… sei que não sabia, estando perto, como me diziam,
aflição, na profunda desorientação que sentia,
neblina densa que m´apagava,
irrealidade que pressentia, confusa situação,
estava, não estava,
borbotão d´ideias, pretensão,
ajuda que buscava, aproximação dos que trabalhavam,
interrompiam,
lá m´orientavam, mesmo ali, virando à direita,
seguindo em frente, logo depois daquele monte d´areia,
dizia que sim, assentia,
continuava andando, virando, revirando,
olhando,
como cego momentâneo, q´estranho,
seria certeza, seria engano,
enquanto buscava o que procurava,
sensação de frustração que, de mim, s´apoderava
quando, depois de muitos passos, seguindo directrizes precisas,
não encontrava, estaca zero, tal como no início,
sonho ruim, influência de medicamento,
noite perdida, profundo intento,
palavras desnecessárias, desperdício,
completamente perdido naquele sítio,
tão perto, desolado,
acompanhado por chusma de pedreiros, máquinas de betão,
pás, risadas entre companheiros, confusão,
laborando na construção,
barulho q´identifico, entre dois toques, dois descarregamentos,
rolar de cascalho, normal chinfrineira da betoneira,
paredes que s´erguem, levantamentos,
caixote quase igual, cor diferente,
mesmo esquema, avenida com ligeiras alterações,
tal como cogumelos em pleno plantio,
espécie de desafio,
intemperança de quem atira, de quem não acerta,
de quem disserta,
como preso em lamaçal que me retém,
não arredando, sentindo-me refém,
aconselhamento, indicação,
logo seguidos de confusão, muita dispersão,
dúbio posicionamento, local conhecido,
sentindo-me perdido,
por ali, por aqui, virando, subindo, deslocando,
montinho de cascalho, carregar, descarregar materiais vários,
usufruto dos empresários,
urbanidade, mesmo próxima, ali ao pé,
uma loja, um café, rua que se projecta,
não afecta,
distanciada pergunta que se renova,
som distorcido, imagens que s´esvaem lentamente,
sozinho, no meio de tanta gente,
perdição aflitiva que me consome,
ambiguidade no discernimento,
naquele momento, no gesto, na explicação de quem conhece,
não m´esclarece,
apontando, afirmando q´é já ali, virando à esquerda,
pertinho daquele sítio onde m´encontro,
confirmo, quando aponto,
deslizo, corro, busco, vasculho,
engulo tempo, espaço,
devasso,
inútil esforço, desilusão, maior aflição me consome,
tão pequenino me sinto,
terreno que foi meu, conhecimento abrangente,
total certeza do que me regia, como gente,
passos perdidos, ultimamente,
sinto-me triste, busco incessantemente,
procuro, não encontro,
naquele ponto, estranho bocado, tão revirado,
construído sobre outros bocados tão iguais, anormais,
destruição do que me completava,
ambiente que se torna repetitivo,
imbuído de ganâncias irracionais,
não sendo mais, não sendo menos,
eram terrenos,
conhecidos, tão próximos, tão iguais,
tão desejados, tão destruídos, tão reduzidos,
caixotes erguidos,
espaços cobertos, mais fechados, mais pequenos,
amplas janelas, mesmo estilo,
preocupação que se tornou pesadelo,
conciliação que não consigo,
ferrete que me trespassa,
estando comigo, esfalfado, não consigo,
distinção entre realidade, imaginação,
efeitos colaterais de medicação,
deixando de ser, não sendo,
estando vivo, quase dormido, discorrendo,
mente afectada, imagem difusa,
confusa,
mais alargados,
montes d´areia, estardalhaços, tantos pedaços,
forças conjuntas,
covas profundas,
raízes d´aço, estruturas erguidas, arrecadações,
quantos milhões, desqualificações,
desorientação,
confusão,
local conhecido, procuro, investigo, não distingo,
a isso m´obrigo,
cansado por labirinto, procura em vão… tão reduzido!!!... Sherpas!!!...
... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
... furibundas!!!... (antiga)
… furibundas, tonitruantes,
multidões que estão à solta,
contrários que se agridem
na inversão que pretendem,
sente-se no ar a revolta,
na rua, quando denigrem,
quando alteiam vozes, mostram cara feia,
retratam o que não querem, escondem renúncias,
quando atalham caminho, apontam denúncias,
falam mais baixinho, recalcam pensamentos,
quando ocultam rostos,
quedam mostos,
desejam vinho novo,
sentem-lhe o gosto, agitam o que está posto,
incomodam a progressão,
semeiam ódio, aversão,
quando dizem que não,
vira-se acusação, não pedem contenção,
quando se não quer o que incomoda,
como prova, avaliação,
que incute medo, frustração,
gentios em desvario,
ministra que pretende mas, não entende,
sindicato que governa,
na rua, na praça, na caserna,
idade da pedra lascada,
na caverna,
voz altissonante, irada,
revolta que solta, agride,
palavras sem contemplação, carreira que não progride,
à cacetada,
vociferante,
tão aberrante,
estratégia que não cumpre,
respeito que não incute,
exemplo do desvario,
desta gente que parece um rio,
orquestrada sob batuta,
daquilo que chamam luta,
quase birra, enfrentamento,
truque, aproveitamento,
altura de dar o preceito,
com firmeza, insistência,
indo ao jeito, contrafeito,
classe que dança em profusão
ao toque de certas bandeiras,
barulho estrondoso
como nos mercados, nas feiras,
espalhafatoso,
teimosia que não cessa,
rinha que pouco interessa
a quem não passa da cepa torta,
pouco se amolga, não se importa,
desinteressa!!!... Sherpas!!!...
multidões que estão à solta,
contrários que se agridem
na inversão que pretendem,
sente-se no ar a revolta,
na rua, quando denigrem,
quando alteiam vozes, mostram cara feia,
retratam o que não querem, escondem renúncias,
quando atalham caminho, apontam denúncias,
falam mais baixinho, recalcam pensamentos,
quando ocultam rostos,
quedam mostos,
desejam vinho novo,
sentem-lhe o gosto, agitam o que está posto,
incomodam a progressão,
semeiam ódio, aversão,
quando dizem que não,
vira-se acusação, não pedem contenção,
quando se não quer o que incomoda,
como prova, avaliação,
que incute medo, frustração,
gentios em desvario,
ministra que pretende mas, não entende,
sindicato que governa,
na rua, na praça, na caserna,
idade da pedra lascada,
na caverna,
voz altissonante, irada,
revolta que solta, agride,
palavras sem contemplação, carreira que não progride,
à cacetada,
vociferante,
tão aberrante,
estratégia que não cumpre,
respeito que não incute,
exemplo do desvario,
desta gente que parece um rio,
orquestrada sob batuta,
daquilo que chamam luta,
quase birra, enfrentamento,
truque, aproveitamento,
altura de dar o preceito,
com firmeza, insistência,
indo ao jeito, contrafeito,
classe que dança em profusão
ao toque de certas bandeiras,
barulho estrondoso
como nos mercados, nas feiras,
espalhafatoso,
teimosia que não cessa,
rinha que pouco interessa
a quem não passa da cepa torta,
pouco se amolga, não se importa,
desinteressa!!!... Sherpas!!!...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
... mau começo!!!... (antiga)
... quase bilhete postal dos anos vinte,
amarelecido, tons castanhos,
num preto e branco desmaiado,
prenúncio cinzento acentuado,
dia de enganos,
indício de quem adivinha mau começo,
quando se prostra, não insiste,
desgostoso com a natureza que atraiçoa,
sento-me no lugar favorito,
num arremesso,
birra infantil em corpo velho,
tanto que gostaria de me deslocar a Lisboa,
dar passeio costumeiro,
olhar os outros,
percorrer ruas, ruelas,
auscultando ruído longevo
trazido nas fraldas do vento,
quando sopra manso, rasteiro,
levando sabores misturados com cheiro,
guardado nas telhas velhinhas daquela casa centenária,
candelária que recordo,
cortejo que revejo como num sonho,
prior com vestimentas nobres,
paramentos de festa religiosa,
rosmaninho que perfuma aqueles passos,
ligeiros traços,
procissão que se arrasta, promessa,
tarde ensolarada, efeméride,
acontecimento repetitivo,
cativo,
sol que aquece, revigoro,
registo que se não mede,
se vive,
sente-se
nas orações entoadas por tantos pobres,
santo no cimo do palanque, bem alto, no andor,
tempo passado que surge,
ergue-se,
sempre presente naquela travessa,
bairro que brilha, contente
nas flores que ostenta nas janelas,
bem postas, regadas com amor, dedicação,
companhia ali à porta, no chão,
em profusão,
colorido tão garrido,
emoção
no regresso que faço quando posso,
como pão nosso,
oração,
alimento minha alma inquieta
que não aceita, invectiva, não aquieta,
rejeitando sombra que se prolonga,
adona da cidade que amo,
escurecendo o que mais gosto
como num postal descolorido,
tons desmaiados,
preto e branco
que me retém na casa onde habito,
sentado, birrento como criança em corpo velho,
desiludido,
mau começo neste dia sombrio em que escrevo
o que me vai dentro,
quando intento
afastar imagens que me assolam,
consolam!!!... Sherpas!!!...
