrica,

esquecendo a... GUILHOTINA!!!... Sherpas!!!...



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

… impolutas… as putas!!!...

... falar de coisas diferentes,
ter vontade disso, esquecendo entorno, gentes,
tarefa árdua,
impossíveis,
dando volta a memórias, passado mui recuado,
nesta vida que se alonga, no encontro que acontece,
caminho de pedras oblongas, pontiagudas, agrestes,
terra de vários tons, locais inacessíveis,

obstáculos que se me deparam,
barreiras intransponíveis,
sombras densas, tão escuras,
solidão que diminui como ser dum colectivo,
parte ínfima que conheço, parte íntima que é muito minha,
recanto sem grandes figuras,
recuado, não activo,
observador que não busca rinha,

fina palavra que define, curta lâmina que recorta,
seja quem for, não importa,
dado a pensamentos profundos,
avaliando todos os MUNDOS,
aceitando o que me foi dado quando nascido,
criado,
mantendo pergaminho, dote da idade, conhecimento,
envolvendo cantar, colorido,
tristeza, muito lamento,

envoltório com que me arroupo,
tão normal, não sendo louco,
quanto me completo,
esquecendo entorno, gentes,
de sonhos, tão ilusório,
quando repleto,

sorriso débil, contrafeito,
modo meu, curto defeito,

corre um fiozinho de água, do alto daquela serra,
galga montes, engrossa um pouco,
alarga, em certo momento,
local que me é querido,
olhos que não consigo fechar,
canta, quando ressalta, tine certo ruído,
da libelinha, claro zumbido,
flor tímida que se projecta,
terra que agradece, margem reverdecida,
do que não me aparto,
quando ando, quando passo,
quando vejo, quando faço,

impossível não reparar no que me rodeia,
campo amplo, quase desértico,
colinas, montes, serra mais ao longe,
meu coração pressente,
longe de tudo, da gente,
formiguinha débil que labuta,
carreirinho doutras mais,
uma tarefa premente,
invernia que se aproxima,
alteração própria do clima,
preenchendo armazém, comunidade que se arrecada,
desaparecendo, não sendo nada,
vida obscura, subterrânea, temporária oclusão,
numa outra dimensão,

mais uma vez me refugio, por descrédito,
da natureza a que pertenço,
na companhia do mais pequenino,
fazendo parte do que penso,
indelével apontamento,

entre companheiros de viagem,
não sendo maior ou de mais valia,
nesta tão grande voragem,
insensatez que se pronuncia,
descambar que se sente,
nesta coisa que é gente,
mole que não convence,

negridão que avassala,
que atira, que não cala,
pretende laudatórios, palmas,
quando sentes, não falas,
escreves, afincadamente,
solitário, recolhido, indo em frente,

quanto mais conheço as pessoas,
mais gosto dos animais,
entoas, entoas,
mais te convences, perante certos anormais,
penachentos, inchadíssimos, pavões,
mal comparando, aves de rara beleza,
disso, tenho a certeza,
quantas e quantas lições,

no seu diário proceder,
pelo exemplo. nos dão,
pelo viver, ritmo geracional,
tal e qual,
não alteram, mantendo aquilo que são,

dignos, fiéis, amigos dos amigos,
companheiros... como os primeiros,
gato, cão, formiga, borboleta,
pássaro que canta,
encanta,
peixe ágil na ribeira,
certeza no cantar do grilo,
cuco sem ninho, vaca possante,
cavalo esbelto, veloz, toiro no pasto,
sem farpas,
nem espada no costado,

domado, sem lide, nem investida,
veado na serrania,
lobo que uiva,
falcão esvoaçante, rapina que observa,
cada um, como é, vivendo,
integrando seu habitat,
sendo,

bicho homem não é de fiar,
bicho politico,
muito menos,
ganância por PODER, verdade que é mentira,
quando atira,
para perder, para ganhar,
por interesse, posição,
está em si,
enganar,

com doses de pasmar, sorriso beatífico,
consciência tão limpa como em qualquer bordel,
sem honra, nem quartel,

desculpem-me as putas,
impolutas, impolutas,
destinos de vida, da vida,
vendendo o que melhor têm, o corpo,
com ou sem gosto,
enormíssimo desgosto!!!... Sherpas!!!...

