domingo, 3 de dezembro de 2017

... ser consciente de...

... ser consciente de... sentir aversão pelo errado,
fiel cumpridor das regras,
MONTE SINAI, pai ABHRAÃO, decálogo entregue a MOISÉS,
início duma gesta, religião,
derivação...
povo eleito, dente por dente,
sem coração,  não sente...

... livro esquisito, escritura SANTA,
mortandade de tanta gente...

... não entendo, dissipação,
outros ramos, interpretação,
OMNIPOTENTE,

dom da VIDA... do PERDÃO...

... acredito que estou vivo, acredito no que vejo,
vim dos que me antecederam, procriação, lhes devo minha existência,
busquei respostas, reli o que estava escrito,
cabeças pensantes,
de muito, muito antes...

... continuei perguntando, versões diferentes,
acontecimentos,
gregários... conhecimentos,

cada cabeça, bilhões delas, convencimentos,
sua sentença, dom que me deram,
bem ou mal, tenho a minha, deduzo,


confuso...

... não crente, racional,
não julgo...não aceito, continuo perguntando,
busco respostas...

... época maravilhosa,
esta...
que nos permite averiguar TUDO, gravadas estão,
estórias diversas, livros antigos,

rastos do passado, grande feito... factos...

... bolinha que aguenta, por vezes se rebela, não inventa,
queda com marcas,
que se mantêm, são... ou não arrasadas,
condição...

... recomeços, invenções, progressos que retrocedem,
experimentações...
dúvidas muitas, excessos, trilhos errados,
emendas,
guerras tremendas...

... aberrações contínuas, humanus complicados, travão destravado,
crenças, enganos, recados,
duma semente, prazer momentâneo,
fizeram-me ser, fizeram-me gente...

... cabeça que busca resposta que não encontra,
pergunta que faço... ainda não tenho,
sigo perguntando, rejeitando...

... quanto templo impressionante, quanta estatuária imponente,
quanto feito mal contado, quanto cronista dependente,
regra,  tratado congeminado,
quanto passado ignorante...

... quanto prepotente desalmado, quanto recalque, 
perseguição...
quanto sacrifício de gente boa, ascensão banhada em sangue,
quanto poderio acumulado,
quanto compêndio arrecadado...

... busca incessante do curioso, base do que se vai repetindo,
mantendo... 
quando se escreve, versão similar, mentira ou loa,
mais burilada, aclamada, verve...

... não evolui, encarcera, espírito livre, consciente,
servindo os que sempre serve,
sociedade anquilosada...


do passado... amarrada...

... tempo de reescrever a “ HISTÓRIA  “ sem preconceito,
assumindo...
começar tudo de novo, de qualquer forma ou jeito,
ser capaz, não fingindo, varrer factos escabrosos,
apagar casos, esforços...

... emendar, ser feliz, ajudar menos valido,
chorar mortos, perseguidos,
elevar entristecidos, reconstruir o destruído...

... viver em PAZ, como amigo, rejeitar triste memória,
utilizar a consciência, dar valor ao apagado,
cruelmente assassinado...

... devolver o destruído, abater pedregulho,
honraria...
boneco de pedra ou bronze, acabar com o fingimento,
abrir mão do que foi roubado,
enorme ferida, bocado...

... não repetir o que foi escrito, cronista falso,
vendido, plagiar, mal maior,
repetição não serve ninguém,
não se dá aquilo que se não tem...

... ser criativo, novíssimo ser,
seja cá, seja onde for,
tempo futuro, projecção, podem acreditar,
podem CRER... melhor dar,

do que receber...

... passo atrás, desevolução, disputa, guerra, destruição,
todos iguais...
nem melhor, nem pior, irmão com irmão,
fazei com que o MUNDO seja lar, aprazível, harmonioso,
longe do DIABO calamitoso...

... da arma que se aponta, da bomba que se rebenta,
do canalha, do prepotente,
fabricante de tanto indigente,
ganância desmedida, mentira, inveja, pretensão,
respeito pela vida, consciente, de coração...

