sexta-feira, 22 de junho de 2012

... intimacy!!!...

… torno-me aborrecido perante os outros,
quando me confronto,
feitio,
não consigo mudar,
quando aponto,
me introverto,
avalio,

 … um ano depois… com CIRCO…

 desafio,
embora tente,
zanga efémera, passagem fugaz,
no meio de tanta gente,
espécie de luz que pisca,
aviso,
cautela em semáforo,
desaforo,
perigo,

 … um ano depois… CONFISCO…

 doentio,
porque insisto,
repetitivo,
porque, sem aviso,
persigo algo,
quando me sinto cativo,
recalco,
detesto,
quando manifesto,
contesto,
quando me indigno,

 … um ano depois… com TOURADAS…

 hipocrisia,
falsidade,
mentira,
inverdade,
ganância,
pura ostentação,
prepotência,
irracionalidade constante,
indecência,

 … um ano depois… NADAS…

retorno sobre mim mesmo,
afasto,
regresso a passado,
quando criança,
lembrança,
sinto-me feliz,
revendo o vivido,
a esmo,
episódio mais pícaro,
rocambolesco,

 … um ano depois… com FUTEBÓIS…

 vivo,
tão intenso,
depois de lido,
depois de escrito,
sem me tornar grotesco,
carcaça velha,
no corpo,
jovem de pensamento,
aniversário,
não conto,
envelhecendo,
sacrário,

 … um ano depois… PROTOCÓIS…

 celebro com almoço,
muita,
pouca companhia,
solstício do Verão,
única opção,
esboço que não desfaço,
hábito adquirido,
compungido,

 … um ano depois… com FÁTIMA…

 passagem,
um dia,
voragem,
acontecimento fugaz,
agora homem com décadas,
diferente de quando rapaz,

 … um ano depois… LÁGRIMA…

 recordações que emocionam,
nesta vida,
privilégio que usufruo,
altos, baixos,
revezes,
interrogações,
indefinições,
bem comum,
sendo mais um,

 … um ano depois… com FADOS…

 poeira soprada, ligeira brisa,
grãozito insignificante,
gigante,
penso,
isolo, grito, denuncio,
mui capaz,
perante…

 … um ano depois… DESFALCADOS…

 deslumbrado,
quando aprecio pintura de rara beleza,
estátua bem cinzelada,
escrito devidamente construído,
poema que canta,
música que enleva,
paisagem de sonho,

 … um ano depois… ENTROIKADOS…

 cara sofrida,
estorial que assombra,
outra vida,
enrugada,
coisita de nada,
quase apagada,

 … um ano depois… DESGOVERNADOS…

 insignificância,
imaginação fértil,
flor garrida,
estonteante,
insecto hábil,
portentoso,
mundo harmonioso,
degradante,

 … um ano depois… ENGANADOS…

 mar encapelado,
montanha de susto,
vale profundo,
céu maravilhoso,
tempestade destrutiva,
chuva que inunda,
não cativa,

 … um ano depois… mais VELHOS…

 criatura de qualquer forma,
mesmo saindo da norma,
destruidora,
revolta,
seus motivos,
descontrolada,
fazendo vítimas,
sobrevivência aterradora,
cativos,

 … um ano depois… com FOME…

 irracionais,
seguindo instinto,
distintos sacanas que se apoderam,
aferram,
agarram,

… um ano depois… DESEMPREGADOS…

destrói,
mata com sanha,
ruindade, peçonha,
irracional sem vergonha,
visceral,
tão fera,
tão guerra,
anormal,

… um ano depois… SUBJUGADOS…

fantasia,
magia,
figura que enche,
dá afago,
entretém,
quando convém,

… um ano depois… PAGANDO…

deparo,
encontro,
reparo,
imagética criativa,
surrealismo colorido,
sonho de medo,
encanto,
segredo,
um que outro pesadelo,

… um ano depois… VEGETANDO…

HUMANUS
com dádivas,
tão DEUSES, incertezas,
soberbas ganâncias,
redundâncias,
belezas,
enganos…

… um ano depois… MORRENDO…

tal como mostram,
como são,
aparição,
quanta desilusão,
satisfação,
tristezas,
emoção,
alguma frustração,

… um ano depois… SOFRENDO…

não sendo de touradas,
de cernelha, de caras,
numa “pega” que se impõe,
“maus gestores” de NADAS,
POVO de forcados,
contrapõe,
agarrem-nos pelos cornos,
pelos RABOS,
corram com os dois,
feras e BOIS!!!... Sherpas!!!...




quarta-feira, 20 de junho de 2012

... memória???...

… porque a memória não é curta, esquecimento não existe,
permanece visão terrorífica,
determinados barões,
quanta e quanta culpa,
por acumulações,

riqueza de mais evoluídos,
paraísos pejados de feras,
noutras terras,
tecnologias do esgarramento,
dor, sofrimento,

citação de quem lucra,
menção honrosa,
medalha,
venda de tanta metralha,
economia da guerra,
destruição,
pavor continuado,
terror que nos diminui,
só de lembrar,
sem parar,
ainda flui,

mentira,
explicação que se atira,
conspiração,
cimeira, com determinação,
no centro de largo oceano,
engano propositado,
tudo, devidamente planeado,

fabrico constante de artefactos,
venda compulsiva da morte,
para outros,
pouca sorte,
estropiados,
mortos,

fuga,
corpos estilhaçados,
casas feitas em fanicos,
quantos prejuízos,
vidas sem destino,
refugiados,
acampamentos disseminados,
instituições que não culpam,

