terça-feira, 3 de junho de 2014

... calcanhar de... Aquiles!!!...

… quase impossível, pouco provável,
mas, acontece,
quando se dá, louvável,
feito imenso, façanha que não esquece,
pequeno David, rezam as escrituras,
com funda rudimentar,
abateu figura gigantesca,
Golias,
tão grande aventesma,



passam os tempos,
quantas agruras,
casos e casos que acabam por se dar,
guerreiro dos guerreiros,
invencível afã, guerra de TRÓIA,
ponto fraco, imperceptível,
quando se deu,
incrível,
morreu,



Aquiles, por obra do acaso,
mesmo no calcanhar,
enfrentamentos diversos,
enxames dispersos,
voam setas, voam lanças,
deixou de ser,
perdeu invencibilidade,
contam cronistas da Grécia antiga,
HELENA que s´abriga,



descoberta tão grande,
janelas abertas,
mentes despertas,
num simples fungo,
altera-se o MUNDO,



tão relativo o conhecimento,
dado momento,
investigação pertinente,
pontinho tão escasso,
concentrado bastante,
destruição completa,
força dos DEUSES,
contida, reveses,
infortúnios absurdos,
MUNDOS e mundos,



nada se perde,
tudo se transforma,
de qualquer forma,
basta insistir, apurar o que temos,
curiosidade ao rubro,
fazendo cair impedimento,
qualquer tipo de muro,
abraçar envolvência,
aceitar o que nos deram,
aceitar os que são,
aceitar os que não,



quantos segredos,
individualidades preciosas,
afastar os medos,
reunir vontades,
poucos se juntam,
emanam realidades,
tornam-se grandes
… e fortes,
azares, sortes,



abatem portentos,
presunçosos convencidos,
fracos pontos, desconhecidos,
imbecilidades, intentos,
manigâncias estranhas,
egoísmos, manhas,



improváveis que se dão,
abatem-se gigantes,
alteram-se esquemas,
dúbios, sujos,
simples sabujos,



bases que tremem,
depressa esquecem,
encostam a outro,
débeis, fracos,
imprecisos convenientes,
gigantes que s´abatem,
menores que sobem,
estratégia diferente,
agita-se a gente,



quando s´induz,
quando se mente,
trambolhão que reduz,
degrau que sobe,
continua o ferrete,
mais um lembrete,



aviso à navegação,
com fisga, com funda,
algo s´altera, tudo se muda,
sensação d´incerteza,
ofertório constante,
bendita natureza,
com fome, quando se pede,
situação que fede,
sistema que treme,



acaso, como exemplo,
calcanhar imprevisto,
pedra que s´atira,
milénios, bíblicos, guerras,
invencíveis no topo,
hipócritas, sem rosto,



miscelânea confusa,
gentinha obtusa,
grandiloquentes adversos,
rumores confessos,
brilhos efémeros,
caducidade q´avança,
acontecimento que s´aguarda,
tudo se descobre, se procura,
encontra,
acaso q´existia,
disfarçava, fugia,



com táctica, estratagema,
com violência tamanha,
inquisição, perseguição,
quadrado da soldadesca,
devidamente orientada
por um CONDESTÁVEL,
herói, guerreiro, santo,
contraste, um absurdo,
genocída, de facto,
ébrio pela matança,
convicto praticante das leis de DEUS,
religião que se firmava,
fazendo archotes em corpos vivos,
quando cativos,



massacrando, com sanha,
quem se não convertia,
povo das alheiras,
dos fumeiros, marranos,
cristãos novos, enganos,
desenrascanços,
primeiros avanços,



navegações,
ilusões,
grupos que sempre s´entenderam,
pelo interesse, dinheiro maior no PODER,
podem CRER,
alavanca da TERRA,
de quem, tudo s´espera,
numa reza, numa ladainha, numa oração,
obtém-se o PERDÃO,
ascende.-se ao CÉU,
convence-se o MUNDO,
cala bem fundo,
esquece-se ABERRAÇÃO,



