segunda-feira, 5 de julho de 2010

... as amplíssimas LIBERDADES!!!... (antiga)



… as amplas liberdades sempre nos deram água pela barba, sempre nos prejudicaram, continuam dando, continuam prejudicando quando se disparatam… provocando desconcertos incertos, desilusões tremendas nos que, racionalmente, pretendem que o País vá para a frente, seja mais justo e uniforme, tenha instituições preenchidas por pessoas capazes, competentes e responsáveis, conhecedoras da realidade existente, tentando ser exemplo, ainda que mais não seja!!!...

… certas personalidades, quando patrióticas, não inclinadas, devidamente conscientes do papel que lhes caiu em cima, que ganharam através de eleições ou nomeações merecidas, muitas vezes se integram de tal forma com as instituições que representam, cumprindo em prol das populações e deste cantinho que, por mais que se tente, não há mal ou maledicência que as afecte, tornam-se carismáticas, dignas de continuar!!!...

… outras, não!!!...

… as que se consideram personalidades ostentando mas… não passam disso, amostras díspares, sem préstimo algum, motivo de chacota, desagrado!!!... Conheço muitas, o meu percurso tem sido longo e, passo a redundância… ao longo destes trinta e tantos anitos de democracia, ainda não vislumbrei o que merecíamos, tivemos de nos contentar com o que nos coube, com o que nos saiu na rifa!!!...

… falsificadas… na sua grande maioria!!!...

… somos um bom Povo, sempre fomos, (… por isso nos fazem… o que fazem, sempre fizeram!!!...) possuímos qualidades que vão rareando por essa Europa dos ricos, dos pobres, por esse Mundo fora, o das selvajarias continuadas, das injustiças, morticínios em barda, dos cataclismos de horror!!!… Seria tempo de nos encontrarmos, de rejeitarmos o que não presta, de auxiliarmos quem necessita, darmos uma mãozinha na altura mais indicada, preocuparmo-nos mais connosco… compreender erros dos que governam agora, chamar a atenção gritando desconfortos, exigirmos o que nos falta, denunciarmos falcatruas, não irmos em cantigas dos que comentam a seu gosto, quando inclinados!!!...

… cada cabeça… sua sentença!!!...

… doutores papagueadores, politiqueiros a tempo inteiro… não são donos da verdade, tornam-se ridículos quando avaliam, desconhecendo o caldo de ignorância, desinteresse que se vai sentindo no tal Portugal do dia-a-dia, acomodados nas maravilhas que usufruem, bem instalados quando se governam através do estendal de burradas que debitam, comentando ou escrevendo!!!...Também me incluo quando exagero, não tanto… porque vivo no Portugal real em contacto directo com os que me rodeiam, classes mais baixas, médias!!!...

… cada um sabe de si… é evidente!!!...

… logo de início mencionei as amplas liberdades, carrada de atitudes, gestos, palavreados insensatos que nos regeram desde que sonhámos a tal liberdade que nos foi negada pelo homem de Santa Comba durante décadas seguidas!!!... Primeiro com cravos vermelhos, brancos ou amarelos… de todas as cores, com poemas e canções carregados de boas intenções, revolucionários que tinham sido perseguidos, presos, maltratados pelo regime da altura, libertos ou refugiados noutros Países!!!...

… surgiram como salvadores da Pátria, quais encobertos em manhãs de nevoeiro, género D. Sebastião, tantas ilusões, tantos partidos, amplo leque, ideias várias, ideologias algumas, manifestos, discursos, convencimentos, desejos, vontades enormes que se foram concretizando, aproximação de quem nos encontrávamos afastados, integração na democracia que ambicionávamos, muita esperança acumulada que se mantém, ainda!!!… Alguns feitos, convenhamos!!!...

… os partidos são necessários, admito… os políticos que os formam deveriam ser reciclados, vezes por outras!!!...

… deu quase tudo em nada para a grande maioria… excepções para os que reuniram milhões, classe dominante tal como dantes, pequena percentagem de abençoados sob o beneplácito dos que, numa brincadeira que se repete… são eleitos, se bandeiam, passeiam, ascendem, descendem, um sobe e desce continuado, alternativa que já chateia, que não convence, política do dá e tira, do faz de conta… sem ponta por onde se lhe pegue!!!...

… continuámos quase iguais, eram cerca de cem bem governados… agora, são mais!!!...

… amplas liberdades para os que as souberam aproveitar em benefício próprio, legislando, protegendo interesses próprios, dos amigos empresários, dos banqueiros do peito, dos aliados mais fortes, protectores de facto em caso de… para isso servem, também!!!... O sistema assim se tem mantido… muitos descuidos, esquecimentos, desprezo pelos mais carentes, palavreado insensato, promessas de estalo, incumprimentos vários!!!... Expectantes, como na altura mais revolucionária dos setenta… augurando outra reviravolta, volta que não volta, justificada por parte dos mais prejudicados, dos que só tiveram a liberdade de votar, manifestar, falar, ler, ouvir e… aguentar, pagando asneiras que se acumulam!!!... Revolta que se solta quando se injuria, se refugia na apatia, no desinteresse pela cidadania… um encolher de ombros, um deixa andar, um afastar constante!!!... Amplas liberdades???... Uma ova!!!... Enfim!!!... Sherpas!!!...

sábado, 3 de julho de 2010

... as gordas... com o DIABO no corpo!!!...

