terça-feira, 20 de março de 2018

... anónimus!!!

... quanta casualidade... numa caminhada, um encontro,
pura verdade,
observação que faço, pretexto, conversa com desconhecido,

gosto d´abordar  anónimos, ocasiões, desenrolar que se desfia,
paragem do que fazia...
gastar sola de sapatos, troca d´impressões, partilha que nos desafia,
conhecimentos vastos, abertos os espaços,

aprendizagem, na hora, pouca vontade d´ir embora,
satisfação...
troca de saberes, surpresa que  fascina,
quanto s´aprende, quanto s´ensina,

amistoso, sorriso nos rosto, de aspecto vulgar,
anónimo de cultura vasta...
boa posição passada,
aposentado, como eu, aconteceu,

encontrei-o, mais tarde, pontos de vista, à beirinha do Tejo,
há muito tempo que o não vejo...

sou de fácil acesso, meto o “bedelho” no MUNDO d´alheios,
abordo, faço conversa,
quando m´interessa,
por vezes... grata surpresa,

apreciação mútua, quando encontro, maneira de ser,
minha permuta,
intromissão,
respeito por qualquer irmão,
qualidade... ou defeito,

não faço distinção, raça, etnia, origem, linguagem estranha,
mais conhecida, gestual, por se acaso,
adoro comunicar, geografia diversa,
ávido por conversa...

troca acesa d´argumentos, em pleno CENTRO POMPIDOU,
doces momentos...
licenciado jovem argelino, naturalizado francês,
era uma vez,

ali ao lado, numa mesa sentado, quanto dialogámos,
muito antes d´instabilidade social,
irracionalidade global,
aconteceu, dizes tu, digo eu...

há pouco, há poucochinho, valente pancada d´água que caía,
mesmo à saída... impedimento,
logo após compras feitas em supermercado,
aguardando, especado,

corpulento,  fumando, cabelo em desvario, vestimenta incerta,
palavra que s´aventa...
resposta em borbotão, assuntos vários,
enciclopédia viva que surpreende,
chuva cai, aperta, prende,

resguardados, olhando,
vamos conversando...
anónimo tão versátil, experiente, à porta da zona comercial,
verbo fluente, fácil,
aperto de mão, gratidão, naquele sítio, local,

longa avenida, cidade que s´aprecia... primeira vez,
ainda não conhecia,
realidade inabitual, era uma vez, loucura por trapos, abarrotamento,
grande oferta, ilusão, delícia para olhos ávidos,
mãos experientes, armazéns mágicos...

senhoras em delírio, entrada ao desafio, espera à porta,
usança antiga...
sentado num banco, junto a idoso, inglês educado, mesmo estado,
esperando, não importa,


cumprimentando, linguarejar tímido, conhecimento escasso,
palavras soltas...
alguns gestos, mais embalado, em borbotão,
troca mútua, apresentação,

reformado da marinha mercante, residente em DÔVER, pai de professora,
como eu, simpatia
que desafia...
poliglota que s´anuncia,
admirado comigo próprio, bom bocado,

convite informal, no regresso,
travessia do CANAL... não concretizado,

outros encontros, outros assuntos, situações diversas,
conversas, conversas...


paragens incertas, ocasiões... anónimos,
países europeus, pedacito d´África, ilha encantadora, pessoa faladora...

cafés, centros comerciais, barriga ao balcão, como gosto,
compras, alimentação, movimentação entre produtos,
carnes, peixes, frutos,
surgem trivialidades... tiradas, verdades,

“ anónimus “ alguma aversão pela situação...
“ ânimus “
d´alma que clama, momentânea chama,
ocasião,
não desgosto... Sherpas!!!...