passam-se séculos,
refinam-se costumes,
brinca-se com a vida,
jogada de xadrez,
acumula-se riqueza, feudos imensos,
monopólios, como diversão,
famílias,
gangsteres, máfias,
que desanimam, pelo imobilismo.
jogatana que atrai,
eufemismo,
quando a vergonha cai,



retempera-se o gozo,
e, a COISA, vai,
cai que não cai,
dança que dança,
cativa,
incentiva,
tipo queijo SUIÇO,
com valetas, buracos, túneis,
prejuízo,
teias, enredamentos,
GRUYERE,
maus momentos,
enquanto maltrata, fere,
às vezes… mata,



casino que manipula,
diversifica entretenimento,
selvagem se torna,
 volta que não volta,
imprevisibidade, por vezes,
reveses,



calcanhar vulnerável,
cavalo que disfarça,
infiltrado,
funda que não falha,
acabado,

genocida que se torna santo,
construções monumentais,
recordatório permanente,
MORTE de… tanta  GENTE!!!...  Sherpas!!!...

terça-feira, 6 de maio de 2014

... teimosia...


… porque teimas em reduzir
quem, pelas circunstâncias,
já se encontra reduzido,

na saúde que vai faltando,
nos anos q´acumula,
na solidão que o rodeia,
carência que vai sentindo,
fraca força,
fraca ganância,
uma que outra extravagância,


problema maior,
aspecto que não cativa,
sente a comida,
quando come o que come,
não é pormenor,
na voltita que dá,
restaurante escolhido,

passeio que não contorna,
vá que não vá,
abuso permitido,
consequência da fome,


chama q´ainda tem,
na presença,
quase ninguém,
dor que o inquieta,
junto do neto, da neta,

pecúlio q´escasseia,
poupança que diminui,
mente que o consola,
chama que pouco s´alteia,
vida,
parca esmola,


porque teimas em reduzir
quem s´encontra reduzido,
fraca ganância
pela circunstância,
já, de si, diminuído,

calamar conhecido,
esplanada perfeita,
qentura no trato,
espanhol q´emigra,
na BERNA bonita,

quando comido,
desilusão com o prato,
sacrifício que o irrita,
recordação d´então,
dia de VERÃO,


refúgio com que sonha,
tentando ir mais além,
lembrando como foi,
passado,
quando compara,
chora,
tanto mal, peçonha,
geme mas, não implora,

quanto rasto pela cidade,
não era novidade,
logo à chegada,
ajuntamento, desfile,
reconstruída,
toda murada,

figurões que, por ali, andaram,
partida em quinhões,
multidões,
urros, gritos,
bandeiras ao vento,
passagens, chek points,
consoante potência,
derrotada grande fera,
detestável,
monstro abominável,


falado,
lembrado,
esquecido,
incendiado seu corpo,
depois de morto,

quando intenta,
repara,
ainda se sente mui útil,
fero, vertical, impõe,
vontade não esmorece,
sentimento não arrefece,
solidário com pobres,
rejeitando imbecilidade
dos  mais fortes,

fome q´aperta,
centrica situação,
moderna aglomeração,
na montra,
saborosa visão,
apetite q´agudiza,

entrámos,
sentámos,

pedi repasto
num restaurante chinês,
era uma vez,
quão picante prato,
estrago enorme,
não matou a fome,
criou indisposição,
ainda lembro BERLIM,
aflição,
aflição,
outrossim,


descartando recados ínvios,
sombrios destinos,
tão frios,
quintalinho que é seu,
junto ao mar, céu aberto,
estando longe,
mas, tão perto,
aproximação que s´eterniza,
escuro buraco,
deserto,
massacre que o inferniza,
sempre ETERNO,
POVO que confraterniza,

voltas que o MUNDO dá,
passeio que é sofrimento,
abstracção,
curto momento,
refeição, quase calvário,
sacrifício,
mantendo luz de sacrário,
fogueira que já foi,
suplício,
ror de cuidados que tem,
medicação,


porque,
com alguns “cobres”
amealhados, ao longo do ano,
deixo de ser “pobre”
concretizo o “sonho”
dando pequenas voltas pelo MUNDO,
velho, já aposentado,
um que outro “pleico”
grande, pequeno defeito,
que s´agrava,
não me trava,
incomoda,
neste, naquele lugar,
tenho de m´alimentar,
sacrificar,