  

domingo, 7 de setembro de 2014

… começo da… hora!!!...

praça ampla
pejada de tendas multicoloridas,
mesas, cadeiras, vazias agora,
mui cedo, ainda, começo da hora,

... pensando nas visitas do dia anterior,
fausto grandeza, esplendor,
palácio imponente, MUSEU grandioso,
não tão formoso, paredes vítreas, opacas,
mesmo no CENTRO, palavras gravadas,
JUDEU eminente... quanta dor,
sofrimento e morte, sua sorte,
no campo do desencanto... estertor...

atarefamento na exposição de produtos,
comestíveis, frutos,
confeccionamento de tantos outros,
odores adocicados, frituras também,
sorrisos, enchidos,
quantos pernis, salsichas tão fartas,
rapaz que as comercializa, andando de cá para lá,
aquecimento, entre um pão,
cerveja na mão,
sentado no chão,

mastigando a preceito,
vontade,
um jeito,
um bem estar, um gosto,
no final de Agosto,

cidade tão linda, sabores de cerdo,
convite, acerto,
publicidade a rodos,
gente que surge, começo da hora,
passámos, provámos,
fomos embora,

... pensando nas visitas do dia anterior,
fausto grandeza, esplendor,
palácio imponente, MUSEU grandioso,
não tão formoso, paredes vítreas, opacas,
mesmo no CENTRO, palavras gravadas,
JUDEU eminente... quanta dor,
sofrimento e morte, sua sorte,
no campo do desencanto... estertor...

ali, bem perto, situado num cruzamento,
com movimento,
restaurante que cativa,
consulta-se a lista,
interpela-se empregado, pergunta pensada,
inglês universal,
em terra germânica, coração dum pesadelo,
 carne branca grelhada,
acompanhamento,
de preferência, um frango, um galo,
devaneio, puro intervalo,
certeza digestiva,
idade avançada,

sorriso aberto, perceptível, concreto,
deduz, pela pronuncia,
origem do cliente,
arranha espanhol, fala português,
outras línguas, também,
que sim, que tem,
era uma vez...

em terra estranha, fala como barreira,
empregado poliglota,
fronteira aberta,
canseira,

... pensando nas visitas do dia anterior,
fausto grandeza, esplendor,
palácio imponente, MUSEU grandioso,
não tão formoso, paredes vítreas, opacas,
mesmo no CENTRO, palavras gravadas,
JUDEU eminente... quanta dor,
sofrimento e morte, sua sorte,
no campo do desencanto... estertor...

como se fora hoje, recordo o sabor
dos panados de frango no prato,
da salada, a condizer,
da impecabilidade,
no servir,
do falar, do sorrir,

esplanada,
com feirinha ali ao pé,
odor de salsichas em profusão,
tendas coloridas, pernil de porco,
 quase na hora do almoço,

... pensando nas visitas do dia anterior,
fausto grandeza, esplendor,
palácio imponente, MUSEU grandioso,
não tão formoso, paredes vítreas, opacas,
mesmo no CENTRO, palavras gravadas,
JUDEU eminente... quanta dor,
sofrimento e morte, sua sorte,
no campo do desencanto... estertor...

incrédulo, prossigo... vendo, comparando,
aceitando o PRESENTE,
a manifestação em frente à CATEDRAL,
mesas e bancos corridos junto ao mercado aberto,
tão perto,
casinhas dos enchidos, dos pernis, das salsichas,
dos costados, lombos inteiros,
tábuas variadas de queijos,

canecas de cerveja em punho,
simpatia do empregado poliglota,
hospitalidade,
do frango ou do galo,
empanado, saboroso,
da verdade,
dia belo, solarengo... tão formoso,
terra estranha que encanta,
memória que conserva,
reserva, reserva...

língua como barreira,
fronteira aberta,
canseira!!!...  Sherpas!!!...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

… descrença!!!...

