quinta-feira, 21 de agosto de 2014

… descrença!!!...

... ainda pensei, quando mais novo, leituras diversas, versões criativas,
imaginação inesgotável, romance do POVO,
literatura leve, de cordel, chamativas,

na BONDADE universal, campos diferentes, entre o BEM e o MAL,
PARAÍSO, INFERNO,
HOSSANAS, DESTERRO...

bonecos coloridos, bombásticas deduções,
mais ou menos compostas, retinham minha atenção, faziam mexer meus neurónios,
profundas reflexões...
entre cantilenas de mais velhos, religiões,

buscando caminho através das leituras, para males meus e d´outros,
vastas curas, MUNDOS paralelos, estranhos vindos do NADA,
uma que outra escapada...

mais evoluídos, sementes q´espalharam, experimentação, tipo portentosa alquimia,
objectos, sub-repticiamente vistos,
desconhecidos...

mescla de DEUSES com símios guturais, desconformes,
parecidos com homens... biliões de anos, exemplos,

um que outro mais avisado, bem documentado, dom de gesto, palavra, cativação,
arrastamento propositado,
embevecida multidão...

sombras bastas, nuvens espessas, negrura dos TEMPOS, passos primeiros,
mais avançada, leitura com um fito,
resposta como objectivo...
porque não ACREDITO,
descrença s´instalou, por aqui ficou,

gostaria de saber como foi, como é, questão de FÉ,
mas... não, VER para CRER como S.Tomé,
dizem as ESCRITURAS, no que, a RELIGIÃO, me refiro, afirmo,
infirmo...

teimo... quando busco, com algum custo,
pela idade que não pára, avança,
pouca ESPERANÇA... quase m´anulo,não ACREDITO
no eleito que foi POLÍTICO,
que ficou RICO,

não serviu quem o elegeu, pecado dele,
pecado meu <?>
desgostado me quedo, não os entendo, não ACREDITO no eleito que é POLÍTICO,
que faz a GUERRA...
destruição por tanta TERRA,
matando seu igual, num arrebato IRRACIONAL,
revoltado me sinto, não minto,

não ACREDITO na RELIGIÃO que confronta,
amedronta...
se supera ao CRIADOR <?> desfazendo da sua OBRA, com intenção, malvadez imbuída de patriotismo,
quanto, quanto CINISMO, afastado me coloco,
indiferente me posiciono,

não ACREDITO nos extraterrestres, no PODER dos que se julgam DEUSES,
pelo DINHEIRO...
pela ausência permanente,
alquimia que fornece sofrimento, INFERNO de tanta GENTE,
tristonho meu semblante, como o de qualquer tratante,

Não ACREDITO num Paraíso tão resguardado, com emissários vestidos de negro,
ladainhas q´entoam,
que bem soam...
música d´ouvido sem convencimento, sentido,

TEMPLOS de vários CREDOS, monumentos diversos, exaltação dos oprimidos,enaltecimento dos q´estão...
prometendo o que não dão, acumulação, estadão,
tão contrários, quando são, quase SEMPRE em contramão,
adoradores do MILHÃO,

não ACREDITO em qualquer INSTITUIÇÃO
que não sirva, com devoção...
longe d´interesses pessoais,
seus lacaios, serviçais, quando se julgam muito MAIS,

mediante jogos de cintura, quanto sofrimento, amargura...
desvianço inesperado, promiscuidade confusa, manuseio do que lhe não pertence,
desconfiança que me sobra,
afastamento que cresce, mediante fuga, soçobra,

pau para toda a obra, colher metida no prato,
sopa que é do parceiro,
poupança... pouco dinheiro,

não ACREDITO, mídia que não informa, desprezando regra, norma, servindo seu dono, patrão,
senhor de tanto MILHÃO...
incumprindo NOBRE missão, por um reles tostão, lugar que é posição <?>

incrédulo me torno, desconfiado bastante, desbaste q´empequenece,
alisa, diminui, decresce...
dissolve, s´evapora num instante, passando a ser um simples poltrão,
da desinformação,

não ACREDITO, não ACREDITO,
não acredito,
não acre...
não... 