lembro
salsicha nos arrabaldes de VARSÓVIA,
local isolado,
mau bocado,
tão picante, quase m´arrepio,
quando penso,
mas a fome era tanta,
tanta,
tanta,
tanta…

velhice
é uma chatice,
percalços acontecem,
vida continua,
novo.,velho,
não tem cura,
a burrice,


vontade conduz o sonho,
viagem tem destas coisas,
quando recordo,
esqueço,
tento,
tento,
tento,
tal como foi,
como aconteceu,
lembro,
se fez,
não parasito, não esmolo,
objectivo preciso,
muitas vezes,
sem juízo,

porque teimas em reduzir
quem, já de si,
s´encontra reduzido,
muito mais diminuído

na volta
que não volta,
bendita emigração,
aquando da restauração,
sucesso mais que garantido,
bem falado, bem comido,
PAÍS neutro, na SUIÇA,
inflamação, saboreio,
ind´agora, enlevo pelo meio,
gente fina, gente rica,
plena satisfação,
num gosto meu que tenho,
ainda mantenho,
como extravagância,
excepção,


porque teimas em reduzir
quem, já de si,
s´encontra reduzido,
muito mais diminuído
nesta vida curta,
s´encurta,
na volta que se dá,
que se gasta, que não volta,

reviravolta…  Sherpas!!!...

quarta-feira, 5 de março de 2014

... grisalho!!!...


... manhã cinzenta, olhos cerrados, sensação,
frémitos de frio, pavimento molhado, vento que sopra,
silêncio ensurdecedor, pouca agitação,
árvores despidas, rua que volta,
caminho desconhecido,
sem rumo, destino,
pensamento constante, perseguição,

fardo q´arrasto sobre passo que dou,
cambaleio, prossigo,
porta tão velha, janela desgarrada,
casa fechada,
vaso entornado, terra sem flores,
nem um gemido,
pavor que assusta,
imagem que m´assola,
POVO sofrido,
esmola,

palavras que grito,
desertificação,
massacres, dores dum aflito,
desolação,

não há música no jardim,
sorriso na face da criança,
nota-se ausência d´avô diligente,
atento,
quantos bancos vazios que convidam,
foram-se chilreantes aves,
como dantes, sol brilhante, esmoreceu, 
minha lembrança, morreu,

estaremos perto do fim,
penso, enquanto vou
passando por caminho desconhecido,
pensando, na rua deserta, largo aberto,
nas casas fechadas, janelas q´assustam,
não abrem, quando se buscam,

mantenho olhos cerrados,
sinto carga bem pesada,
quase reduzido a nada
num silêncio de pavor,
passo por
hotel resplandecente,
mistificação,
no meio de tanto horror,
contrassenso com tanta dor,

ouço música inebriante,
barulho confuso
q´inunda entorno,
no centro de tanta tristeza
disfarça um pouco,
na rua que passa, no passo que dou,
no louco que sou,
quanta incerteza,
deprimido, m´apouco,

encolho, entristeço,
lacrimejo também,
não mereço,
recordo
quem espera, q´espera,
desespera,
espaço diferente,
tão pleno,
como era,
tão gente,

criança sorridente,
na rua, na casa, velho diligente,
na praça que fica, que passa,
quanto sorriso,
chalaça,

perda de valor,
sociedade infecta,
pressão,
pavor,
gentinha abjecta,
esquecendo origem, início, concepção,
maldizendo o PAI,
a COISA vai,
considerando como peste,
que fizeste,
como disseste,

inaudito disparate,
com raiva,
sem arte,

esquecendo o TEMPO,
curto momento,
passagem,
na rua, viragem,
na praça, jardim,
no corpo, criança,
consumação, voragem,
grisalho te fizeste,
velho imprestável também (?)
quem pouco, nada tem,
como disseste,

reles fariseu que muito quer,
pouco, nada deu,
hipócrita q´ensandeceu,

quem concebeu,
protegeu,
cuidou, zelosamente,
se fez velho, aposentado,
reduzido,
carinhoso, exemplo meu,
mais protegido, descansado,
não pode ser perseguido,
acusado,
antes... amado,

