... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
sábado, 1 de dezembro de 2007
... enxergamos... coloridos mais densos!!!...
… quando enlaçados, bem juntos, comunhão intensa,
dois corpos se unem, partilhando quereres perfeitos,
esvoaçando por céus,
fazendo dos sonhos,
meus,
imaginando outras cores,
nos entregamos à voragem
da paixão que nos consome,
deixando de ser homem,
no corpo duma mulher,
nos braços que recebe
desejos que são teus,
uníssonos, em amálgama,
clímax se produz
no recesso duma cama,
objecto que se inflama,
lençóis que nos cobrem
maravilhas que vemos,
momentos que temos,
amor que se partilha,
no meio de tantos caminhos,
carícias afagos, beijos,
incontáveis torvelinhos,
montes de encantamento,
graal, cálice santo, receptáculo,
vale da criação,
sem obstáculo,
eterno feminino,
adoração,
menir gigante,
exaltação,
erectus penetrante,
entoação de encanto,
um hino,
rendidos, lado a lado, prostração,
profunda adoração,
cores que modificam,
se esvaem, intensificam,
alucinação,
confusa viagem,
magia que transforma,
sede que inebria,
noite que se faz dia,
acalmia, tão grande fome
recebendo toque divino,
formando união de facto,
conjugação dum acto
que nos seduz, reluz,
nos conduz num arco-íris
em coche feito de prata,
enxergamos coloridos mais densos,
tons de profunda luxúria,
apensos,
no gozo, na formosura,
no prazer que possuímos,
teus olhos que são meus,
nos meus que Deus me deu,
quando choramos, quando rimos,
no âmago que completa,
vida que recomeça,
prolongamento do que somos,
quando nos entregamos,
quando fomos
Deuses, num vasto Olimpo,
dois Mundos no infinito,
quase rogo, quase afirmo,
naquela entrega sem enganos,
cores tão lindas, diversas,
vários tons, tamanhos,
enxergados num curto hiato
por olhos que nunca viram,
quando riram,
choraram… sentiram!!!... Sherpas!!!...
... ainda não era noite...
… ainda não era noite, lusco-fusco,
apenas,
entardecer lânguido, morno,
numa tarde luminosa de Outono,
também lhe chamam crepúsculo,
sol cansado da jornada, duras penas,
olhos semicerrados, quase posto,
sem estar oculto,
por trás do casario,
que, de branco se põe cinzento,
naturalmente, sem espavento,
desaparecendo,
lentamente,
ainda preso por um fio,
raio que teima em quedar,
espreitando, sem parar,
fixo naquele andarilho,
perdido… sem lar!!!...
… num caminhar intenso,
sem destino aparente,
olhar mortiço,
sem gente,
descontrolado arfar,
ainda novo, de corpo avantajado,
pessoa que conheço,
profissional, quando lúcido,
ao balcão de qualquer café,
comportamento mais que normal,
sem sentido,
num instante, por qualquer motivo,
perde o norte, anda a pé,
corre a cidade, grita, esbraceja,
não molesta, não complica,
Mundo fechado, estranho,
busca fuga do que o persegue
numa luta injusta, sem tréguas,
caminha quilómetros, muitas léguas,
não vê, não olha, não sente,
sem destino… doente!!!...
… passa o dia nisto,
percorre todos os lugares da cidade,
dura, triste realidade,
insisto,
quando em quebra,
baixa não premeditada,
vai embora, não diz nada,
deixa afazeres, clientes, amigos,
como regra,
tão normal na sua caminhada,
anda sem norte, barafusta,
olhares perdidos,
não vê, não nota, não conhece,
tudo esquece,
anafado, cansado,
por tanto lado,
penitência bem pesada que paga,
doença que o arrasta
que o persegue!!!...
… o raio de Sol que espreita,
segue-o, amigo,
dá-lhe alento, sentido,
tarda em se pôr, como os mais,
mantém aquele lusco-fusco pardacento,
fazendo o casario cinzento,
janelas bem abertas, portas que não cerram,
lamentam aquele esbracejar,
não temem os seus gritos
quando o vêem passar,
esperam,
tal como o brilho que o ilumina,
naquele fim do dia,
tarde morna, lânguida, outonal,
quando normal,
bem diferente… profissional!!!... Sherpas!!!...
apenas,
entardecer lânguido, morno,
numa tarde luminosa de Outono,
também lhe chamam crepúsculo,
sol cansado da jornada, duras penas,
olhos semicerrados, quase posto,
sem estar oculto,
por trás do casario,
que, de branco se põe cinzento,
naturalmente, sem espavento,
desaparecendo,
lentamente,
ainda preso por um fio,
raio que teima em quedar,
espreitando, sem parar,
fixo naquele andarilho,
perdido… sem lar!!!...
… num caminhar intenso,
sem destino aparente,
olhar mortiço,
sem gente,
descontrolado arfar,
ainda novo, de corpo avantajado,
pessoa que conheço,
profissional, quando lúcido,
ao balcão de qualquer café,
comportamento mais que normal,
sem sentido,
num instante, por qualquer motivo,
perde o norte, anda a pé,
corre a cidade, grita, esbraceja,
não molesta, não complica,
Mundo fechado, estranho,
busca fuga do que o persegue
numa luta injusta, sem tréguas,
caminha quilómetros, muitas léguas,
não vê, não olha, não sente,
sem destino… doente!!!...
… passa o dia nisto,
percorre todos os lugares da cidade,
dura, triste realidade,
insisto,
quando em quebra,
baixa não premeditada,
vai embora, não diz nada,
deixa afazeres, clientes, amigos,
como regra,
tão normal na sua caminhada,
anda sem norte, barafusta,
olhares perdidos,
não vê, não nota, não conhece,
tudo esquece,
anafado, cansado,
por tanto lado,
penitência bem pesada que paga,
doença que o arrasta
que o persegue!!!...