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

... em verdade... vos digo!!!...

 bem, agora é altura de colocar as pintas nos “ is “
como quem diz...
clarificar o q´está obscuro, direi antes, enlameado,
porque esquecido, arrecadado,
dar a quem pouco tem,

cantiga mole, carne ruim, bem dura,
deixemos de meias tintas...
arremedos, puras fintas,
ósculos, abraços, sorrisos hipócritas, com fartura,

 recados, esquecimentos,
situações, maus momentos...
fazendo pagar quem destruiu, nunca tal coisa se viu,
meu PAÍS,
mais que querido,

democracia ineficaz, poderes que s´enfrentam, inclinação descarada,
comunicação encomendada...
objectivo tão tenebroso, elevar o que dá nada,
castigando quem sempre cumpriu,

alguns restos, bem caros,
crianças, sobras, raros...
impunidade de todo o tamanho, velharia descarada,
não esquecida, condecorada,

imunidade q´assombra, casos, roubos, dádivas,
quando se busca s´encontra, governança que se governou,
conhecida, bem situada,
não,
não foi água passada...

ao abrigo duma cegueira completa, não lembra,
não acerta...
balança desequilibrada, justiça que se não faz,

charco pantanoso, águas superficiais, sujas, repelentes,
não falando das mais fundas, odoríferas... pelo mau cheiro que tresanda,
não são pérolas, nem diamantes,
punhado d´extravagantes, nódoas tremendas, imundas,

ouro que se foi... num repente,
dinheiro em sítio incerto... tão longe, tão perto,
noutras terras,

porque te calas, porque esperas, haja divulgação,
como GOVERNO... obrigação,
reforma o q´está torto, reverte o que foi roubado, mal vendido, quase dado,
ao que se chamava privatização,

grande reforma do ESTADO, acabar com mordomias, com luxo,
carros de topo, viagens continuadas, excelsos, grandes valias...

assessores, acumulações,
ror de conforto, de milhões...
estar d´acordo com o que somos, POVO humilde, borregada informe,
desempregada ou com fome,
continuando como sempre fomos,

humilhação produzida, por agremiação que se diz cristã,
partido rico, feito vergonhoso, mente pouco sã,
mentindo, com descaro, roubando... como modo de vida,

deslumbrado com o PODER, ganância de todo o tamanho,
contra regras, contra DEUS,
fazendo mais pelos seus...

esquecendo todos os preceitos, com salvação prometida
numa reles confissão... merecedor de todo o perdão,
porque errare humanus est,
quando pareces o que não és,

não sejas como os fariseus, mais fácil um camelo
passar pelo fundo duma agulha, do que um RICO, no REINO dos CÉUS...

não sejas camelo, ENORMIDADE, pensa, intui, analisa,
interioriza...

fé, sem feito concreto, hipocrisia disfarçada, ao invés,
da cabeça para os pés...
contrário, inverdade como pulha, adonando do alheio, é indecente,
é abjecto,

por dinheiros, mais ou menos milhão,
não tem nada de CRISTÃO...
já o dizia o FILHO de DEUS, feito HOMEM,

... com verdade,
e em verdade... vos digo,
meu irmão... meu AMIGO!!!...  Sherpas!!!...


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

... oh... ANA!!!...

quantos avisos... aconselhamentos, interesse pelo bem-estar das pessoas,
não custa nada,
cada um dá os que quer, certos momentos, antevisão,
muito mais,
quando se trata da televisão,

como entende, como bem quer, à falta de melhor,
notícias das boas, esclarecimento capaz,
informação... acontecimento climatérico,
previsão,

consequência má no futuro, fenómeno que faz pensar,
sobre quem somos, que se pode dar, formiguinhas ao sabor,
poucas valências, nulas defesas... escasso valor,

perante o que se prediz, como quem diz, experts, estudiosos,
inteligências em determinado assunto,
como acontece...
em tanta parte do MUNDO,

catástrofe por ventos fortes, chuvas intensas, tremor,
indefesos,
quantos receios do que se deveria considerar... natural,

nossa sorte, nossa morte, partida desta vida que nos gosta,
como se conhece,
desgosta...

causa pavor,

com antecedência, bastante, insistem os meios de comunicação,
indicando o dia, a hora precisa,
avisa que avisa...

