sábado, 7 de julho de 2012

... cambraia!!!...

… cambraia fina, de algodão ou linho,
mais, menos rústica,
imaculada na alvura,
bordada,
mãos de fada,
quanta ternura,
consoante o uso,
arrecadada,

leve descuido,
imprevisto,
líquido que sobra,
gravidade que se não controla,
cai,
provoca nódoa,
dá nas vistas,
sobressai,

perde finura,
perde graça,
provoca despeito,
cria defeito,
dá-se-lhe um jeito,
chama-se-lhe um nome,
quase chalaça,
farrapo, na certa,

não há nada que a desfaça,
prevalece
quando acontece,
esconde, disfarça,
remanesce,

deixa de ser alva cambraia,
de algodão, linho,
rústica,
tecido fino,
espécie de baia
onde, cornamenta de boi,
arremete,
sob alvoroço,
vaia,

numa largada,
tradição
muito em voga,
nas festas de Verão,
assobios descontrolados,
certos locais,
mais atrasados,
usanças bárbaras de então,
anormais,
teimosia de alguns,
afeição,

que maravilha,
infinidade deslumbrante,
brancura selvagem,
fauna imaculada,
feras de acordo,
brancas também,
sem alma,
ninguém,
recanto que cativa,
reconfortante imagem,

num continente,
numa ilha,
não descoberta,
perdida,
filmada,
mostrada,
desejada,
conseguida,

avassalada,
devastada,
de branca,
caiu-lhe a nódoa,
rústica, cambraia fina,
esburacada,
ensanguentada,

desejos imensos,
homúnclo inaudito,
não acredito,
por matérias que tem,
peles tão belas,
feras, mais feras,
esperas,
perseguições,
matanças cruéis,

tão bestas, trágicas,
brancuras que foram,
barbaridades cometidas,
vara larga desenfreada,
cornadas de dor,
vaias colossais,
pobres animais,

trapos,
enxovalhos,
ralhos,
querenças,
baias, defesa,
gritos enormes,
a COISA cai,
a ilha contesta,
arremessa,
sem atractivo,
despreza,

tardio momento,
local cativo,
silêncio,
amargura,
tecido tão fino,
brancura
que foi,
penitencio,
cornada de boi,

jardins suspensos da Babilónia,
cornucópia,
Hidra de Lerna,
prosterna,
excessos de Messalina,
Centauro,
diminuta vírgula, longo texto,
redundante hipocrisia,
pretexto… Sherpas!!!...


segunda-feira, 2 de julho de 2012

... fadário!!!...

… pr´ós quintos do INFERNO
se, por acaso, mais que certo,
com a idade, muito mais perto,
dela me vou desfazendo... acreditando naquilo que vejo,
acreditando naquilo que sinto,
tendo exemplo, como norma, formação que vou mantendo,
respeitando todo, qualquer credo,

evitando estigma, não concordando com esmola,
foi-nos dada sorte maior,
privilégio imenso...
que aprecio, assim o penso,

mediante evolução, raciocínio,
com, em consciência,
minha religião...
minha opção, partículas ínfimas das estrelas,
DEUSES em aprendizagem, nesta tão curta passagem,

vida que vamos vivendo, purgatório, calvário, desvario,
mortos, quase à nascença,
consoante meio...
diferença, aprendendo, aprendendo,

dom, meu género,
bem longe, lá pr´ós quintos do INFERNO,
voz altissonante...
mantendo equilíbrio, mantendo tom,
tal como sou, com brio,

noutro círculo, sala escura, repartição,
bem nos confins, galáxia descomunal,
impensável...
tão profunda, ignota,

quintos, sétimos ou quartos,
segundo definições que m´assombram,
sagradas leituras...
interpretações, destino concebido para mal formados,
na vida que se vai desfazendo, entre prazeres que cativam,
agruras, de quem vitimizam,


crentes ocasionais,
factuais...
consoante práticas que mostram, ambição que possuem,
vaidade de ocasião, dependência absurda,
desconformes,
roubam, matam, dão misérias, dão fomes,

prometem o que não dão,
lá vão...