frémitos de frio, manhã cinzenta,
caminhada custosa, sensação,
rua deserta, praça sem aves,
alguns alarves,
execração,

berrantes no luxo, vazios por dentro,
quando m´adentro,
crianças ainda, comportamento,
dizer tão parvo,
na cruz, no cravo,
na chaga profunda,
atroz sofrimento,

sentido embutido, devaneio, sobejo,
castelo em ruína, aparência medonha,
enquanto se sonha,

avalias macabra figura,
esquelética de morte,
curta viagem,
passagem,
repente que s´esfuma,
vaidade imatura,

grisalho referência,
todo o respeito,
débil agora,
maior decência,
estando presente,
mais gente que a gente,
vida repleta,
brancura de neve,
pessoa completa,

com verve,
conhecimento,
grande proveito, armazém composto,
profundo desgosto,
um monumento,

mal colocado,
corpinho a gosto,
plenário, hemiciclo,
metade do ciclo,
quanto bem posto,
baforada tremenda,
farisaica criatura
carrega na peste,
obscura,

que fizeste,
insensato,
que foi que tu deste???...  Sherpas!!!...


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

... abelhas!!!...


… quando, tenra idade ainda… tomamos como exemplo,
observando cuidadosamente, aprendendo,
néctar dos DEUSES, maná,
mais velho, parente, próximo, somos induzidos,
quedamos com marca, ficamos moldados,
negativa, positivamente...
para sempre,
devidamente protegidos,

“verificando estado das colmeias, no prado, fumigando abelhas, retirando favos,
lentamente...
ensinamentos, bem vincados na nossa mente, transportando quadros para divisória,
retirando mel por centrifugação...
todo um senhor, como apicultor,

… formamos personalidade própria, a nossa, ao longo do tempo,
resto da nossa vida...
mesmo depois de desaparecido, lembramos, com saudade,
recordação tão doce,
o que nos deu, o que nos trouxe, episódio marcante,
passadas que foram décadas...

como se fora ontem,
há dois dias, dois anitos apenas,
indiferente,
como ferro ardente,
duras penas, acontecimentos dispersos,
reversos… continuidade,
pura verdade…


… os que acumulam anos, resma deles,
quando parados, disponibilidade...
têm tendência, mui digna, agradável, de olhar para trás, 
comparar com o presente...
distinguir, quando melhor ou… pior,


… graçola, simplesmente, curiosidade vivificante,
repetição do que gostou,
marcou...
ajudou a aperfeiçoar seu <> eu <> ego, fazendo eco,
clarividência assombrosa, creio...

sobre passando tudo, todos,
emergindo...
por fim, tal como era, tal como veio,
filme antigo que se visiona, outro cariz, outrossim,
impressiona…


“para cima, para baixo, com trincha, aplicando bioxene sobre madeira crua,
rodeado de mobílias distintas, cobrindo com verniz,
fazendo como diz”


… passa comigo, passa com outros como eu,
mesmo nível etário... não sendo otário,
sonhador, imaginário, coração nas mãos, alma na ponta da língua,
tempos de míngua...
recordatório permanente, com meus irmãos,
como fui, continuo sendo,
sempre...

bem acordado, lembrando,
sem estar nos braços de MORFEU,
muito antes, muito antes…


“bem cozida em recipientes enormes, prensada, depois de seca,
cortada em cubos, transformada em rolhas, buchas, palmilhas,
matéria prima, a cortiça”
… alturas há, determinados locais do meu ALENTEJO,
quando passo, paro, comparo,
vejo...

como era, como foi, já não está,
guerra de destruição sem quartel,
recordação...
campo florido, gramínias diversas,
altura própria... dispersas,
lençóis extensos, coloridos a perder de vista,
pinturas maravilhosas d´outrora,
não estando agora...

mais diminutas, pontuadas, reduzidas,
menos insectos que... abundavam,
completavam…


… cumpriam sua natural função, poisando nesta, naquela, na outra flor,
por momentos, como quem beija,
seu interesse...
sua ilusão, transmitindo pólen, fertilizando,
entrecruzando...