… o raio de Sol que espreita,
segue-o, amigo,
dá-lhe alento, sentido,
tarda em se pôr, como os mais,
mantém aquele lusco-fusco pardacento,
fazendo o casario cinzento,
janelas bem abertas, portas que não cerram,
lamentam aquele esbracejar,
não temem os seus gritos
quando o vêem passar,
esperam,
tal como o brilho que o ilumina,
naquele fim do dia,
tarde morna, lânguida, outonal,
quando normal,
bem diferente… profissional!!!... Sherpas!!!...
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
... missa!!!...
Missa
Uma missa que se ouve,
uma fé que nos acompanha,
um princípio que se trouxe,
uma voz, uma alma, uma chama,
um momento, uma espiritualidade,
um templo, um cura, um ambiente,
umas rezas, uma palavra, uma verdade,
um bem estar, um calafrio que se sente,
uma companhia, uma protecção,
uma fragilidade de quem é gente,
um afago interior, uma oração,
uma paragem, um instante, um repente,
uma pausa, um abraço, um irmão,
um mistério, um ritual que se repete,
um alimento essencial, um manancial,
uma forma de convencimento,
algo que nos suplanta, sobrenatural,
um relembrar do passado, sofrimento,
uma cruz, um pesar, Um nosso igual,
uma missa, uma pausa, um momento,
uma tristeza, uma alegria, um evento!...
Elvas, 13 de Junho de 1 999
Sherpas!!!...
Uma missa que se ouve,
uma fé que nos acompanha,
um princípio que se trouxe,
uma voz, uma alma, uma chama,
um momento, uma espiritualidade,
um templo, um cura, um ambiente,
umas rezas, uma palavra, uma verdade,
um bem estar, um calafrio que se sente,
uma companhia, uma protecção,
uma fragilidade de quem é gente,
um afago interior, uma oração,
uma paragem, um instante, um repente,
uma pausa, um abraço, um irmão,
um mistério, um ritual que se repete,
um alimento essencial, um manancial,
uma forma de convencimento,
algo que nos suplanta, sobrenatural,
um relembrar do passado, sofrimento,
uma cruz, um pesar, Um nosso igual,
uma missa, uma pausa, um momento,
uma tristeza, uma alegria, um evento!...
Elvas, 13 de Junho de 1 999
Sherpas!!!...
... igreja!!!
A Igreja
Igreja dos padres, dos bispos e dos Papas,
das ladainhas, das rezas e orações,
das mesas ricas e bem fartas,
das romarias e das procissões,
das imagens de tantos santos
arrumados pelos cantos,
dos sacrifícios e dos pecados
esquecidos e perdoados,
dos meninos, na sacristia,
vítimas da utopia,
da bondade disfarçada,
da riqueza assoberbada,
da caridade negociada
que é tão maltratada,
de tanta hipocrisia
que só, a eles, beneficia
na sombra do pobre Cristo
esgarrado, esquecido, morto,
tristemente apresentado,
como símbolo incontestado,
duma discutível religião
que, com muita ou pouca razão,
se vai desprestigiando,
enquanto o tempo vai passando,
desde a triste inquisição
das bruxas, dos medos, do papão,
da idade média atrasada,
sempre presente, comentada,
até aos factos mais actuais,
apresentados nos jornais
e noutros meios de comunicação,
na rádio e na televisão,
que nos fazem desacreditar
no que teimam de pregar,
os Papas, os bispos e os padres,
nos sermões da sua igreja,
semeando uma religião
que não vai tendo oração,
ou uma reza, que seja
um alívio ao coração
uma ligeira ilusão
para qualquer mártir e cristão
que, no Cristo, acreditam
e nele se redimem e confessam
albergando alguma esperança
no juízo e na temperança
dos seus apóstolos confessos
que descuram suas obrigações,
nos luxos e nos excessos,
tal como os bíblicos vendilhões
doutros tempos já passados!...
Elvas, 17 de Outubro de 1 998
Sherpas!!!...
Igreja dos padres, dos bispos e dos Papas,
das ladainhas, das rezas e orações,
das mesas ricas e bem fartas,
das romarias e das procissões,
das imagens de tantos santos
arrumados pelos cantos,
dos sacrifícios e dos pecados
esquecidos e perdoados,
dos meninos, na sacristia,
vítimas da utopia,
da bondade disfarçada,
da riqueza assoberbada,
da caridade negociada
que é tão maltratada,
de tanta hipocrisia
que só, a eles, beneficia
na sombra do pobre Cristo
esgarrado, esquecido, morto,
tristemente apresentado,
como símbolo incontestado,
duma discutível religião
que, com muita ou pouca razão,
se vai desprestigiando,
enquanto o tempo vai passando,
desde a triste inquisição
das bruxas, dos medos, do papão,
da idade média atrasada,
sempre presente, comentada,
até aos factos mais actuais,
apresentados nos jornais
e noutros meios de comunicação,
na rádio e na televisão,
que nos fazem desacreditar
no que teimam de pregar,
os Papas, os bispos e os padres,
nos sermões da sua igreja,
semeando uma religião
que não vai tendo oração,
ou uma reza, que seja
um alívio ao coração
uma ligeira ilusão
para qualquer mártir e cristão
que, no Cristo, acreditam
e nele se redimem e confessam
albergando alguma esperança
no juízo e na temperança
dos seus apóstolos confessos
que descuram suas obrigações,
nos luxos e nos excessos,
tal como os bíblicos vendilhões
doutros tempos já passados!...
Elvas, 17 de Outubro de 1 998
Sherpas!!!...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
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