... descaros!!!... (antiga)

… descaro de quem se não comporta,
não importa,
protecção férrea de lei que permite,
ao abrigo de quem insiste,
palhaço triste,
báscula mistificadora que aguenta,
não rebenta,
suportando pesos de vergonha intensa,
indiferente
aos que contestam, porque sente
costado aliviado,
como ausente,
fazendo percurso tenebroso,
acumulando antipatias,
sacos imensos,
acto vergonhoso,
sorrisos de quem tira, reparte,
da verdade da mentira com que se enfeita,
obra, acaso que rende em qualquer parte,
indecorosa posição, palavreado que não convence,
diminui, desfeia, rejeita,

época de abastanças, farturas de quem foi dono,
País de alguns, seu abono,
cautela, enriquecimento dentro da lei,
dentro da grei,
dinheiros, influências exuberantes
tão degradantes,
olhos fechados, revirados, ocultos,
quais encapuçados, ratos comuns,
pilhos da coisa pública,
que se disputa,
que se esfrangalha como qualquer tralha,
atrevimento de quem não atende,
não prende,
não trabalha em favor do desfavorecido,
empobrecido,
com aquele grande sentido,
esquecido,

falsos valores de quem se mostra, confessa,
mente, embrulha, disfarça,
sem graça na trapaça que comete,
batota com escolta,
de valor elevado,
fardado na vacuidade que possui,
infâmia que pratica quando enrica,
ninguém lhe tira aquilo com que fica,
ferrete na testa que não aceita,
contesta,
enjeita,

são desperfeitos, pecados maiores,
tão simples na vulgaridade,
lei da inverdade, mentira que flui,
direito da lei, advogado que invoca, quando roga,
propõe explicação,
com ou sem razão,
quem diz que não,
imagem tão reles, provas, papéis,
rogos, créditos,
prejuízos enormes,
gentes, fomes,
cruéis,
inéditos tão grandes,
pior do que antes!!!... Sherpas!!!...

sábado, 19 de junho de 2010

... as gordas com... Saramago!!!...

... anda tudo... ao contrário!!!... (antiga)

… anda tudo ao contrário,
por muito que tente encarar,
desde o reles salafrário,
até à estética natureza,
que nos deve encantar,
na repetição cíclica, harmoniosa,
dos seus tempos climatéricos,
sendo diferente, formosa,
no período devido, indicado,
sem câmbios atmosféricos,
bruscos, inesperados,
alterada a Primavera,
aquela que se esperava,
para um triste Inverno,
chão lamacento, molhado,
nuvens carregadas, sombrias,
quão surpreso me quedo,
ao vislumbrar um Sol tímido,
logo de início, ao princípio,
que, envergonhado, se esconde,
num repente, quando foge,
sem ruído, sem gemido,
afundado num precipício,
de chuvadas, ventanias,
intempéries, mudanças bruscas,
mudando tempos que buscas,
enganando perspectivas,
augúrios, fantasias,
escritos já preparados,
sem sentido, de trocados,
decididamente… anda tudo ao contrário,
tal como, o reles salafrário!!!...

… aquele imbecil, consciência pesada,
com mortes e mortes às costas,
de carteira recheada,
posicionado lá nas alturas,
mediante padecimentos, agruras,
sofrimentos infligidos, sem pena,
a terceiros desvalidos,
esmagados, bem sofridos,
despedaçados, num ápice,
por inteligentes cavernosas,
destruidoras incomensuráveis,
à distância dum botão,
carregado por um louco, como opção,
líder duma só Nação,
sem alma, nem coração,
nódoa que incendeia o Mundo,
conduzindo-nos bem para o fundo,
aplaudido por estafermos,
disfarçados, sempre os mesmos,
que, quando falam, congeminam,
ludibriam, determinam,
com sorrisinhos amarelos,
suas grandezas, seus destinos,
seus ódios, seus descaminhos,
dizendo-se o que não são,
numa tremenda contradição,
fazendo todo o contrário,
como eficazes que são,
almas sujas de… salafrário!!!...

… não compreendo o tempo, as pessoas,
a harmonia planetária, agora… parafernália,
as que se mostram cordiais, boas,
criminosas de mãos limpas,
espécie de monstros, alimárias,
subtis, enganadoras,
tão excelsas, controversas,
detentoras de Poderes, de haveres,
democratas, democratizantes,
quando matam, quando destroem,
quando desdizem, o que fizeram,
como entenderam, como quiseram,
donos do absurdo, do tétrico,
estragando o bonito, o estético,
alterando estações, como a Primavera,
que se aguardava… que se espera,
numa voragem avassaladora,
como Deuses da guerra, insensíveis,
destruidores, bem afastados… invisíveis,
nódoas ferozes, algozes,
quando se… contradizem!!!...

… como uma pancada numa bola,
uma tacada a preceito, com raiva desatada,
assim tratam tanta gente,
baixinha, sem proventos, pontos insignificantes,
ao alcance desses tratantes,
tão dependentes duma esmola,
duma bala que os carregue,
duma bomba que deflagre,
dum missíl que despegue,
duma guerra, dum ataque,
desses senhores do desvario,
da destruição concertada,
uma débil chama, um pavio,
uma coisinha de nada,
um simples começo, um princípio,
uma morte desejada,
uma matéria despedaçada,
milhares de seres, por um fio,
ao alcance de dejectos extravagantes,
todo o contrário do decente,
que se apaga, de repente,
por quereres, por ganâncias,
alçadas ao domínio, como gigantes,
irascíveis, degradantes,
bestas que se não enxergam,
que não quebram… não vergam!!!...

… tempos, gentes tão diferentes,
estranhas, frias, calculistas,
gélidos, sombrios, os dias,
futuros inquietantes, aberrantes,
egoísmos que crescem, avassalam,
que se adonam, que se não contentam,
que engolem, quando deglutem,
não se apenam,
quando se enfurecem,
envenenam,
enquanto destroem, matam,
nunca se fartam,
há vermes, que não são inermes,
andam ao contrário,
não entendem,
consideram o Mundo, como adversário,
quando exploram, quando mentem,
quando arruinam… não sentem!!!... Sherpas!!!...