quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

... minhas dúvidas... certezas!!!...

... pelas asneiras cometidas, pelo desperdício de vidas,
pela consciencialização global...
pelo respeito, pelo que somos,

pela humanidade que enlouqueceu... pelo MUNDO que destruímos,
pelo que insiste, ensandeceu,

não te peço misericórdia porque tens os ouvidos surdos,
só atendes hipócritas, ladrões e... 
corruptos

pelo interesse, capitalismo... férreo, sangrento, indiferente,
pela morte de tanta gente,
por tudo que já se esqueceu,


não te peço solidariedade... porque tens a vista curta,
só atendes aos filhos da puta,

genocídios que nos envergonham... atitudes, gestos, horrores,
pedaço de corpo ensanguentado,
vítima do desumanizado,

não te peço compreensão... justiça, qualquer perdão,
porque não existes, 
mentes vazias, tão ocas, atendes, és diferente, persistes,
amparas personalidades loucas,


fuga para tanto lado... cemitério num mar tão lindo,
desgraçado que foge da guerra, doente aberrante, assassino,
cabeça destorcida, sem tino,

não te peço qualquer favor... quando se repete, com fervor,
ódio, aversão, 
enfrentamento, guerra, destruição,
calamidade, aflição, ente divino... ilusão,

pelo que não merece viver... pelo que mata, persegue, 
calca,
pelo líder,  vómito assumido, pelo que espezinha, 
maltrata,

não te peço perseguição... aparência, 
justificação,
névoa densa, sem graça, ludibrio, lamento, oração,
lágrima que se esvanece,
dor,  tormento que passa,

pelo que, sem meios... indigente,
não come, sofre desprezo, torna-se tão triste,  demente,
dorme com os costados no chão,
indivíduo que deixou de ser,
rejeitado,  sem apelação,

promessa, campanha... repente,
lembrado na OCASIÃO,
na oratória, discurso,  palratório,
tanto dito... quando escrevo, envoltório,


não te peço compreensão, nesta... naquela religião,
vexatória, ostentação,
carrada de intenções, corpos doridos, fomes,
quando te denominas dos pobres,

maioria de pregações, palco do divino na TERRA,
representação que arrasta  multidões, ignorância de quem espera,
enquanto se revolve... se enterra,

pelo massacre e morte de criança... todas as formas, 
feitios diversos, mulher ultrajada, 
morta, sob teu olhar onipresente,
onisciência que se atribui, onipotência ilimitada, 
sem teres evitado,  feito nada,


minha relutância não diminui... minha descrença avulta,
ser SUPREMO,  face oculta,

não te peço... oh OMNIPOTENTE, quão descrente, 
perante...
mal feitos, desagravos de tantos maltratos, tantos,
sobre o mais frágil, o inocente,
indiferente,

martírio sublima,  faz santos... hipocrisia que se aventa,
prédica repetitiva de pregadores, apóstolos da BOA NOVA, promessa,
HOMESSA...


ainda no ventre da mãe,  anunciação... esperança naquele que vem,
que venha bem,  que venha bem,

cruel realidade,  apreciação, doença rara, físico desfeado,
sofrimento atroz... oh MISERICORDIOSO, quão clemente poderias ser,
compassivo, tão passivo te mostras,
viras as costas,

sofrimento santifica... paraíso na outra vida,
ressurreição,


não te peço compreensão... emenda de situações tão gravosas,
milagre,
na certa, quando acontece,

mais fortalece fé dos que vão por ti... afastamento do que não acredita,
do que sente, do que grita, 
sorte maldita!!!... Sherpas!!!...

terça-feira, 27 de novembro de 2018

... por vezes... sinto asco!!!...

... burro velho,  não aprende línguas,
dizem...
desde que a vontade seja grande, desadequado o dito,
meu caro, meu amigo,

tudo se aprende,  em qualquer idade,
tudo se modifica, se altera,
com, sem custo... grande susto, 


pensamento profundo, sem hipocrisia,  sendo o que sou,
hábito antigo, 
procedimento, toda uma vida...
alimento,

omnívoro, para meu mal,
tal e qual,
menos glutão em carne ou peixe... consequência,
frutas e legumes... por excelência,

retrocedendo, com falha, 
advertimento... um que outro pecadilho,
de que me arrependo, prosseguindo,
meu mal... meu descaminho,

sobrevivência, somos o que comemos,
lamento passos dados...
pedaços e... pedaços,

habilidades culinárias,  gosto que nos atraiçoa,
a boca não perdoa... arrependimento,
alimento, alimento...