amarelecido, tons castanhos,
num preto e branco desmaiado,
prenúncio cinzento acentuado,
dia de enganos,
indício de quem adivinha mau começo,
quando se prostra, não insiste,
desgostoso com a natureza que atraiçoa,
sento-me no lugar favorito,
num arremesso,
birra infantil em corpo velho,
tanto que gostaria de me deslocar a Lisboa,
dar passeio costumeiro,
olhar os outros,
percorrer ruas, ruelas,
auscultando ruído longevo
trazido nas fraldas do vento,
quando sopra manso, rasteiro,
levando sabores misturados com cheiro,
guardado nas telhas velhinhas daquela casa centenária,
candelária que recordo,
cortejo que revejo como num sonho,
prior com vestimentas nobres,
paramentos de festa religiosa,
rosmaninho que perfuma aqueles passos,
ligeiros traços,
procissão que se arrasta, promessa,
tarde ensolarada, efeméride,
acontecimento repetitivo,
cativo,
sol que aquece, revigoro,
registo que se não mede,
se vive,
sente-se
nas orações entoadas por tantos pobres,
santo no cimo do palanque, bem alto, no andor,
tempo passado que surge,
ergue-se,
sempre presente naquela travessa,
bairro que brilha, contente
nas flores que ostenta nas janelas,
bem postas, regadas com amor, dedicação,
companhia ali à porta, no chão,
em profusão,
colorido tão garrido,
emoção
no regresso que faço quando posso,
como pão nosso,
oração,
alimento minha alma inquieta
que não aceita, invectiva, não aquieta,
rejeitando sombra que se prolonga,
adona da cidade que amo,
escurecendo o que mais gosto
como num postal descolorido,
tons desmaiados,
preto e branco
que me retém na casa onde habito,
sentado, birrento como criança em corpo velho,
desiludido,
mau começo neste dia sombrio em que escrevo
o que me vai dentro,
quando intento
afastar imagens que me assolam,
consolam!!!... Sherpas!!!...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
... ventos adversos!!!... (antiga)
… ventos adversos sopram pelo ocidente,
carregados de falsas promessas,
remessas,
enfurecidos vendavais se acumulam,
rotativos, cumulativos, naquela frente,
perspectivas repentinas de mortes, feridos,
colocando tudo às avessas,
forças ocultas se escutam,
se percebem nos ruídos produzidos,
tremendas,
energias que se medram
regadas com empenho,
devoção,
concertadas naquela direcção,
nascem para os lados do oeste,
nada de novo,
nada que preste,
tempo de dúvidas, razias de medo,
prostração de quem teme,
tamanho segredo,
caminho estudado,
já traçado,
zona de agitação,
grande evolução,
fonte pródiga no seu caudal,
pressões propícias, céu carregado bem denso,
clima propenso,
seguras as estruturas,
mais débeis, algumas
que se não aperceberam ainda,
da sua vinda,
partindo do ocidente,
vão cair de repente,
algo se sente,
acalmia que se extingue,
sopram os ventos,
bem fortes,
imensos,
enérgicos, apensos,
junção de coisas brutas,
unidas,
bem juntas
calculistas,
de há muito previstas,
rajadas tão concertadas,
estratégias bem ou mal vistas,
fins que adivinho,
objectivos cobiçados,
tão sem cuidados,
elevação, com derrube dos que estão instalados,
ventania se adivinha,
que já sopra,
se acerca,
avizinha,
quanto ruído… alguma força!!!... Sherpas!!!...
carregados de falsas promessas,
remessas,
enfurecidos vendavais se acumulam,
rotativos, cumulativos, naquela frente,
perspectivas repentinas de mortes, feridos,
colocando tudo às avessas,
forças ocultas se escutam,
se percebem nos ruídos produzidos,
tremendas,
energias que se medram
regadas com empenho,
devoção,
concertadas naquela direcção,
nascem para os lados do oeste,
nada de novo,
nada que preste,
tempo de dúvidas, razias de medo,
prostração de quem teme,
tamanho segredo,
caminho estudado,
já traçado,
zona de agitação,
grande evolução,
fonte pródiga no seu caudal,
pressões propícias, céu carregado bem denso,
clima propenso,
seguras as estruturas,
mais débeis, algumas
que se não aperceberam ainda,
da sua vinda,
partindo do ocidente,
vão cair de repente,
algo se sente,
acalmia que se extingue,
sopram os ventos,
bem fortes,
imensos,
enérgicos, apensos,
junção de coisas brutas,
unidas,
bem juntas
calculistas,
de há muito previstas,
rajadas tão concertadas,
estratégias bem ou mal vistas,
fins que adivinho,
objectivos cobiçados,
tão sem cuidados,
elevação, com derrube dos que estão instalados,
ventania se adivinha,
que já sopra,
se acerca,
avizinha,
quanto ruído… alguma força!!!... Sherpas!!!...
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