para os nove círculos infernais de DANTE, quatro do Evangelho,
sétimos do Alcorão, sem apelação, sem trambelho,
caquéticos, senis, tão velhos,
gosto da expressão “ide pr´ós quintos do INFERNO”
este, meu género,

não sendo imposto d´antanho, longínquo colonialismo,
algum provento, amanho,
eufemismo...
invento, bem nos confins da GALÁXIA,
minha vergonha, rejeição,
não comparando, estando sujeito,
como todos, algum defeito,

coisa pouca... pequena monta,

VIDA, que nos toca, quando bate à porta,
equilibrada...
devidamente amparada, com senso,
assim o penso,
pode ser PARAÍSO, entendimento, medito nisso,
aceitação, não, infernal comiseração,
fingimento,

não é destino, fadário, diáspora, tão pouco,
nunca foi, nunca será...
tanto aqui, como lá,
não sendo visionário, insensível, de remate,
espécie de louco, alguma arte,

tão normal, visível, bem o  sinto,
não minto...
crescendo, envelhecendo, vivendo,
morrendo, desaparecendo, tendo causas,
galgando barreiras, escalando altas montanhas,
abrindo valas tamanhas,
quantas mentes que respeitas, não enganas,

cometendo asneiras, não machucando outros,
ultrapassando fronteiras,
respeitando...
velhos, jovens, moços, alguns repentes,
quando diferentes,

explosão de raios-gama, portentosa, estilhaços, poeiras,
fuligem...
chaminé de enorme PROCESSO, um calhar,
passados milhões de milhões, anos, pequenas parcelas,
quanto te anelas,
formação, acabaram por vir cá parar,
tão diversos, tão dispersos,

raros, malévolos, feios,
receios...
como quem semeia, se instala,
se enleia,
besta que devora, cala,
explora,
neste INFERNO que transforma,

estrelas cintilantes, chamuscos,
envelhecidas, acontecidas,
crepúsculos...
ocorridas  várias vezes por dia,
brilho extremo de biliões de Sóis,
matutas, remóis,


aquando se deu, aconteceu,
apareceu...
sem diáspora, sem destino, sem fadário, tanto contrário,
sem religião, confusão,
nunca tal coisa se viu,
ínfimos, perante,

bom, mau, adoração, descoberta,
viagem, relicário...
paragem ocasional, virginal,
imaginação deserta, distante,
como gigante,
mistela abstracta, não concreta,
alquimia se vai fazendo,
sofrendo, sofrendo,

elixir da vida, pedra filosofal,
um calhar, um calhar,
como pilão em almofariz,
como quem diz...
diáspora, não, fadário, não entendo,
nascendo,
vivendo, morrendo,

junção, ainda imperfeita,
convivendo... a duras penas,
poeira cintilante de estrelas,
alguma fuligem que caiu,
chaminé gigantesca do UNIVERSO,
explosão,
como nunca, tal coisa se viu,
experimentação,
religião, vivendo, morrendo,

indo pr´ós “quintos do INFERNO”
este, o meu género,
xingando, ganindo...
teimando, amalgamados como estão,
matando,

poeira cintilante das estrelas,
muita fuligem, podridão...
logo após grande explosão,

foi pena não se ter feito separação,
bem diverso,
disperso,
outro…  PROCESSO… Sherpas!!!...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

... intimacy!!!...

