... mais uma vez,
sem plano, sem objectivo,
pensando comigo,
buscando nos interstícios da memória,
nos recantos mais profundos que mantenho,
noutro encontro c´a minha estória,
na casualidade, na conversa,
na observação directa com alguém,
passados muitos anos, lugar distante,
noutro País, idiomas distintos, arranhando,
entendendo,
que bem me sabe, me sabe bem...
curiosidade, entre dois estranhos,
que se tornam próximos, há quantos anos,
sentados num banco, larga avenida,
buliçosa, cosmopolita,
mulheres num armazém de roupas e sapatos,
doce sacrifício da espera, sem desespero,
com gosto, porque quero,
admito, respeito,
este o meu jeito...
cavalheiro mais velho do que eu,
na mesmíssima situação, esperando, sentados num banco,
sorrisos, cumplicidades, monólogo inicial,
como quem pesca, engodo... para uma longa conversa,
inglês de turista, para desenrascar,
compreensão de quem me ouve, conciliador,
permissivo, incentivador
e... a conversa arrasta-se...
são como as cerejas,
palavra, atrás de palavra,
algumas, muitas mais, jorros ou resmas,
assuntos diversos, identificação, sorrisos amplos,
satisfação,
doce momento, ocasião...
ficou um convite, conhecimento,
oficial da marinha inglesa, aposentado,
vivia em Dover,
agradável momento,
andava às compras com a mulher,
como ela quer, como a minha quer,
atracção pelas roupas e sapatos,
grandes armazéns... Oxford Street,
mestre escola curioso, falador, como sou,
tudo falámos, nada faltou,
há QUANTOS anitos <?>
farrapos, farrapitos, conversas e gritos,
vozearia, idiomas distintos....
... Sherpas!!!...
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