bolas... um homem não é de pau,
ambiente carregado, perante o q´apelidam de mau,

de sobreaviso, pé atrás, saio de casa,
cumpro o ritual das compras, antes que aconteça,
arrumo o carrito no parque, lugar seguro, creio...

regresso ao doce lar, aguardando, pensando no instante,
quando se der...
vento bastante,
chuva a potes, inundações, como calhar,

sempre é melhor estar debaixo de telha,
quando acontecer o pior... penso com os meus botões,

dia que passa, de janela em janela, espreito,
acautelado...
este o meu jeito, sério e calado,

observo, não comento,

interioridade que reservo, para não enervar ninguém, tudo normal,
sem defeito, débil brisa, na rua, pouca gente,
céu escurecido, calma aparente...

na sua vidinha, vizinhança ia e vinha,
no interior de casa,
de janela em janela, ia e vinha,
observando, atentamente...

reviranço das condições atmosféricas, segundo previsão, sons tenebrosos,
feéricos,
águas abundantes, calamidade maior,
de normal... para pior,

... jornada quase acabada,
lá mais pr´á madrugada,
diziam o avisado,
sabedor destas coisas,
informação q´aconselha,

quando dá de barato,

não custa nada, atira e torna a atirar...
extenuado,
pela vigília, fui-me deitar,

habituado, deitar cedo, cedo erguer,
já sob o efeito da pastilha...
calmante que me ajuda a conciliar o sono,

levantei-me, compus algo desarrumado,
na casa, em mim,
preparei a primeira refeição,
fiz assim...

eis... senão, quando me lembrei da ANA,
num ápice corro a persiana...
esquadrinho os arredores, frente, traseira do prédio,
no parque,
com plátanos frondosos, quantidade imensa de folhas
pelo chão... alguma ventania
se sentia,

descampado traseiro,
não notei diferença alguma,
murmurei,
encolhi os ombros, pensei...

afinal dizem mais do que devem,
amedrontam, apenas, criam factos, notícias que fervem,
em vão...

enquanto o dia ia clareando,
as formas se colocavam no devido lugar,
perto de casa, no meu lar...
na rua, no parque, nas árvores, nos arbustos,
recentes ou vetustos,
me apercebi, quando vi,

duas árvores de grande porte,
eucaliptos, ramos grossos, cerceados pelo tronco,
espanto, assombro...

mais tarde, quando retomei o meu percurso,
por aqui, por ali,
quanto desperfeito vi...
placas metálicas dobradas, ror de arvoredo,
varões que se renderam,

 oh... ANA, que confusão provocaste,
afinal...
quando por aqui passaste,
deixaste sinal,

quanta razão tinham os meios de comunicação,
débil resistência,
na ocasião...
sem mortes,
varões e placas metálicas, troncos grossos, bem fortes,

... aviso, consequência,
 tempestade ou furacão... Sherpas!!!... 


domingo, 3 de dezembro de 2017

... ser consciente de...

... ser consciente de... sentir aversão pelo errado,
fiel cumpridor das regras,
MONTE SINAI, pai ABHRAÃO, decálogo entregue a MOISÉS,
início duma gesta, religião,
derivação...
povo eleito, dente por dente,
sem coração,  não sente...

... livro esquisito, escritura SANTA,
mortandade de tanta gente...

... não entendo, dissipação,
outros ramos, interpretação,
OMNIPOTENTE,

dom da VIDA... do PERDÃO...

... acredito que estou vivo, acredito no que vejo,
vim dos que me antecederam, procriação, lhes devo minha existência,
busquei respostas, reli o que estava escrito,
cabeças pensantes,
de muito, muito antes...

... continuei perguntando, versões diferentes,
acontecimentos,
gregários... conhecimentos,

cada cabeça, bilhões delas, convencimentos,
sua sentença, dom que me deram,
bem ou mal, tenho a minha, deduzo,


confuso...