... esquecer violentos, violência,
quanta e quanta valência,
quanta e quanta cabeça, não há mal que se não vença...

... artefactos aberrantes, tanto agora, como antes,
convencionais, nucleares,
simples objecto cortante, pedra que se arremessa,
punho cerrado que desfere, quase promessa,
outros procederes, 

outros ares...

... ódio, zanga, raiva absurda, religião que ostenta,
hipocrisia, ladainha que corrói,
também mata, também mói...

... sucata que se recicla, transforma,
como hábito, como norma, rejeição,
lixeira imensa,
armamento que causa morte,
cabeça de quem sofre,
de quem pensa, consciente, invicta...

... elevar o miserável,
o pobre...
equilibrar a sociedade, dar futuro ao FUTURO,
vento promissor,
verdade absoluta, transparência,
certa pressa, muita urgência...

... antes que acabe, se torne insuportável,
planeta tão nobre
que tudo dá, nada pede,
se revolta, quando aquece,
cataclismo, furacão, tsunami, logo após grande tremor
grande receio...
pavor!!!...  Sherpas!!!...


domingo, 26 de novembro de 2017

... diminutus!!!...

... pequena existência, aparência, sombra que se esfuma,
pegada indelével no caminho,
rasto que traço,
destino...

... vida decorre lentamente, por vezes, vertigem, sonho duma noite tão curta,
corrida alucinante...
prolongamento que pretendo,
esquecem ou fingem, chorando, gemendo,

passada de gigante, sorrindo, como o tempo passa,
súmula,
recordação...


... m´arrasto por caminho pedregoso, tento conciliar o que me forma,
conjunto mais desconjuntado,
nada formoso, mais dengoso...

... dor que m´assalta, ferida que surge,
repentino acontecimento,
azar, um ter de ser, d´estar, lamento...

... a vida corre, a vida urge, enfrentamento da situação,
ocasião, susto, prevenção,
resolução...

... implacável, o tempo não se condói, deixa marca por onde traça,
sinaliza sua presença,
fugitivo, inclemente, tão presente...

... como aquele cão vadio, feliz e contente, no carreiro
dum descampado,
dia azarado...

... por um fio... não terminou sua licença,
estúpida crença, má formação,
crianças desocupadas, em grupo,
ideias desconformes, erros enormes...

... pedradas, sem sentido sobre o triste, que... por ser vadio,
já não abonava em seu favor,
grande desconforto, encolhido, amorfo,
aguentou castigo infligido,
ganhou escoriações várias, latiu, ganiu,
num assomo, conseguiu fugir...

... virados para o SOL, virados para a LUA, bem aconchegados, casinha de sonho,
família como uma pinha,
harmonia celestial, difícil d´encontrar...

... tempos conturbados, carências mil, vida madrasta,
enfermaria de hospital, sem vontade, castrados,
doença terminal,
colchão da calçada, tecto estrelado,
frio de rachar,
papel ou papelão, instituição...

... formiguinha diminuta, sai do formigueiro, parte para a luta,
insignificância, vida curta, supetão, aparece, quando desaparece,
clique instantâneo, chuvada lamacenta,
temporal impreciso, naquele instante,

risco,
arrastamento consequente, quase não sente, apagamento completo,
nem rasto, sequer,
deixou de se ver...

... convencido de truz, quanta protecção dos anjos, dos santos,
do DEUS OMNIPRESENTE,
dinheiro a jorros, bolsos sem fundo, ganância desmedida,
em tão curta vida...

... mentiras, aforros, crendices aos montes, tão fero, raivoso,
parcimónia no gasto, tão querer, tão PODER,
tão falho na virtude, incréu com alheios,
escravo de dinheiros...

... carne na unha, unha na carne, quando tudo vale,
assomo intolerante, ego tão grande,
enorme, bastante...

... bestialidade sangrenta,
que não cria, inventa, personagem que tenta,
não sendo, afinal, acabamento repentino,
sem juras, sem tino...