abordei, vezes várias,
alimentação VEG em restauração de luxo... na estranja, 
nas minhas idas e vindas,
descoroçoado... com culinária estranha,

fugindo, um pouco, enjoado com o que comia, 
buscando coisa diferente, saladas, frutos, 
leguminosas, quase cruas...
recursos que me foram úteis, na altura,
depois de muita procura,

em mim, não fez escola, no meu pedaço, 
torrão natal,
bem acomodado, sem grande quantidade,
depois de regressado...
sabores de infância, região de interior,
retomei o ritmo...
pura verdade,

sem grande fervor, mais condimentado,
borrego, porco, vaca,
peixes plastificados, carne antibiocada,
hormonas em profusão, calorias aos montões...
desilusão,

doçaria, frituras, tapas de espanha,
um que outro tinto, branco,
cerveja fresca que se veja, mariscada... caracolada,

para não falar de produtos mais exóticos,
provenientes de qualquer canto da TERRA,
caçarias ou pescarias, derivados,
devidamente embalados, apetitivos...
nas grandes superfícies comerciais,

tentaculares,  nesta globalização que nos diminui,
curiosidade, 
sabores que nos traem, cometimentos abissais,
mal da boca... cabeça que flui,

vontade que cede, outros ares,
gula dos que comem mais... experiência, inovação, 
outras coisas mais...

foi pena, na triste evolução que seguimos,
quando, das árvores e das cavernas fugimos, 
mais afoitos, 
enfrentámos agruras, deixámos raízes, tubérculos e frutos,
folhas, ramos, arbustos,
lobrigámos outras coisas... a custo,

fogo, pedras aguçadas, astuto,
opusemos dedo gordo, aos outros,
matámos semelhantes... comemos,
carne crua, antropofagia, assada, por acaso, quando caída
no fogo, brasa incandescente,
por acaso, mais saborosa...
foi o caso,

continuámos matando seres diferentes,
deixámos práticas antigas, aos bandos, 
abatemos animais e bichos, comemos,
passada pelas brasas
comemos...

com sem penas, comemos,
com, sem escamas, comemos...

tornámo-nos vorazes,
de tudo, fomos capazes, 
sentimo-nos donos do MUNDO...

depois,
bem, depois rezam os “canhenhos “ uns mais, outros menos,
enfrentamentos constantes, grandes e fortes,
muralhas e fortes, cidadelas,
grandes espaços, hipócritas, gananciosos, em demasia,
razia, atrás de razia... atitudes mui apócrifas,

chegámos onde chegámos,
mais e mais, nunca chegava,
doces, ágrios sabores,
quantas dores... cobiça,
interesses em demasia,
modificação do que nos rodeia, incendeia,
maus gestores do que é de todos, 
loucos e... loucos,

mas, voltando ao início,
sinto dó de mim, alimentação imprópria, 
desadequada, 
não comendo quase nada, mantendo minha condição,
gostaria de mudar,
como burro velho que sou...
difícil de concretizar,

posso tentar, claro, não aprendo, na totalidade, 
abstenho-me,
sabendo para onde vou... pelo que como,
confesso, tenho asco!!!... Sherpas!!!...


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

... un vino tinto!!!...

... pacatamente, 
sentado,
vendo passar quem passa,
na mesa, 
refresco adequado,
calor berrava tão alto,
pausa,
extensa avenida, caminhada,

era uso, 
costumança, estava em nós,
como sempre,
quantas épocas passadas,
lembranças me batem à porta,
não importa,

o tempo pula,
avança, mais idoso, outros hábitos,
conformado, 
vivo, bem acompanhado,

quanta incongruência à solta,
vontade enorme de denunciar,
isolado,

gritando como louco,
em surdina, poupando ouvidos alheios,
escrevendo, 
quando me proponho, sendo,

dia diferente, quase promessa, 
repetição,
nublado, com chuva,
ano sim, ano não, no mesmo local,

fome que se anuncia, tapa adequada
com um “vino tinto” de boa colheita,
cheiro, 
como um “ connaissance ” que aprecia,

sabor frutado, 
maturado, vinho velho, assente,
que bem me sabe,
repetirei, com gosto, conforto,