não posso ACREDITAR no religioso fanático, do morrer e MATAR,
no corrupto, promíscuo, POLÍTICO
que, para ser RICO...
é vigarista, consumado LADRÃO, por mais ou menos MILHÃO,

qualquer INSTITUIÇÃO que mete a colher onde bem quer,
sopa d´OUTROS...
impunes, imunes, como LOUCOS, alguns, bem POUCOS, que se julgam DEUSES, extraterrestres,
muito acima dos que são PEDESTRES,

arraia miúda, poupadinhos de SEMPRE,
na BANCA, na GUERRA, na BOLSA, qualquer FRENTE, nos profissionais da  mídia da desinformação,
lacaios... do PATRÃO,

não ACREDITO, não ACREDITO,
não acredito,
não acre...
não...  Sherpas!!!...

  

sábado, 2 de agosto de 2014

… sopa GATA!!!...

... tempos houve que, uma simples sopa,
para mim, toque de magia,
quase milagre,
menino e moço, já crescidote,
adolescente,
a partir da boca,
quando degustava,
pouco mais, saboreava,
que bem me sabia,

um zero, na arte da culinária,
não avaliava, sequer,
trabalho da mulher que me pariu,
mãe adorada,
que muito me deu, ainda não partiu,
quase bebé, pela provecta idade,
ainda recorda, lúcida, como se quer,
grande mulher,

cheiros que me seduziam,
evolavam,
na saudosa cozinha
onde, dando os primeiros passos,
assistia a programas da televisão,
comilão,
não tanto da comida,
mais, da informação,

todo um MUNDO que s´abria
enquanto, nas tarefas costumeiras,
mãezinha cozinhava,
cozinhava...
num vai e vem permanente,
para toda a gente,
família,

desses momentos,
ficou-me o cheiro,
quanto sabor,
adivinhava os passos,
períodos intensos,
descascar de leguminosas,
fritar de carnes, peixes,
trituração d´alimentos,
preparação da mesa,
hora da refeição,

num ALENTEJO prometedor,
condimentos adequados,
salgados, demolhados,
cozidos, açordas, refogados,
borregos, porcos, vitelos,
vítimas constantes,
fruta do mar,
a que surgia,
vezes por outras, aparecia,
autêntica magia...

doces apreciados,
na ocasião,
final da refeição,
retoque perfeito,
bem recordados,

como iniciei,
uma simples sopa,
quase um milagre,
coisinha louca,
tarefa única,
estudante não mui apurado,
vivia descansado,
quanto a comidas, a compras,
a fazedor
da culinária, suprema arte,
fosse do que fosse,
extraordinária,
como, dum violino, melodiosa ária,
numa orquestração que m´era alheia,
nem maestro, nem músico,
apenas consumidor,

como constatei, pelas circunstâncias,
mais tarde,
jovem, com profissão,
amorio d´altura
que perdura,
enlace adequado,
com padre, numa capela,
fatinhos com entretela,
alianças e tudo,

ninguém separa o que “DEUS” uniu,
religião que não professo,
confesso,
me deram, quando nascido,
como se viu,

casa própria, casalinho novo,
que perfeição,
tarefas em catadupa,
aprendizagem rápida,
limpeza do pó,
provimento de consumíveis,
tempos incríveis,
encargos,
lar, trabalhos,

minha mulher não era doméstica,
colegas,
vencimentos tão curtos,
duras refregas,
quantos sustos,
interrogações permanentes,
lá fomos vivendo,
aprendendo,
descobrindo segredos,
muita imagética,
questão d´estética,
na apresentação,
ornamentação,
desenovelando a magia,
com gosto, alegria,

aprendi a cozinhar,
colaborando, descascando,
reparando pela confecção,
de toda, qualquer refeição,

gostava do que fazia,
pelos cheiros do passado,
um que outro rabiscar d´olho,
quando a minha mãe cozinhava,
agora, casado,

na minha casa de telha vã,
alugada,
no princípio,
que desafio,
tentava, conseguia,
tornei-me “CHEFE” de pratos alentejanos,
mariscos, peixes, carnes variadas,
antanhos,

com orgulho,
mostrava,
quando convidava familiares ou amigos,
minhas habilidades,
que mantenho,
conservo,
realizo, vezes por outras,
delícia de tantas bocas,