... banal, como todos,
vivos ou mortos, mero mortal, eflúvio, espavento,
nas pregas do tempo,
sinal, monumento, grão que s´esfarela,
vadio ou... com trela...

... zumbido dum mosquito, incómodo pertinente,
prolongado, insistente,
picada na cara,
mão que se levanta, chapada aplicada...

... foi, deixou de ser,
mancha, vestígio, inchaço passageiro,
vida tão curta... dinheiro...

... azar, sorte,
cúmulo desconforme, espécie diminuta, vulto de peso,
ditador por uns tempos, genocida degradante,
corrupto, vergonha, inchaço, peçonha...

... palmada no rosto,
líquido jorrante,
sombra q´esvanece, diminui... s´esquece!!!... Sherpas!!!...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

... libertus!!!...

... outra coisa seria, antes de ser MUSEU,
não gosto de investigar origem de edifícios apalaçados,
conservados, devidamente reaproveitados,
como penso, como gosto,
critério discutível,
obra feita no passado, estruturas fortes,
séculos passados, décadas,
sei lá...

... penso eu,
quando falo com os meus botões,
aprecio, aplaudo imaginação,
apropriada utilização,
alguns quês por aqui, outros por ali, mantido,
devidamente reparado,
encanto meu...

... grande superfície, amplíssimos corredores,
exteriores, os elevadores,
bem concebida adaptação,
óptimas vistas, em cada piso,
enlevação,
feliz concepção,

... local perfeito
para descanso dum GUERNICA que grita,
dum PICASSO que nos afunda,
faz pensar na irracionalidade da GUERRA,
aqui, em qualquer TERRA...

... gera laivos de raiva muda,
contra quem a pratica,
perante quadro que GRITA
devastação, HORROR,
nos faz plenos pela harmonia dos POVOS,
pela PAZ universal...

... não,
não tinha visitado ainda este belo ESPAÇO,
agradavelmente vivo,
convite que gera outro convite,
empatia por quem, por ele, deambula,
como alguns mais que conheço,
como gosto, como faço,

... festa permanente,
entre ele e toda a gente,
idades diversas,
tenras, mais maduras,
dispersas,
futuras...

... agradável surpresa,
satisfação,
maquineta na mão,
tiro bonecos, em liberdade,
sem ser libertino, respeitando,
alguma proibição em obras de vulto,
assim penso, assim julgo,
refúgio da minha expectação...
concretização,
curiosidade que s´aferra, atinge seu auge...

... curto período, alargada mensagem,
cativo e... cativado,
dois entes que se completam,
quando s´encontram, logo s´adentram...

... não sou crítico, especialista,
expert d´arte,
pintura, arquitectura, escultura,
obra escrita, poesia, prosa apurada,
rabisco na parede, plantação,
vendedor ou vendilhão...

... vulgar... tão ou mais como os outros,
corrida curta, encontros,
vida tão bela, pespontos,
simples apontamentos,
momentos,
paisagens plenas, desenhos magníficos,
feituras de todo, qualquer feito,
imagética tão complexa do HUMANUS...

... evoluídos, por evoluir,
meus irmãos, companheiros de viagem,
nave sideral que nos suporta, aguenta,
neste UNIVERSO desconhecido,
abrangente, interrogação constante,
ISENTO...

... pensamento meu, mui próprio,
não afecto, egoisticamente, ao material,
mais pensativo, espiritual, irmanado no belo,
no que nos faz melhores,
boquiabertos,
sorrisos, esgares, pasmo, comtemplação,
SENTIMENTO mais EMOÇÃO,
dádiva repleta,
LIBERTUS......

... quanto nos emocionamos,
quando avaliamos,
quando sentimos, obra pequena,
insignificante,
volumosa, inalcansável, qual portento,
gigante soberbo, mundo a seus pés,
enaltecido, tão cantado, imorredor,
fama pasmosa que tudo e todos calca,
sobressalta...

... afasta, torna-se erma, solitária,
fechada a sete chaves, tesouro inaudito,
nem sussurro,
nem grito,
paz na MORTE,
sua sorte, seu destino...