... não crente, racional,
não julgo...não aceito, continuo perguntando,
busco respostas...

... época maravilhosa,
esta...
que nos permite averiguar TUDO, gravadas estão,
estórias diversas, livros antigos,

rastos do passado, grande feito... factos...

... bolinha que aguenta, por vezes se rebela, não inventa,
queda com marcas,
que se mantêm, são... ou não arrasadas,
condição...

... recomeços, invenções, progressos que retrocedem,
experimentações...
dúvidas muitas, excessos, trilhos errados,
emendas,
guerras tremendas...

... aberrações contínuas, humanus complicados, travão destravado,
crenças, enganos, recados,
duma semente, prazer momentâneo,
fizeram-me ser, fizeram-me gente...

... cabeça que busca resposta que não encontra,
pergunta que faço... ainda não tenho,
sigo perguntando, rejeitando...

... quanto templo impressionante, quanta estatuária imponente,
quanto feito mal contado, quanto cronista dependente,
regra,  tratado congeminado,
quanto passado ignorante...

... quanto prepotente desalmado, quanto recalque, 
perseguição...
quanto sacrifício de gente boa, ascensão banhada em sangue,
quanto poderio acumulado,
quanto compêndio arrecadado...

... busca incessante do curioso, base do que se vai repetindo,
mantendo... 
quando se escreve, versão similar, mentira ou loa,
mais burilada, aclamada, verve...

... não evolui, encarcera, espírito livre, consciente,
servindo os que sempre serve,
sociedade anquilosada...


do passado... amarrada...

... tempo de reescrever a “ HISTÓRIA  “ sem preconceito,
assumindo...
começar tudo de novo, de qualquer forma ou jeito,
ser capaz, não fingindo, varrer factos escabrosos,
apagar casos, esforços...

... emendar, ser feliz, ajudar menos valido,
chorar mortos, perseguidos,
elevar entristecidos, reconstruir o destruído...

... viver em PAZ, como amigo, rejeitar triste memória,
utilizar a consciência, dar valor ao apagado,
cruelmente assassinado...

... devolver o destruído, abater pedregulho,
honraria...
boneco de pedra ou bronze, acabar com o fingimento,
abrir mão do que foi roubado,
enorme ferida, bocado...

... não repetir o que foi escrito, cronista falso,
vendido, plagiar, mal maior,
repetição não serve ninguém,
não se dá aquilo que se não tem...

... ser criativo, novíssimo ser,
seja cá, seja onde for,
tempo futuro, projecção, podem acreditar,
podem CRER... melhor dar,

do que receber...

... passo atrás, desevolução, disputa, guerra, destruição,
todos iguais...
nem melhor, nem pior, irmão com irmão,
fazei com que o MUNDO seja lar, aprazível, harmonioso,
longe do DIABO calamitoso...

... da arma que se aponta, da bomba que se rebenta,
do canalha, do prepotente,
fabricante de tanto indigente,
ganância desmedida, mentira, inveja, pretensão,
respeito pela vida, consciente, de coração...

... esquecer violentos, violência,
quanta e quanta valência,
quanta e quanta cabeça, não há mal que se não vença...

... artefactos aberrantes, tanto agora, como antes,
convencionais, nucleares,
simples objecto cortante, pedra que se arremessa,
punho cerrado que desfere, quase promessa,
outros procederes, 

outros ares...

... ódio, zanga, raiva absurda, religião que ostenta,
hipocrisia, ladainha que corrói,
também mata, também mói...

... sucata que se recicla, transforma,
como hábito, como norma, rejeição,
lixeira imensa,
armamento que causa morte,
cabeça de quem sofre,
de quem pensa, consciente, invicta...

... elevar o miserável,
o pobre...
equilibrar a sociedade, dar futuro ao FUTURO,
vento promissor,
verdade absoluta, transparência,
certa pressa, muita urgência...

