quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

... naquela velha casa!!!...

Velha casa


Naquela velha casa,
naquela rua, naquela esquina,
naquela, que se me escapa,
que já foi minha,
dos meus pais e irmãos,
da família que eu tinha,
quando, em pequeno, brincava
com amigos, meus vizinhos,
pandilha que jogava,
filhos de muitos filhos,
da gente que vegetava,
naquele Alentejo explorado,
a jogos de imaginação,
a aventuras sem final,
dentro duma ilusão,
duma criatividade, sem igual,
num Mundo, já afastado,
perto da casa paterna,
velha casa, ganha pão,
quase esquecida, não eterna,
refúgio do pobre, do cão,
do tristonho espezinhado
pelo dono, pelo patrão,
sem futuro, esfomeado,
na esquina, naquela loja,
no tempo em que se fiava,
a chouriça, como uma esmola,
o toucinho que se cozinhava,
enquanto a malta brincava
a jogos de imaginação,
de pureza, de ilusão,
perto da velha casa
tão longínqua, que se me escapa,
quando já não sou criança,
nem adolescente crescido,
antes um homem, que avança,
depois de ter partido!!!...
Naquela velha casa,
naquela rua, naquela esquina,
naquela, que se me escapa,
que já foi minha!!!...

…Sherpas!!!...

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