... tristeza minha,
quando, com ela me deparo,
não páro,
choro sua desdita,
mente cerrada, algozes tão broncos,
museus de teias, algumas aranhas,
edifícios como sepulturas colectivas,
paredes que são ermos,
guardas de fila,
cães domesticados, regras inflexíveis,
incríveis...

... libertar obras extraordinárias,
criatividade, não s´encerra,
não se prende, proibida a outros olhos,
que não os nossos, da objectiva que cativa,
que guarda, leva, se torna de todos,
no sossego do lar,
no computador pessoal...

... aumentada,
perspectivada, consoante gosto,
sem teias, sem aranhas,
museu aberto, flexível,
encontro de todas as artes,
aprendizagem dos vindouros,
embevecimento dos mais vividos,
aqui, em todas as partes,
activos, activos...

... resguardado de vândalos,
de ganâncias desmedidas,
público... para o público,
edifícios antigos,
restaurados,
recorridos, servindo, sendo alvos,
percorridos, incessantemente,
instruindo, ensinando,
mostrando...
dando...

... deixando tirar bonecos,
não proibindo,
pobres palhaços tristes,
tão falados, eremitérios,
sossego que s´amplia, como nos cemitérios,
encarcerados,
nas paredes, bem pregados,
critério meu...
triste MUSEU!!!...  Sherpas!!!...


domingo, 28 de maio de 2017

... num BANG e... num bing!!!...

... quando te bater à porta, não estranhes,
pouco fizeste...
contribuiste,

com a tua indiferença, tão longe me vais ficando,
não interessa,
qual é a pressa???...

o pior... é que a peçonha vai avassalando,
por tudo quanto é MUNDO,
por tudo quanto é terra, por tudo quanto é canto,

mal de morte, pouca sorte,
mal profundo,

interligados, queiramos ou não,
mal da globalização... partidirização,
inclinação...

metidos até ao âmago, amargo, cruel, insensível,
quão incrível...

casa nossa destruída, não há fuga, não há escape,
erros tremendos,
disparate... sem remendos,

basta um dedo inconsciente, uma birra mais acentuada,
uma mente enlouquecida...
uma liderança fraca, um juízo precipitado, um caso malparado,
um passo não premeditado,

um fósforo aceso, incêndio propenso,
labareda enorme...
que tudo consome,

justos, pecadores, ricos, pobres, donos, senhores,
reles, escravos...
vassalos sem voz, crentes, ateus, muçulmanos,
judeus,

cristãos de várias estirpes, budistas, hindus,
credos diminutos...
ocultos na selva, formigueiros urbanos, civilizações de truz,
apagamento integral, para nosso final,
apocalipse total,

também te baterá à porta, não sejas indiferente,
se a COISA se tornar torta...

se essa gente, essa gente, que pouco s´importa, que manda em tudo,
inclinar por aí...
premir um botão, levado pelo enlouquecimento,
curto momento... sem reacção,

emenda, momento sem apelação,
degrau a degrau, destruição... CAOS...

quantos FORBES, quantos pobres, magistrados de toga impecável,
justiceiro lamentável...
justiceiro mais que digno, indigente sem eira, sem beira, bébé chorão,
recém-nascido, bebedola, beberrão,

ditador sem alma, coração, cientistas de tantos saberes,
literatos, oportunistas... vigaristas,

mágicos, dançarinos, bailarinos, tanguistas,
tantos fadistas...
pregadores, políticos de mau cariz,
feiticeiros,
oradores, reles aprendiz,

montes e montes de dinheiros, palácio reluzente, hotel de belas vista,
piscina enorme...
panorâmica, tremelicante flâmula,
arrivista,

vespeiro azucrinado, matilha de lobos ferozes, leão, arca de Noé,
numa tacinha de café...
predição infernal, deixa de ser, como é,

também te baterá à porta... não faz mal, não importa,
assassino cruel...
destruidor, médico invicto, professor, dedo postado, botão vermelho,
loucura, demónio à solta, matas, selvas, passarada,
entra TUDO numa revoada,