... antes que acabe, se torne insuportável,
planeta tão nobre
que tudo dá, nada pede,
se revolta, quando aquece,
cataclismo, furacão, tsunami, logo após grande tremor
grande receio...
pavor!!!...  Sherpas!!!...


domingo, 26 de novembro de 2017

... diminutus!!!...

... pequena existência, aparência, sombra que se esfuma,
pegada indelével no caminho,
rasto que traço,
destino...

... vida decorre lentamente, por vezes, vertigem, sonho duma noite tão curta,
corrida alucinante...
prolongamento que pretendo,
esquecem ou fingem, chorando, gemendo,

passada de gigante, sorrindo, como o tempo passa,
súmula,
recordação...


... m´arrasto por caminho pedregoso, tento conciliar o que me forma,
conjunto mais desconjuntado,
nada formoso, mais dengoso...

... dor que m´assalta, ferida que surge,
repentino acontecimento,
azar, um ter de ser, d´estar, lamento...

... a vida corre, a vida urge, enfrentamento da situação,
ocasião, susto, prevenção,
resolução...

... implacável, o tempo não se condói, deixa marca por onde traça,
sinaliza sua presença,
fugitivo, inclemente, tão presente...

... como aquele cão vadio, feliz e contente, no carreiro
dum descampado,
dia azarado...

... por um fio... não terminou sua licença,
estúpida crença, má formação,
crianças desocupadas, em grupo,
ideias desconformes, erros enormes...

... pedradas, sem sentido sobre o triste, que... por ser vadio,
já não abonava em seu favor,
grande desconforto, encolhido, amorfo,
aguentou castigo infligido,
ganhou escoriações várias, latiu, ganiu,
num assomo, conseguiu fugir...

... virados para o SOL, virados para a LUA, bem aconchegados, casinha de sonho,
família como uma pinha,
harmonia celestial, difícil d´encontrar...

... tempos conturbados, carências mil, vida madrasta,
enfermaria de hospital, sem vontade, castrados,
doença terminal,
colchão da calçada, tecto estrelado,
frio de rachar,
papel ou papelão, instituição...

... formiguinha diminuta, sai do formigueiro, parte para a luta,
insignificância, vida curta, supetão, aparece, quando desaparece,
clique instantâneo, chuvada lamacenta,
temporal impreciso, naquele instante,

risco,
arrastamento consequente, quase não sente, apagamento completo,
nem rasto, sequer,
deixou de se ver...

... convencido de truz, quanta protecção dos anjos, dos santos,
do DEUS OMNIPRESENTE,
dinheiro a jorros, bolsos sem fundo, ganância desmedida,
em tão curta vida...

... mentiras, aforros, crendices aos montes, tão fero, raivoso,
parcimónia no gasto, tão querer, tão PODER,
tão falho na virtude, incréu com alheios,
escravo de dinheiros...

... carne na unha, unha na carne, quando tudo vale,
assomo intolerante, ego tão grande,
enorme, bastante...

... bestialidade sangrenta,
que não cria, inventa, personagem que tenta,
não sendo, afinal, acabamento repentino,
sem juras, sem tino...

... banal, como todos,
vivos ou mortos, mero mortal, eflúvio, espavento,
nas pregas do tempo,
sinal, monumento, grão que s´esfarela,
vadio ou... com trela...

... zumbido dum mosquito, incómodo pertinente,
prolongado, insistente,
picada na cara,
mão que se levanta, chapada aplicada...

... foi, deixou de ser,
mancha, vestígio, inchaço passageiro,
vida tão curta... dinheiro...

... azar, sorte,
cúmulo desconforme, espécie diminuta, vulto de peso,
ditador por uns tempos, genocida degradante,
corrupto, vergonha, inchaço, peçonha...

... palmada no rosto,
líquido jorrante,
sombra q´esvanece, diminui... s´esquece!!!... Sherpas!!!...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

... libertus!!!...

... outra coisa seria, antes de ser MUSEU,
não gosto de investigar origem de edifícios apalaçados,
conservados, devidamente reaproveitados,
como penso, como gosto,
critério discutível,
obra feita no passado, estruturas fortes,
séculos passados, décadas,
sei lá...

