terça-feira, 20 de maio de 2008

... confissão aberta!!!... (antiga)




Confissão aberta, ao Fórum!...

Eu, pecador, me confesso! Não, não estou arrependido, nem tão pouco, em vias de me desnudar, por completo, perante vós, os que me lêem! Não tenho assim tantas culpas, nem sinto a consciência pesada por algo que, porventura, tenha cometido! Também, podem crer, não é nenhum golpe de teatro, nenhuma manobra para chamar as atenções dos fóristas, em geral! Não ando em busca de absolvição, por arrependido que esteja, para os meus pecadilhos menores, porque maiores, não os tenho! Simplesmente busco, para mim e para todos, uma justificação credível, para o que faço porque, tempo me sobra, tenho de o preencher, como entretenimento, como já alguém afirmou, como necessidade, porque a sinto, grande, premente até, um vício de que enfermo, de que não me consigo apartar, por mais que tente, por mais que invente!...

Eu, pecador, me confesso! Pelas vezes com que vos bombardeei com palavras, sempre as mesmas, lugares comuns, repetidos, posições, por vezes, extremadas, inflamadas, sentidas, gritadas do fundo do meu ser, como um trovão altíssimo e sonante em prol, sempre dos mesmos, dos desvalidos, dos sem voz, partes queridas de nós que, por mais velhos, diminuídos, por menos letras, analfabetos, são vezes e vezes, abusados pelos que lhes prometem e não dão, pelos que os usam e deitam fora, quando imprestáveis, incomodativos! Não, não estou arrependido!...

Eu, pecador, me confesso! Por ingenuidade e crença, por acreditar, de verdade, no que alguns me escreveram, nas palmadinhas nas costas, dadas a eito e a preceito, não em uma mas em várias, ocasiões mais que muitas, neste cantinho tão diverso onde, em prosa ou em verso, se escondem emoções, se transformam em passarinhos, impolutos e sem culpas, muitos e grandes vilões que, da manigância fazem uso, da hipocrisia, muita escola, da vigarice, alguma arte(se assim se lhe pode chamar!...), as artes que me perdoem!...

Eu, pecador, me confesso! Sim, de alguns erros cometidos, de excessos produzidos, na verborreia, no sombrio, no viperino, de alguma inclinação, mais à esquerda, pois então, ou quiçá, no centro, no grande centrão, os que, como alguns afirmam, não são carne, nem peixe, não estão bem definidos, não assumem por inteiro, os livres de pensamento, os que pensam também nos outros, os mais desfavorecidos, os que eu choro todos os dias (lá está a cantiga do choramingas!...), pela miséria que ostentam, pelo desprezo a que são votados, os tristes, os coitados!...

Eu, pecador, me confesso! Aqui, sim, estou arrependido e disso peço perdão quando, levado pelo fervor e com mais e mais ardor, fui inconveniente para alguém, perdi a compostura, me transformei num bacoco irracional, como os que eu descrevo e apouco nestas minhas escrevinhadelas, sem pretensões, bem vulgar, um insignificante cidadão que, com o seu mínimo contributo, gostaria de equilibrar tudo o que cai, o que está torto, o que não dá nenhum conforto, nem segurança tão pouco, neste País que é o meu, o nosso, o de todos!...

Eu, pecador, me confesso! Fui inconveniente com o Sombra Negra! Passei-me! Peço-lhe que me desculpe! I´m not a bad boy!!!... Estou arrependido!…

Eu, pecador, me confesso! Não peço absolvição...somente compreensão!...
Um abraço do Sherpas, com simpatia e respeito!...

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