guarnição, forte escolta, antiTUDO, mais q´abrigado, ribeira dos meus encantos,
mares assombrosos, esplêndidos...
céu negro, abissal, raios, coriscos, ventanias, abraço dos meus amigos,

desmedido enquadramento, num segundo,
triste momento...
vai-se tudo, acaba o MUNDO,

era uma vez, quando se fez, num bang q´acaba num “BING”,
nada, outrossim, também te baterá à porta,
alívio, leve respiro...
num instante, bala dum tiro,

maluqueira que s´agiganta, neste agulheiro cheio de trampa,
salafrário, cadastrado, acanalhado...
foste muito, foste um bocado,
tão desfeito, desfasado!!!... Sherpas!!!...



segunda-feira, 1 de maio de 2017

... danos colaterais!!!...

... não tenho emenda, reincidente, enquanto conduzo,
desligo, discuto em surdina, sem culpa, auxiliador,
pobre GPS que me não satisfaz,
não uso...

páro, enquanto encosto,
olhos, nos olhos, pessoa próxima, pergunta que lhe posto,
memória, por vezes, m´atraiçoa,
idade não perdoa...

ideia diferente, com certeza absoluta, prescindo,
conheço bem, não minto,
contradição tremenda, quando m´indica outro caminho,
discuto, baixinho, desligo, depois... sigo...

novas tecnologias, conhecidas antigas, sinto afeição,
formação deficiente, autodidacta,
satisfação....

tempo anterior, gosto pertinente, já aprendi o que necessito,
não dependo, não pretendo...

contacto directo, pessoas que partilham comigo, quando me sinto perdido,
com, sem  GPS, misturando actual,
com antigo...

sinto-me completo, mais igual, muitas vezes, discutindo
em surdina, muito baixinho...

talvez houvesse menos lixo espacial, origem de tanto mal,
botão que se carrega, mortal...

invasão da privacidade, o que era mentira, agora... verdade,
nitidez que nos assombra, drone que vasculha toda a terra,
ERA da triste realidade...

confronto permanente, morte sem cheiro, horror que se não sente,
espionagem, desevolução, guerra que parece jogo,
jogo que parece guerra, insensibilidade, danos colaterais, matanças em barda,
“E no pasa nada”
insegurança... na modernidade...

admito, lado positivo para quem usa, conhecimento perfeito de tudo,
mente alargada mas... confusa, satélite, lixo espacial,
GPS inusual, tanto aqui... em qualquer lugar...

MUNDO mudou, tornou-se mui pequeno, avançamos muito depressa, consciência,
quase veneno, mortandade que se gerou, sem escoderijo, sem buraco...

devassa que s´arremessa, olhar conspícuo
que, a mim... pouco interessa...

falta de privacidade, TUDO, ao alcance dum clique, jogatanas de brincar,
espionagem afincada, simples peões num imenso jogo de xadrez,
era uma vez,
multidões...

controle que s´aceita, erro que nos reduz, botão menos indicado,
corpo vivo, corpo matado, bom, mau bocado,
infeliz resultado...

ganância extrema, fugaz, repentina, que nos acena,
envolve, não resolve,
chacina...

carnificina, policiamento,
triste momento, encantamento...

resolução, algoritmo, programação infinita, pelos vistos,
mais, menos aplicação, resolução, fácil encaminhamento,
tão presos, conduzidos...

robótica excepcional, tão actual, proveitosa, vai segura, não formosa,
tempo distinto, tempo moderno,
tempo antigo...

vamos ao ínfimo, vamos ao auge, intensa gula, voragem,
conquistas inusitadas, mudança de linguagem,
semântica que nos envolve, tudo se ganha, tudo se perde...

nanotecnologias,
mundo QUÂNTICO, acelerador de partículas que m´assombram,
poderes de destruição incríveis, podemos deixar de ser
com um clique irresponsável,
muitas vezes, podem crer...

duplicamo-nos, quando queremos,
já sabemos como fazê-lo, clones de nós, certamente,
na célula mínima, grande pista,
ADN completo que s´avista...