fiel de todas as sopas,
substanciais
ou não,
mais normais,
como a de cação,
de tomate, de beringelas,
migas, açordas várias,
um ror,
fugindo ao mais elaborado
que, com matéria adequada,
não custa nada,
também sai cozinhado
pela mão deste vosso criado,

não é dom,
não é sapiência,
foi aprendizagem continuada,
quase adquirida ciência,
coisinha de nada,

ainda ontem,
pescadita média no frigo,
concluímos,
acordámos,
prato simples, agradável,
sopinha “gata”
saborosa, um espanto,
pão que migámos,
dentinho d´alho no prato,
regado com bom azeite,
de vinho, o vinagre,
pescada cozida, depois de salgada,
partida em troços,
juntamente com pedaço de cebola,
rola que rola,
rebola,
fervente,

q´odor,
quando juntámos,
quando comemos,
que sabor,
um branco fresco,
delícia,
que proveito,
não necessita qualquer jeito,

especiarias, picantes,
consoante, conforme gosto de cada um,
melhor ainda... nenhum!!!...  Sherpas!!!...



sexta-feira, 27 de junho de 2014

... os nus e... os mortos...


… saco vazio na mão,
quanta solidão,
presença, mal percebível,
arrastando pés pelo chão,




fraca figura,
intentos,
extinguível,
sentindo-se nu, sem proventos,
roupa de sempre,
esfiapada
reduzível,
do que foi, simples farrapo
que dura,

fiapo,
usança continuada,
um ter de ser, um proforma,
podem crer,
perante sociedade, como norma,




tão sem,
tão nada,
créditos d´outrora,
continuado brilhantismo,
agora, no abismo,
esfumou-se, num sopro,
estado calamitoso,
recordação que s´esbate,
lentamente

taxas impagáveis,
impostos,
desemprego,
penhoras,
desgostos,
situação de medo,
esvaíram-se bens materiais,
perdido entorno familiar,
triste, recolhido,
diminuído,
sem lar,
sem  haveres,
tão nu, sem teres,




quase não tinha sombra,
sol não dava por ele,
rua vazia não o sentia,
cidade não o reconhecia,

com saco vazio,
lá ia,
roupa, pelo fio,



fazendo pela sobrevivência,
única saída,
vivendo do que lhe dão,
instituição,
banco d´alimentos,
alguma solvência,
entre resto, sobra,
não s´imola,

fazendo fintas à vida,
resistente,
tão sofrida,
pobre gente,



já não pensa no passado,
soberbo, nababo,
gestor de topo,
harmonia entre fartanços,
créditos tantos,

imóveis,
último grito, em tudo,
amigalhaços notáveis,
voltitas pelo Mundo,
nas graças, como muitos,
fortuitos,

gargalhares,
ripanço,
constante mudança d´ares,
reviravolta repentina,
descrédito, aflição
de saco na mão,



tão nada,
sem descanso,

catástrofe,
tumulto de vulto,
sistema que s´altera,
situação que s´atropela,
modifica,
entorna para outra direcção,
desastre aflitivo,
negação,
um grito,
estrofe,
poética
incerta, não profética,



antítese,
corpos inseguros, cismáticos,
velhos, doentes, fracos,
permissíveis,
inamovíveis,
resistentes que falecem,
não esquecem,
por descuidos, desleixos,
sem queixume, amargurados,
sofrem calados,
se suicidam, por vezes,



envergonhados,
esbatidos,
maltratados,
sofridos,
esgueiram-se desta vida,
sofrendo,
morrendo…
em seguida!!!... Sherpas!!!...

terça-feira, 3 de junho de 2014

... calcanhar de... Aquiles!!!...

… quase impossível, pouco provável,
mas, acontece,
quando se dá, louvável,
feito imenso, façanha que não esquece,
pequeno David, rezam as escrituras,
com funda rudimentar,
abateu figura gigantesca,
Golias,
tão grande aventesma,



passam os tempos,
quantas agruras,
casos e casos que acabam por se dar,
guerreiro dos guerreiros,
invencível afã, guerra de TRÓIA,
ponto fraco, imperceptível,
quando se deu,
incrível,
morreu,