recordo copo de três, era uma vez,
na tasca do Maravilha,
não por mim,
homens rudes, convívio,
menino ainda, barulho de taberna,
tugúrio, luz pardacenta,
porta aberta, refúgio, 

olhando, 
olhando, cheiro a cigarros,
bebedeiras tremendas,
vazão de tarefa dura, descanso,
escarro atirado para o chão,
palavrão, vozear constante,
cheiro a vinho, aguardente,
quanta gente, diferente,

deu para confraternizar,
descansar as pernas, tomar fôlego,
incentivar, um pouco, promessa, recreação,
repetição,

horas que desgastamos
numa avenida conhecida, cidade irmã,
aqui ao lado, castelhana lhe chamam,
algo nos inebria,
movimento, 
encontro imprevisto, outro dia,
conversa casual,
já vivido,  já visto...

sucedâneo de imagens
prédios nobres, 
futebóis no Bernabéu, sem banzé,

folgança,  alguns tifosos
que batem “chapa “ à CATEDRAL,
poses estudadas, longas passadas, 

sem interrupção, ao lado, de soslaio,
vislumbro,
não me arrumo, não gosto, 
deprecio,
queda no caminho, um pontito,

nada de especial sequer,
para quem quer,
respeito, meu jeito,

despego,  continuo avenida acima,
grupo que se arrima,
barulhento, normal, idade propícia,
vendaval colorido, rasgões nas calças,
cabeleiras diferenciadas, 
festival, festa, diversão, criançadas, ilusão,

velho alquebrado que arrasta,
casal apaixonado, chuva incómoda que continua,
na rua,
guarda-chuva protector,

ilusionado, devorando distância
um bom bocado,
andado,

colhendo imagens,
trocando pareceres,
comparando com ano anterior,
mesmo espaço,
o que nos faz correr, 
andar,
olhar prédios, outros seres,
seja onde for,
pergunta que me faço,

entre outras mais,
sem sentido, enquanto vivo,
sonho acordado, por tanto lado,

qual a razão, momento a momento,
preocupação,
mais velho, experiente,
bem instalado, comendo o tempo, 

fazendo por isso,
repetindo,
fazendo o feito,
costume, usança, defeito,
indo, indo... Sherpas!!!...

sábado, 8 de setembro de 2018

... segredo!!!...


quanto ao colectivo, gregário que somos, ajuntamento,
a coisa pia mais fino,
até lhe chamam  segredo d´ESTADO,

individual... 
menos repressivo,

mas, fazer da vida,  um mistério, arrecadar, ter medo, introverter,
caso grave, mui sério,  absurdo total,
tão normal, não tem mal... tão trivial,

acontecimento,  gesto, atitude, maneira de ser, 
ensimesmado,
não aberto... tão fechado,

no humano,  tão natural,
quão diferente... não igual,

calado,  como tumba escura, está errado, doentio,
quando não encontra,  procura, confuso, mau feitio...


falador compulsivo, da verdade faz mentira, burila, finge, deturpa,
esconde... em noite escura,

atoarda ouvidos alheios, escreve, disserta, 
da mentira faz verdade... muitas vezes, não acerta,
diferença tão abissal,

acumular defeito ou virtude, na caixinha que possuímos,
cofre forte, tão débil... complexo,

emaranhado sensitivo, enciclopédico cavername, chispas, raios, fluidos,
correnteza q´abisma, ciência reduzida... conhecimento parco,
pequeno pedaço utilizado,


exames minuciosos, quando entrava, d´ensimesmado,
mais estranho nos tornamos, confusos, calados,
perdidos num oceano d´acasos...

nem demais, nem de menos, equilibrado, na conta certa,
palrador, sem controle, tumba recôndita, 
segredo absoluto...
da vida,  de tudo, neste ou no outro MUNDO, 

como vivos,  partilhamos,
gemendo, rindo... damos,
para receber, com fartura,  alegria ou agrura,

para podermos SER,
pois, 
caso contrário, não somos, deixamos de SER,
já fomos...

em verdade, confesso,
por muito que tente não ofereço,
pecadilhos meus, guardados, bem fundo, não esquecidos, lembrados, com mágoa,
quase a palavra s´entrava,
quando abordo... quando lembro,

recordo,  esqueço,
enterro mais fundo, segredo que me moldou,
fez, como sou...

empequenece, porque o tenho, o tal segredo,
memória não esquece...
persegue,

castiga ou instiga,
guardado fica, cofre forte,
sua sorte...