... ainda pensei, quando mais novo, leituras diversas, versões criativas,
imaginação inesgotável, romance do POVO,
literatura leve, de cordel, chamativas,

na BONDADE universal, campos diferentes, entre o BEM e o MAL,
PARAÍSO, INFERNO,
HOSSANAS, DESTERRO...

bonecos coloridos, bombásticas deduções,
mais ou menos compostas, retinham minha atenção, faziam mexer meus neurónios,
profundas reflexões...
entre cantilenas de mais velhos, religiões,

buscando caminho através das leituras, para males meus e d´outros,
vastas curas, MUNDOS paralelos, estranhos vindos do NADA,
uma que outra escapada...

mais evoluídos, sementes q´espalharam, experimentação, tipo portentosa alquimia,
objectos, sub-repticiamente vistos,
desconhecidos...

mescla de DEUSES com símios guturais, desconformes,
parecidos com homens... biliões de anos, exemplos,

um que outro mais avisado, bem documentado, dom de gesto, palavra, cativação,
arrastamento propositado,
embevecida multidão...

sombras bastas, nuvens espessas, negrura dos TEMPOS, passos primeiros,
mais avançada, leitura com um fito,
resposta como objectivo...
porque não ACREDITO,
descrença s´instalou, por aqui ficou,

gostaria de saber como foi, como é, questão de FÉ,
mas... não, VER para CRER como S.Tomé,
dizem as ESCRITURAS, no que, a RELIGIÃO, me refiro, afirmo,
infirmo...

teimo... quando busco, com algum custo,
pela idade que não pára, avança,
pouca ESPERANÇA... quase m´anulo,não ACREDITO
no eleito que foi POLÍTICO,
que ficou RICO,

não serviu quem o elegeu, pecado dele,
pecado meu <?>
desgostado me quedo, não os entendo, não ACREDITO no eleito que é POLÍTICO,
que faz a GUERRA...
destruição por tanta TERRA,
matando seu igual, num arrebato IRRACIONAL,
revoltado me sinto, não minto,

não ACREDITO na RELIGIÃO que confronta,
amedronta...
se supera ao CRIADOR <?> desfazendo da sua OBRA, com intenção, malvadez imbuída de patriotismo,
quanto, quanto CINISMO, afastado me coloco,
indiferente me posiciono,

não ACREDITO nos extraterrestres, no PODER dos que se julgam DEUSES,
pelo DINHEIRO...
pela ausência permanente,
alquimia que fornece sofrimento, INFERNO de tanta GENTE,
tristonho meu semblante, como o de qualquer tratante,

Não ACREDITO num Paraíso tão resguardado, com emissários vestidos de negro,
ladainhas q´entoam,
que bem soam...
música d´ouvido sem convencimento, sentido,

TEMPLOS de vários CREDOS, monumentos diversos, exaltação dos oprimidos,enaltecimento dos q´estão...
prometendo o que não dão, acumulação, estadão,
tão contrários, quando são, quase SEMPRE em contramão,
adoradores do MILHÃO,

não ACREDITO em qualquer INSTITUIÇÃO
que não sirva, com devoção...
longe d´interesses pessoais,
seus lacaios, serviçais, quando se julgam muito MAIS,

mediante jogos de cintura, quanto sofrimento, amargura...
desvianço inesperado, promiscuidade confusa, manuseio do que lhe não pertence,
desconfiança que me sobra,
afastamento que cresce, mediante fuga, soçobra,

pau para toda a obra, colher metida no prato,
sopa que é do parceiro,
poupança... pouco dinheiro,

não ACREDITO, mídia que não informa, desprezando regra, norma, servindo seu dono, patrão,
senhor de tanto MILHÃO...
incumprindo NOBRE missão, por um reles tostão, lugar que é posição <?>

incrédulo me torno, desconfiado bastante, desbaste q´empequenece,
alisa, diminui, decresce...
dissolve, s´evapora num instante, passando a ser um simples poltrão,
da desinformação,

não ACREDITO, não ACREDITO,
não acredito,
não acre...
não... 

não posso ACREDITAR no religioso fanático, do morrer e MATAR,
no corrupto, promíscuo, POLÍTICO
que, para ser RICO...
é vigarista, consumado LADRÃO, por mais ou menos MILHÃO,

qualquer INSTITUIÇÃO que mete a colher onde bem quer,
sopa d´OUTROS...
impunes, imunes, como LOUCOS, alguns, bem POUCOS, que se julgam DEUSES, extraterrestres,
muito acima dos que são PEDESTRES,

arraia miúda, poupadinhos de SEMPRE,
na BANCA, na GUERRA, na BOLSA, qualquer FRENTE, nos profissionais da  mídia da desinformação,
lacaios... do PATRÃO,

não ACREDITO, não ACREDITO,
não acredito,
não acre...
não...  Sherpas!!!...