sendo parciais,
julgamentos adiados,
diversificados,
consoante, conforme,
penúria, abastança,
fome,

finanças de vento em popa,
coisa louca,
economia esfusiante,
barbaridade que se não justifica,
injustiça,

dita o que dita mal,
persegue o que julga mal,
homens insensatos,
graves feitos, enormes culpas,
afrontas,
desculpas,

por honrarias,
quantas patifarias,
MUNDO cruel,
talhado por duro cinzel,
malefício do que acumula,
que se bandeia,
ausente  da cadeia,
julgamento final,
inexistente,
assassínio de tanta gente,

porque a memória não é curta,
muitos a culpam,
enquanto se arrumam,
devaneiam pelos feitos cometidos,
pervertidos,
esquecidos,
adulados,
mas…
não esquecidos,

saltitantes,
como antes,
donos de vidas,
senhores do horror,
senhores da morte,
provocando temor,

vítimas da pouca sorte,
pleno imenso,
quando os vejo,
não julgo,
avalio, penso,
repugno,
quase fujo,

apago imagem,
esqueço,
não esquecendo,
temendo
outros feitos,
ruins preceitos,
gravados na retina,
no fundo de alma condoída,
no pensamento que desatina,
perda de tanta vida,
chorada,
sentida,

recolhimento que me proponho,
denúncia que me empurra,
perante o que se apruma,
o que incha,
o que não se envergonha,

parceiro,
compincha,
apaniguado do azarado,
assassino, larápio,
desviador do que não lhe pertence,
quando esquece,
não esquece,
remanesce,

porque a memória não é curta,
não julgo,
apenas culpo quem se não culpa,
apenas rejeito quem se esquece,
apenas desmereço quem não merece,
apenas lembro os mais esquecidos,
vítimas de mentes insanas,
raivas, sanhas,

posicionados imerecidos,
raivosos empedernidos,
coisas, factos presentes,
quantas vidas, gentes inocentes,
lares destruídos,
metralhas que são negócio,
economias fervilhantes,
finanças deslumbrantes,

sobre corpos,
sobre mortos,
desplante de INSTITUIÇÃO,
esquecimento, parcialidade,
tanta falta… de VERDADE!!!...  Sherpas!!!...


sexta-feira, 8 de junho de 2012

... um rei, uma rainha, um presidente...


... um rei, uma rainha, desfecho menos feliz,
jubileu... e 
uma nação, prévia alucinação, um gasto, uma exaltação,
um poderio, sorriso contrafeito,
desafio,

multidão que rejubila, bandeiras que se agitam, coloridos,
toda uma família, perpetuação...
palácios, desfiles, arranjos condizentes,
mais um, entre gentes,

prego em confuso mobiliário, parafuso em digressão,
luxo com deslumbre, arma na mão,
em posição,

matando ser tão nobre, portento que vai rareando,
nos confins, por dinheiros,
um elefante...
quadro avulso, degradante,

eleito, um presidente,
palavreado incoerente... mui animado,
um quadro, puro deleite,

doce sentimento, paixão que vai mantendo,
séquito tão guloso,
satisfeito...
maquineta da informação,
sempre em acção, sempre em acção,
dependente de parcos recursos da NAÇÃO,

lá longe, quilómetros e tantos, orquídea formosa,
tão dengosa... a Maria,
percalços, enganos, razias, continuando longa folia,

sorriso inapropriado, fazendo contas, confiando no calculado,
quase gasto, tão escasso...
desemprego, miséria, fome, tanta gente que não come,

um genro, princesa bela que se refastela,
negócio sombrio que é notícia, escândalo por milhões,
esclarecimento... deduções,

falcatruas enormes, ajuntamento, quebra-se encantamento,
desfaz-se o harmonioso...
assoma a desconfiança, deseja-se o eclipsar, esconde-se o astro lustroso,
eclosão de toda uma situação,
acaba-se
o que tinha de acabar,

resma de famintos, sem vidas, sem destinos,
pelas partidas do MUNDO,
batendo no fundo,
por trabalho que não existe, por querença que persiste,
desiste,

um rei, uma rainha, um presidente, marido da princesa,
tanta outra gente...

entre tantos tipos diferentes, não avalias, sentes,
quando te debruças...
falas, escutas, vais lendo, logo reparas,
por onde espreitas,
tantas maleitas,
etnias, credos, crenças, fugas, desvarios, medos,
segredos,

vida estranha de quem não tem... vida regalada de quem lhe sobra,
sem digna obra,
sem relevo, quanto enlevo,

demasiado para quem nada faz,
ganhando mais do que uma centena, sendo crápula,
incapaz...
crédulo lacaio de quem comanda, barriga prenhe,
de tão cheia,
tendo uma existência ou meia,

tanto faz, tanto faz,

neste mundilho esquisito, sem incómodo,
empecilho...
desequilíbrio que faz berrar,
crise, acomodamento, sem parar, paradigma mais que esgotado,
sorriso leve,
meneio,

sem magia, sem fetiche, desassombrado, como sempre,
vai comendo bom bocado... majestático imponente,

rei, rainha, presidente, marido da filha, princesa,
conselheiro do dinheiro,
riqueza...
politiqueiro de brincar, chusma deles, no parlamento,

JUSTIÇA... sem julgamento,

democracia inexistente, UNIÃO em contramão,
mais ou menos MILHÃO,
vontade que se atiça... CHIÇA...  Sherpas!!!...