… torno-me aborrecido perante os outros,
quando me confronto,
feitio,
não consigo mudar,
quando aponto,
me introverto,
avalio,

 … um ano depois… com CIRCO…

 desafio,
embora tente,
zanga efémera, passagem fugaz,
no meio de tanta gente,
espécie de luz que pisca,
aviso,
cautela em semáforo,
desaforo,
perigo,

 … um ano depois… CONFISCO…

 doentio,
porque insisto,
repetitivo,
porque, sem aviso,
persigo algo,
quando me sinto cativo,
recalco,
detesto,
quando manifesto,
contesto,
quando me indigno,

 … um ano depois… com TOURADAS…

 hipocrisia,
falsidade,
mentira,
inverdade,
ganância,
pura ostentação,
prepotência,
irracionalidade constante,
indecência,

 … um ano depois… NADAS…

retorno sobre mim mesmo,
afasto,
regresso a passado,
quando criança,
lembrança,
sinto-me feliz,
revendo o vivido,
a esmo,
episódio mais pícaro,
rocambolesco,

 … um ano depois… com FUTEBÓIS…

 vivo,
tão intenso,
depois de lido,
depois de escrito,
sem me tornar grotesco,
carcaça velha,
no corpo,
jovem de pensamento,
aniversário,
não conto,
envelhecendo,
sacrário,

 … um ano depois… PROTOCÓIS…

 celebro com almoço,
muita,
pouca companhia,
solstício do Verão,
única opção,
esboço que não desfaço,
hábito adquirido,
compungido,

 … um ano depois… com FÁTIMA…

 passagem,
um dia,
voragem,
acontecimento fugaz,
agora homem com décadas,
diferente de quando rapaz,

 … um ano depois… LÁGRIMA…

 recordações que emocionam,
nesta vida,
privilégio que usufruo,
altos, baixos,
revezes,
interrogações,
indefinições,
bem comum,
sendo mais um,

 … um ano depois… com FADOS…

 poeira soprada, ligeira brisa,
grãozito insignificante,
gigante,
penso,
isolo, grito, denuncio,
mui capaz,
perante…

 … um ano depois… DESFALCADOS…

 deslumbrado,
quando aprecio pintura de rara beleza,
estátua bem cinzelada,
escrito devidamente construído,
poema que canta,
música que enleva,
paisagem de sonho,

 … um ano depois… ENTROIKADOS…

 cara sofrida,
estorial que assombra,
outra vida,
enrugada,
coisita de nada,
quase apagada,

 … um ano depois… DESGOVERNADOS…

 insignificância,
imaginação fértil,
flor garrida,
estonteante,
insecto hábil,
portentoso,
mundo harmonioso,
degradante,

 … um ano depois… ENGANADOS…

 mar encapelado,
montanha de susto,
vale profundo,
céu maravilhoso,
tempestade destrutiva,
chuva que inunda,
não cativa,

 … um ano depois… mais VELHOS…

 criatura de qualquer forma,
mesmo saindo da norma,
destruidora,
revolta,
seus motivos,
descontrolada,
fazendo vítimas,
sobrevivência aterradora,
cativos,

 … um ano depois… com FOME…

 irracionais,
seguindo instinto,
distintos sacanas que se apoderam,
aferram,
agarram,

… um ano depois… DESEMPREGADOS…

destrói,
mata com sanha,
ruindade, peçonha,
irracional sem vergonha,
visceral,
tão fera,
tão guerra,
anormal,

… um ano depois… SUBJUGADOS…

fantasia,
magia,
figura que enche,
dá afago,
entretém,
quando convém,

… um ano depois… PAGANDO…

deparo,
encontro,
reparo,
imagética criativa,
surrealismo colorido,
sonho de medo,
encanto,
segredo,
um que outro pesadelo,

… um ano depois… VEGETANDO…

HUMANUS
com dádivas,
tão DEUSES, incertezas,
soberbas ganâncias,
redundâncias,
belezas,
enganos…

… um ano depois… MORRENDO…

tal como mostram,
como são,
aparição,
quanta desilusão,
satisfação,
tristezas,
emoção,
alguma frustração,

… um ano depois… SOFRENDO…

não sendo de touradas,
de cernelha, de caras,
numa “pega” que se impõe,
“maus gestores” de NADAS,
POVO de forcados,
contrapõe,
agarrem-nos pelos cornos,
pelos RABOS,
corram com os dois,
feras e BOIS!!!... Sherpas!!!...