... penso eu,
quando falo com os meus botões,
aprecio, aplaudo imaginação,
apropriada utilização,
alguns quês por aqui, outros por ali, mantido,
devidamente reparado,
encanto meu...

... grande superfície, amplíssimos corredores,
exteriores, os elevadores,
bem concebida adaptação,
óptimas vistas, em cada piso,
enlevação,
feliz concepção,

... local perfeito
para descanso dum GUERNICA que grita,
dum PICASSO que nos afunda,
faz pensar na irracionalidade da GUERRA,
aqui, em qualquer TERRA...

... gera laivos de raiva muda,
contra quem a pratica,
perante quadro que GRITA
devastação, HORROR,
nos faz plenos pela harmonia dos POVOS,
pela PAZ universal...

... não,
não tinha visitado ainda este belo ESPAÇO,
agradavelmente vivo,
convite que gera outro convite,
empatia por quem, por ele, deambula,
como alguns mais que conheço,
como gosto, como faço,

... festa permanente,
entre ele e toda a gente,
idades diversas,
tenras, mais maduras,
dispersas,
futuras...

... agradável surpresa,
satisfação,
maquineta na mão,
tiro bonecos, em liberdade,
sem ser libertino, respeitando,
alguma proibição em obras de vulto,
assim penso, assim julgo,
refúgio da minha expectação...
concretização,
curiosidade que s´aferra, atinge seu auge...

... curto período, alargada mensagem,
cativo e... cativado,
dois entes que se completam,
quando s´encontram, logo s´adentram...

... não sou crítico, especialista,
expert d´arte,
pintura, arquitectura, escultura,
obra escrita, poesia, prosa apurada,
rabisco na parede, plantação,
vendedor ou vendilhão...

... vulgar... tão ou mais como os outros,
corrida curta, encontros,
vida tão bela, pespontos,
simples apontamentos,
momentos,
paisagens plenas, desenhos magníficos,
feituras de todo, qualquer feito,
imagética tão complexa do HUMANUS...

... evoluídos, por evoluir,
meus irmãos, companheiros de viagem,
nave sideral que nos suporta, aguenta,
neste UNIVERSO desconhecido,
abrangente, interrogação constante,
ISENTO...

... pensamento meu, mui próprio,
não afecto, egoisticamente, ao material,
mais pensativo, espiritual, irmanado no belo,
no que nos faz melhores,
boquiabertos,
sorrisos, esgares, pasmo, comtemplação,
SENTIMENTO mais EMOÇÃO,
dádiva repleta,
LIBERTUS......

... quanto nos emocionamos,
quando avaliamos,
quando sentimos, obra pequena,
insignificante,
volumosa, inalcansável, qual portento,
gigante soberbo, mundo a seus pés,
enaltecido, tão cantado, imorredor,
fama pasmosa que tudo e todos calca,
sobressalta...

... afasta, torna-se erma, solitária,
fechada a sete chaves, tesouro inaudito,
nem sussurro,
nem grito,
paz na MORTE,
sua sorte, seu destino...

... tristeza minha,
quando, com ela me deparo,
não páro,
choro sua desdita,
mente cerrada, algozes tão broncos,
museus de teias, algumas aranhas,
edifícios como sepulturas colectivas,
paredes que são ermos,
guardas de fila,
cães domesticados, regras inflexíveis,
incríveis...

... libertar obras extraordinárias,
criatividade, não s´encerra,
não se prende, proibida a outros olhos,
que não os nossos, da objectiva que cativa,
que guarda, leva, se torna de todos,
no sossego do lar,
no computador pessoal...

... aumentada,
perspectivada, consoante gosto,
sem teias, sem aranhas,
museu aberto, flexível,
encontro de todas as artes,
aprendizagem dos vindouros,
embevecimento dos mais vividos,
aqui, em todas as partes,
activos, activos...