... alguma cautela, por enquanto, conhecimento não dá para tanto,
sonhos grandiloquentes, somos DEUSES, somos vítimas,
TEMPLOS que vamos destruindo,
grãozitos d´areia na IMENSIDÃO,
avançando, regredindo, grande ponto d´INTERROGAÇÃO...

... inconformismos permanentes,
quantas vidas, quantas gentes, quantos MUNDOS... tão diferentes???... Sherpas!!!...
  

sábado, 22 de abril de 2017

... a minha... geração!!!...

... melhor do que o PARLAMENTO, sem poder de decisão,
gente da mesma geração,
experiência de vida, dado momento,

almas gémeas, no sofrimento, observadoras, atentas, pensadoras,
sacrifícios cumulativos, formação,
além da própria profissão...
anos que nos foram ensinando, experiência que nos endureceu,
mais abertos, conversando, local indicado,
aproximação,

deu-se, como se deu... aconteceu,

marcou para sempre, não esquece, vezes por outras, aparece,
bendita liberdade...
no falar, no fazer, sonho, ainda por concretizar,
verdade,

quando nos encontramos, ficamos sincronizados,
trapinhos mui importantes...
vidinha de muito antes,
comparação que fazemos, aplaudimos,
criticamos, espaço comum que temos,

na mesma onda, passada vivência, idade provecta,
caminhada longa...
final que se projecta, interrogação, muita poeira levantada,
não está na nossa mão, gente vivida, gente dada,

passam-se tempos, semanas, meses, anos, mais gordo,
mais magro... problemas de saúde que carregamos,
desvalorizamos,
vamos puxando, como sempre, vontade própria, algum esforço,
sorriso na cara, bem disposto,

quando recordamos infância, adolescência, trabalho que ficou para trás,
tanto faz...

passam-se horas bem puxadas, intervenção de terceiros,
“o gajo era rico”,
sorriso...

estorial completo dos pais, emigração do Alentejo, outras paragens,
outros locais...
negócio arriscado, vigarice, ror d´advogados,
maus bocados,

família unida, como uma pinha, salvação, encaminhamento,
outro rumo...
futuro incerto, sentimento,

experiência nos ensina, carência nos endurece, muito antes,
ainda pequenos, sem meios...
quanta oferta agora têm, uma desdita,
uma inventiva,
confrontações constantes q´afloram,
memória não esquece,

brinquedos, brincadeiras diferentes, segredos,
aberta, logo à saída da porta... rua dos meus encantos,
amplos, convidativos campos,

árvores, plantas, seres diversos, dispersos, ali à mão,
joguinho apropriado...
busca, encontro, assombração,
ninho, criação,

joaninha voa, voa, na toca, tarde quente,
canta que canta...
grilo ou ralo nos seus buracos, melodia desses espaços,
quando o lembro, bem o vejo, meu, nosso Alentejo...

materiais fáceis d´encontrar, pedras da calçada, arbustros, insectos,
arames, pregos, areia...
contar, olhos fechados, escondidas,
apanhada,

cavalitas, cintos, montão, corrida, pé calçado ou descalço,
uma vida, outra geração...

o pião, ah... o pião, o berlinde, o botão, eixo, rebaldeixo,
índios, cowboys... polícias e ladrões,
ilusões,

quanta dedicação, outros tempos, pouca informação,
latifundiário no seu casarão...
tractorista, maioral, ganhão, ignorância, miséria, penúria,
pézinho nu, no chão,

fúrias que deram GUERRAS, quando mancebos, para muitos, um ponto final,
noutras terras, na guerra colonial... do Cerejeira e do Salazar,

quanta subjugação, desperdício dos filhos, dor dos pais,
da pouca formação...
humildade, respeito, educação,
vidas atalhadas, choros e ais,

tudo nos vem quando nos reencontramos, vezes por outras,
na mercearia da esquina, no café, na barbearia,
enquanto os profissionais... vão fazendo pela vida,
servindo o cliente, aguardando por mais,
tão iguais, tão iguais,

pela idade  que conta, pela geração a que pertencemos,
recordando... comparando,

muito melhor do que o PARLAMENTO, quando falamos de políticos,
políticas...
trazemos à baila, converseta, quase receita,
sem falha,
gentes pobres, gentes ricas,

não s´aceita, somos mais fortes, resquício que se mantem,
TUDO nos vem...
conhecedores profundos, entre dois MUNDOS,

não esquecemos!!!... Sherpas!!!...


terça-feira, 11 de abril de 2017

... ilha do TESOURO!!!...