sucesso, polinização, perfeição…
“contratação de alfaiate a fim de obter moldes,
de papelão, simples papel,
trabalhador compulsivo, máquinas de vulcanizar...


sempre activo, venda, compra de máquinas de costura,
OLIVA, OLIVA… que formosura,
cursos de corte apropriados,
mais tarde contratados,
fabriqueta de confecção...

com “napas”  fazia fardas para tractoristas,
compra terrenos, umas casitas”
“não fugindo ao tema, minha formação,
minha aprendizagem, minha marca, quase me escapa,
meu exemplo, como atarefada abelhinha...

campos, gado, pastagem no vale, m´ocorreu, por simples acaso,
cambalacho... sociedade,
nas feiras em que se personalizava,
juntando, comprando, vendendo,
comerciante, industrial, lavrador, ganadeiro,
pequeno hortejo junto ao poço, homem abelhudo,
um sabe tudo...

tanques de rega, seu enlevo, perdição, azeitona, aquando da recolha,
azeite, na casa dos filhos”
… agricultura moderna, mais produtiva,
que desespera...

incentiva nos ganhos chorudos, altera normas, modifica “MUNDOS”
tão importantes...

concretizando sonho de sempre, fundamentais,
dantes... eram essenciais,
desesperadamente calcados, considerados,
agora... rejeitados,
produtos da terra, searas, sobreiros, azinheiras, como se foram pragas,
insectos de variadíssimas espécies,
formas, feitios...

empecilhos que urgia dizimar, desafiante
ocupação...
do que estava bem, equilibrado, mezinhas várias, químicas a preceito,
com muito defeito,
liquidaram a seu belo prazer, como quiseram,
modificaram,
alteraram seu gene, produziram em excesso,
sem receio,
sementes diferentes…

“muitas ideias, desejo de ver o MUNDO,
a trouxe-mouxe, fosse o que fosse, desculpa louvável,
atalhado, ainda no meio,
acabar com a fome, recolheu à terra da verdade,
intolerável”
dos sete ofícios, loja maior em que vendia tudo,
resultado,
homem de CRISTO, praticante,
vendia tudo...

papel pardo, d´embrulho, atrás das tábuas, ajudando,
vendendo pequenas porções, arráteis,
livrinho dos assentos, dívidas, meios ou quartos,
tão parcos...
quanto preconceito, vergonha, tão pobrezinhas as vidas,
minha tristeza, engulho, não foi exemplo,
pretexto da minha fuga...

descalços e nus, os clientes,
como abelhinha atarefada, convívio com estas gentes,
entre vidas que comparo,
reparo,
pai fenomenal, monumento, minha saudade, meu exemplo”
… pagando o justo pelo pecador, muita FÉ, grande EXEMPLO,
pagando todos, SAUDADE tão grande,
grosseiros, tolos…

entra em mim profunda tristeza, quando comparo,
quando reparo...

quando olho, quando vejo, no meu local de sempre,
no meu ALENTEJO...

na minha pintura a esmo, no meu quadro favorito,
quase dou um grito... quanto me aflijo,
lençóis extensos coloridos, sons alvos de cigarras, de grilos,
zumbir de mosquitos, abelhas, gafanhotos,
libelinhas nos charcos, sapos aos saltos...

nas lojas antigas, coaxar de rãs,
quão mortificadas, perdidas, águas límpidas da ribeira,
natureza plena, arvoredo florido,
polinização a preceito,
sem defeito…


… era verde o meu vale, bem pintado, perfumado,
homens, natureza, em uníssono,
bem precioso, quando lembro, pouco vejo neste ALENTEJO que trago,
bem guardado... bem guardado,
menos cheiroso, mais acinzentado, maltratado,
terra pequena, vilarejo,
sementes transformadas, por homenzinhos que alteraram,
ganância como objectivo...

destruíram, modificaram, seres vivos tão necessários,
abelhas no colmeal,
TEMPO,
enxames a perder de vista…


… quando se perde, não se conquista,
assim vai… o lamaçal,
num MONSANTO que se estende, corroendo equilíbrio vivente,
num PORTUGAL que se não entende,

todo o MUNDO,
confuso... confuso!!!... Sherpas!!!...