... resguardado de vândalos,
de ganâncias desmedidas,
público... para o público,
edifícios antigos,
restaurados,
recorridos, servindo, sendo alvos,
percorridos, incessantemente,
instruindo, ensinando,
mostrando...
dando...

... deixando tirar bonecos,
não proibindo,
pobres palhaços tristes,
tão falados, eremitérios,
sossego que s´amplia, como nos cemitérios,
encarcerados,
nas paredes, bem pregados,
critério meu...
triste MUSEU!!!...  Sherpas!!!...


domingo, 28 de maio de 2017

... num BANG e... num bing!!!...

... quando te bater à porta, não estranhes,
pouco fizeste...
contribuiste,

com a tua indiferença, tão longe me vais ficando,
não interessa,
qual é a pressa???...

o pior... é que a peçonha vai avassalando,
por tudo quanto é MUNDO,
por tudo quanto é terra, por tudo quanto é canto,

mal de morte, pouca sorte,
mal profundo,

interligados, queiramos ou não,
mal da globalização... partidirização,
inclinação...

metidos até ao âmago, amargo, cruel, insensível,
quão incrível...

casa nossa destruída, não há fuga, não há escape,
erros tremendos,
disparate... sem remendos,

basta um dedo inconsciente, uma birra mais acentuada,
uma mente enlouquecida...
uma liderança fraca, um juízo precipitado, um caso malparado,
um passo não premeditado,

um fósforo aceso, incêndio propenso,
labareda enorme...
que tudo consome,

justos, pecadores, ricos, pobres, donos, senhores,
reles, escravos...
vassalos sem voz, crentes, ateus, muçulmanos,
judeus,

cristãos de várias estirpes, budistas, hindus,
credos diminutos...
ocultos na selva, formigueiros urbanos, civilizações de truz,
apagamento integral, para nosso final,
apocalipse total,

também te baterá à porta, não sejas indiferente,
se a COISA se tornar torta...

se essa gente, essa gente, que pouco s´importa, que manda em tudo,
inclinar por aí...
premir um botão, levado pelo enlouquecimento,
curto momento... sem reacção,

emenda, momento sem apelação,
degrau a degrau, destruição... CAOS...

quantos FORBES, quantos pobres, magistrados de toga impecável,
justiceiro lamentável...
justiceiro mais que digno, indigente sem eira, sem beira, bébé chorão,
recém-nascido, bebedola, beberrão,

ditador sem alma, coração, cientistas de tantos saberes,
literatos, oportunistas... vigaristas,

mágicos, dançarinos, bailarinos, tanguistas,
tantos fadistas...
pregadores, políticos de mau cariz,
feiticeiros,
oradores, reles aprendiz,

montes e montes de dinheiros, palácio reluzente, hotel de belas vista,
piscina enorme...
panorâmica, tremelicante flâmula,
arrivista,

vespeiro azucrinado, matilha de lobos ferozes, leão, arca de Noé,
numa tacinha de café...
predição infernal, deixa de ser, como é,

também te baterá à porta... não faz mal, não importa,
assassino cruel...
destruidor, médico invicto, professor, dedo postado, botão vermelho,
loucura, demónio à solta, matas, selvas, passarada,
entra TUDO numa revoada,


guarnição, forte escolta, antiTUDO, mais q´abrigado, ribeira dos meus encantos,
mares assombrosos, esplêndidos...
céu negro, abissal, raios, coriscos, ventanias, abraço dos meus amigos,

desmedido enquadramento, num segundo,
triste momento...
vai-se tudo, acaba o MUNDO,

era uma vez, quando se fez, num bang q´acaba num “BING”,
nada, outrossim, também te baterá à porta,
alívio, leve respiro...
num instante, bala dum tiro,

maluqueira que s´agiganta, neste agulheiro cheio de trampa,
salafrário, cadastrado, acanalhado...
foste muito, foste um bocado,
tão desfeito, desfasado!!!... Sherpas!!!...