Aquiles, por obra do acaso,
mesmo no calcanhar,
enfrentamentos diversos,
enxames dispersos,
voam setas, voam lanças,
deixou de ser,
perdeu invencibilidade,
contam cronistas da Grécia antiga,
HELENA que s´abriga,



descoberta tão grande,
janelas abertas,
mentes despertas,
num simples fungo,
altera-se o MUNDO,



tão relativo o conhecimento,
dado momento,
investigação pertinente,
pontinho tão escasso,
concentrado bastante,
destruição completa,
força dos DEUSES,
contida, reveses,
infortúnios absurdos,
MUNDOS e mundos,



nada se perde,
tudo se transforma,
de qualquer forma,
basta insistir, apurar o que temos,
curiosidade ao rubro,
fazendo cair impedimento,
qualquer tipo de muro,
abraçar envolvência,
aceitar o que nos deram,
aceitar os que são,
aceitar os que não,



quantos segredos,
individualidades preciosas,
afastar os medos,
reunir vontades,
poucos se juntam,
emanam realidades,
tornam-se grandes
… e fortes,
azares, sortes,



abatem portentos,
presunçosos convencidos,
fracos pontos, desconhecidos,
imbecilidades, intentos,
manigâncias estranhas,
egoísmos, manhas,



improváveis que se dão,
abatem-se gigantes,
alteram-se esquemas,
dúbios, sujos,
simples sabujos,



bases que tremem,
depressa esquecem,
encostam a outro,
débeis, fracos,
imprecisos convenientes,
gigantes que s´abatem,
menores que sobem,
estratégia diferente,
agita-se a gente,



quando s´induz,
quando se mente,
trambolhão que reduz,
degrau que sobe,
continua o ferrete,
mais um lembrete,



aviso à navegação,
com fisga, com funda,
algo s´altera, tudo se muda,
sensação d´incerteza,
ofertório constante,
bendita natureza,
com fome, quando se pede,
situação que fede,
sistema que treme,



acaso, como exemplo,
calcanhar imprevisto,
pedra que s´atira,
milénios, bíblicos, guerras,
invencíveis no topo,
hipócritas, sem rosto,



miscelânea confusa,
gentinha obtusa,
grandiloquentes adversos,
rumores confessos,
brilhos efémeros,
caducidade q´avança,
acontecimento que s´aguarda,
tudo se descobre, se procura,
encontra,
acaso q´existia,
disfarçava, fugia,



com táctica, estratagema,
com violência tamanha,
inquisição, perseguição,
quadrado da soldadesca,
devidamente orientada
por um CONDESTÁVEL,
herói, guerreiro, santo,
contraste, um absurdo,
genocída, de facto,
ébrio pela matança,
convicto praticante das leis de DEUS,
religião que se firmava,
fazendo archotes em corpos vivos,
quando cativos,



massacrando, com sanha,
quem se não convertia,
povo das alheiras,
dos fumeiros, marranos,
cristãos novos, enganos,
desenrascanços,
primeiros avanços,



navegações,
ilusões,
grupos que sempre s´entenderam,
pelo interesse, dinheiro maior no PODER,
podem CRER,
alavanca da TERRA,
de quem, tudo s´espera,
numa reza, numa ladainha, numa oração,
obtém-se o PERDÃO,
ascende.-se ao CÉU,
convence-se o MUNDO,
cala bem fundo,
esquece-se ABERRAÇÃO,



passam-se séculos,
refinam-se costumes,
brinca-se com a vida,
jogada de xadrez,
acumula-se riqueza, feudos imensos,
monopólios, como diversão,
famílias,
gangsteres, máfias,
que desanimam, pelo imobilismo.
jogatana que atrai,
eufemismo,
quando a vergonha cai,



retempera-se o gozo,
e, a COISA, vai,
cai que não cai,
dança que dança,
cativa,
incentiva,
tipo queijo SUIÇO,
com valetas, buracos, túneis,
prejuízo,
teias, enredamentos,
GRUYERE,
maus momentos,
enquanto maltrata, fere,
às vezes… mata,



casino que manipula,
diversifica entretenimento,
selvagem se torna,
 volta que não volta,
imprevisibidade, por vezes,
reveses,



calcanhar vulnerável,
cavalo que disfarça,
infiltrado,
funda que não falha,
acabado,

genocida que se torna santo,
construções monumentais,
recordatório permanente,
MORTE de… tanta  GENTE!!!...  Sherpas!!!...