não sou de segredos em barda, algumas falhas,  na caminhada,
ainda jovem, adolescente...
quase um princípio de gente,
mas, como todos,  inconsciente,

dado momento da vida, coisa feia, coisa sofrida,
arrependimento tardio, sem solução, algum vazio,
acontecimento que fez sofrer...

instituições, regime escolhido, agremiações, liberdade relativa, 
um facto, supera o individual,
tanto aqui,  como em qualquer local,

envolve segurança, normalidade, numa NAÇÃO,
temperança, antes, durante, logo após a eleição,
pura democracia,
com OLHO acutilante, vigia d´algum espião...

ouvidos bem abertos, não vá o DIABO tecê-las, diplomacia feita por experts,
profundidade...
reduzido número de privilegiados, guardiões de bons bocados,
acuidade,
jeito... quanta  e quanta habilidade,

somos governados, somos bando, somos colectivo,
diferença abissal,
constato, admito... 

quanto ao d´amor... segredo íntimo, d´alcova,
ciúme, zanga, desfavor,
raiva, discussão, cara dura, consoante querer ou paixão, quando a coisa até perdura,
melhor não meter a colher,
dar um conselho apenas, seja homem ou mulher,
não tirar ou dar razão, evitar atitudes ou cenas,
tempo, certamente, cura!!!...  

resumindo, há segredos e segredos, uns, que causam afundamento,
depressão...
porque o saco enche e não despeja,
outros, completamente abafados, superados,

e...
os mais elevados, os d´ESTADO, bem melhor não me meter nisso,
não quebre algum compromisso
de vital importância, por acaso, circunstância... Sherpas!!!...

terça-feira, 21 de agosto de 2018

... o GALEÃO pirata!!!...

barcaça recém construída, sem leme, atracada em doca, 
quase seca, bem amarrada, 
ancorada... ainda não acabada,

quanto teme, mar agitado, ondulação forte, indiscritível, seu pânico,
incrédula, na sua sorte, objectivo impreciso, 
tão indefinido... espera,

vai sonhando,  enquanto observa barcos de grandes viagens,
enormes, no tamanho, experiência bem sentida, vagas q´enfrentaram,
quanto... 
e quanto passaram,

pasma, treme, ansiosa,
quão temerosa...

interrogação que se põe, pergunta sem resposta,
assim se posta... cais d´esperança perdida,
curta vida,

sem leme, quanto teme, indiscritível, seu pânico,
terror oceânico...

descrição precisa, d´experientes, bojudos, fortes, ali ao lado,
ufanos...
recordando tempos idos, suas sortes,

não comparando, início duma vida, formação, passos primeiros,
tal como uma barcaça sem leme... adolescente que tanto teme,
ilusão numa profissão, alguns dinheiros, tanto futuro pela frente,

vontade que s´agudiça, cinto que s´aperta, pouca gente,
perante mais sabido, experiente, como pirata, 
um GALEÃO...

recordo, não está morto, permanece na minha lembrança,
vivo... 
tão vivo que m´acompanha, gestos, palavras, feitos,
grandezas  e defeitos,

foi vítima da ganância, por ela, fez outras vítimas,
quanta extravagância, dinheiro fácil, como água... numa fonte,

jorrava...
nada lhe custava,

parece que foi ontem, q´ouvia suas jactâncias, altaneiro, basofão,
embora amigo, como um irmão,
maus princípios, esperto e... desenrascado,
poderia ser o que nunca foi, íntegro, líder nato,

o meu GALEÃO pirata que do NADA, fazendo vítimas,
fez tudo...
sendo vítima da ganância, maus caminhos, maus cuidados,

cara cheia, risonha, como bem o lembro... na cervejaria, coisa fina,
empregados prestimosos
perante,

voz potente, bem alta, não se cala, berra, gesticula,
come, com gula,
mal trinca, engole, devorando o se lhe apraz,
num... tanto faz,

fez tudo,  não tendo nada, fazendo vítimas,
sendo vítima da ganância...

recordo-o,  com saudade, não gostando d´invocar mortos,
mantendo-os vivos na memória,
quanta e... 
quanta estória,

sofreu as passinhas do ALGARVE, como sói dizer-se, sem vergonha, 
puro alarve...
pouca saúde o mantinha,
grande vontade d´usufruir, porque o tinha,
sem receio,