... tendência natural no ser humano, em qualquer animal,
espólio tamanho,
resto mais normal...
sobra que se guarda, esconderijo, num recanto da casa,
num buraquinho do quintal,

debaixo do colchão, entre cacos diversos, ocultação, resguardado da cobiça,
quando s´enrica
a duras penas, sofrida...

ínvios caminhos, indevida apropriação, legal, na banca,
quando metálico, desde que idónea, de confiança,
raiozinho de luz,  nova esperança...

contas secretas, ILHAS paradisíacas, numeradas,
em espaços esconsos, encriptadas,
responsos, murmurações... ou não

... costuma dizer-se que: - “para grande aforrador
grande gastador”...
A vida assim o mostra, constatamos,
percursos sujos, d´enganos, actos premeditados, amanhos,

cumulações prodigiosas, artes, feitos
com tantos defeitos...
roubos, crimes, imposições, muitos milhares de milhões
inapropriados, escamoteados diligentemente,
em segredo, nada se sente,

ilhas ou PARAÍSOS, sítios recônditos, inacessíveis,
cautelas seculares... gerações e gerações...

passa o tempo mas, não passa a gula, vontade enorme de dar ar,
mostrar, comprando
por comprar...
fazendo crer que são, não sendo, não temendo,

mais à vontade porque dinheiro em barda não deixa de ser dinheiro
que tudo adquire, respeito, títulos, posições,
religiões...

na berra, mostrando, fácil, tão fácil gastar 
o que se não suou...
não era, deixou de ser, esqueceu, tempo passou,

altas escarpas rochosas, difícil acesso, por mar, guarnição bem composta,
em terra...
mui longe do enfrentamento, da guerra,

recolhimento, grutas de base profunda, inacessíveis,
quase impossíveis...
mapa, escrupulosamente, desenhado, bem guardado,
como herança, traspassado,

por morte repentina,
doença, sem cura,
continuidade
no primogénito avisado,
homem de confiança provada,
cabazada inesperada,

riqueza d´espantar, ali, na proximidade do mar,
de geração... em geração,
título nobiliárquico que compra, deferência de credos, sociedade,
outra vidinha, risonha inverdade,

filhos e netos, príncipes e princesas, grandes condes, marquesas,
propriedade dependente, condado, principado,
pequeno “ESTADO” protectorado...

ilha insignificante na imensidão d´oceano, tal como antes,
do tesouro...
enterrado pelos que seriam enterrados,
sem testemunhos, sem rabos,

coordenadas bem certinhas, latitude, longitude,
bonequinho, a preceito, mapa guardado, junto ao coração,
pelo sim, pelo não...

era o jeito da pirataria, que depois morria,
na abordagem, na refrega,
outra entrega... outra busca, interrogação,
procura, em vão,

mais actual, pequeninas, como então, espaços modestos,
permissão...
esconderijo, tesouro, ocultação,

longe das vistas, boas valias, tão secretas, nada acessíveis,
quão incríveis...

pirata d´agora, q´arrecada, que mata, que rouba,
não chora, que ninguém saiba, que ninguém ouça...

branqueamento, desvio enorme,
gente com fome...
ambição, ganância ao alto,
legal, sem percalço,

seguríssima ilha do TESOURO, nomenclatura diferente
de certa gente...
anátema vergonhoso, estrela na testa, bem precioso, cobiça de vida, esconjuro permitido,
guardado, vertido,
amargo sorriso!!!... Sherpas!!!...