ínvios processos, abusando da confiança, dinheiro, donde provinha,
sua vontade... sua esperança, mau fazer, abusando d´alheio,
num repente,  puro devaneio,

crânio para matemáticas, encontros vários, 
amizade...
sempre bem instalado, mui viajado, compras em desvario,
permanente desafio,

pirata, o GALEÃO, adonado  d´objecto moderno,
bem colorido,
num tempo de preto e branco, peripécias que narrava... perante espanto, 
admiração,
do que me considerava,

pobre barcaça  sem leme,
que tudo desconhece,  tudo teme... ainda,

porque o bom  nem sempre dura,
quando a KOISA s´apura,
GALEÃO isolado, destituído, apeado...

muitas tormentas, bastos percalços,
alguns acasos... 
altos e baixos,

navegação custosa, não formosa, ainda menos do que barcaça,
sem leme, abandonado,
quase carcaça,

estória q´acaba, como a TODOS,  bons e maus, 
GALEÕES ou ARMADAS,
pó,  simples nadas...

enfim... os que da lei da MORTE,
por feitos ou defeitos,
se vão libertando, recordando... respeitando!!!... Sherpas!!!...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

... repentes!!!...

... maus conselhos, precipitações repentinas, vontades alheias,
tamanhas... 
sem sentido, ambições desmedidas, perturbações mentais,
atitudes tão feias,

etilizados ou sem juízo, defeitos impróprios,
causando prejuízo...
danos irreparáveis, lamentáveis, lamentáveis...

males do MUNDO, caracteres doentios,
certos gentios...

pendente de doentes, males profundos, hereditários,
aguentas,  quando os sentes,
fadários...

certo espaço, ao sabor dum louco, dum ser, 
tão pouco... idiota chapado,

locais diversos, dispersos, inimagináveis,
tão detestáveis...

má formação, tradição, costumança,
recuada lembrança...

um repente, minha gente, irracionalidade que causa agravo,
dando na ferradura, 
no cravo... mal que perdura,

maleita que se dimensiona, quase se futura,
sem cura, sem cura...

quando dão a cara, mostram intenções,
falam por falar, arrastam milhões e milhões, 
ascendem ao que não para...

PODER,  pelo PODER,
vida de mordomia, benesse, fantasia, a rodos,
com o que é de todos...

quanta satisfação, sorriso, um ter de ser,
promessa que se não concretiza, afazer, 
sem retribuição...

perdem-se ilusões, mais dura se torna, inferniza,
de qualquer, a própria vida...

quando deparo, reparo,
não paro...
escrevo como quero, mui sincero, nem juiz, nem julgado,
apontando o que nos cabe, 
nos coube...

influência, imensa trave, trovão gigantesco,
simiesco...
respeitando ancestro, que mal nos soube,

escolha dúbia,  sorriso de menino, teima, 
como hino...
canção q´arrasta, destrói, mata, permanente dúvida, apoia quem o faz,
numa indiferença total,
tanto faz...

brincando aos DEUSES na TERRA, fazendo GUERRA sobre guerra,
não ligando ao que se desterra...
ao destroçado, esfacelado, morto, corpo sobre corpo,
destroço,

ruína do q´existia, nos parecia,
local d´encanto... harmonia,

ribombar constante, donos e senhores d´armamento incomensurável,
detestável,
quão poderoso... quão asqueroso,

endemoninhado, alma perdida,
consciência esquecida...
obliterado, vazio, nem pio do inocente,
perante tal gente,
tão,  tão diferente,

sorriso assacanado, ingénuo perpétuo, périplo de mil tropelias,
viagem alucinante...
objectivo preciso, pouco, 
nenhum juízo patriota, por inteiro, quão louco,

meu POVO, primeiro, estória mal contada, mentira que s´atira,
nem pio...
promessa desgarrada, cantiga, desafio,

tão mal cantada,
desdita improvisada...

menos soez, menos degradante, 
habilidade...
ganha por prática acumulada, bom estratega, 
mesmo defeito... dando-lhe o jeito,

nesta,  naquela,  noutra refrega, mortandade,
inverdade,
posteridade...

refazer a HISTÓRIA, deitar abaixo... bonecos levantados, 
exaltações,
hossanas cantados,
aclamações,

despropósitos, inebriamentos  repelentes
atitudes,
grandiloquentes, repentes... Sherpas!!!...