... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
... a arte!!!...
… a arte,
existe em toda a parte,
numa minúscula borboleta,
quando voa,
volteia,
num versículo qualquer,
num tremendo disparate,
como se pensa,
como se quer,
numa elegante senhora,
quando dança,
passeia,
numa labareda enorme que incendeia,
num mau bocado,
num triste fado,
num discurso influente,
perante multidão pendente,
nas mãos dum malabarista,
dum vulgar carteirista,
num clarão,
num repente,
ilusão
que se sente,
alma de tanso, de artista,
quando,
convicto do feito,
recreia o pensamento,
embevece-se a seu jeito,
tal como vejo,
como penso,
sem mácula… sem defeito!!!... Sherpas!!!...
existe em toda a parte,
numa minúscula borboleta,
quando voa,
volteia,
num versículo qualquer,
num tremendo disparate,
como se pensa,
como se quer,
numa elegante senhora,
quando dança,
passeia,
numa labareda enorme que incendeia,
num mau bocado,
num triste fado,
num discurso influente,
perante multidão pendente,
nas mãos dum malabarista,
dum vulgar carteirista,
num clarão,
num repente,
ilusão
que se sente,
alma de tanso, de artista,
quando,
convicto do feito,
recreia o pensamento,
embevece-se a seu jeito,
tal como vejo,
como penso,
sem mácula… sem defeito!!!... Sherpas!!!...
... brincadeiras e... jogos!!!... (antiga)
...o tempo passou e pouco ficou, só a saudade, só a recordação, só o lembrar do nosso companheiro de tropelias, o nosso cão... o cão que animou tantos momentos familiares, o que se divertiu e nos divertiu, também, o fiel amigo, o companheiro... o cachorro brincalhão, sempre pronto a entrar em acção, sempre pronto a perdoar o que lhe fazíamos, levados pela inocência, pelo entusiasmo... o velhote ronceiro, agora, enroscado a nossos pés, cansado, entristecido, quase posto de lado pelos que, já não jovens, mais crescidos e com outros entretenimentos, outros entusiasmos, outras brincadeiras, os que quase o ignoram, embora não o esqueçam, nem tão pouco aos bons bocados que nos proporcionou:
- Um cão que salta e brinca/uma criança que o desfruta/um latido, um ganido que fica/um pulo, um simulacro de luta/satisfação plena dos dois/ naquele jogo consentido/amizade que perdura, depois/dum para outro amigo/na brincadeira, nos pulos, na alegria/no gosto que os mantêm unidos/neste, noutro e noutro dia/de dois seres compreensivos/jovens e abençoados/comungando todos os prazeres/dois amigos, dois seres/bem juntos, identificados/mas, o tempo passa/o menino foi crescendo/o cão já não salta, já não caça/a amizade foi esvanecendo/o rapaz já não brinca/o cão já não corre/ronceiro, fica e dorme/amolengado, velho e lento/olha, por vezes, o companheiro/dum passado, menos cinzento/mais brilhante e prazenteiro/quando o tinha, por inteiro/ao rapaz que era menino/ amigo de brincar/bem pequeno, pequenino/quando podia saltar/correr, brincar e ganir/gozando o prazer da companhia/do seu amigo, com alegria/quando era pujante e cachorro/quando latia e ladrava, em coro/com as palavras e gritarias/do pequeno, das alegrias/do menino que já cresceu/do amigo que já perdeu...
...brincadeiras e jogos, jogos e brincadeiras, uma dualidade interessante entre as quais se vai desenrolando o filme, o da nossa vida...é verdade, entre brincadeiras e jogos, nos vão comendo o coco porque, quando nós brincamos ou jogamos, vá que não vá, o pior é quando brincam connosco e, ultimamente, têm-no feito à tripa forra, baseados na tal maioria, a da tal coligação esquisita que nos arranjaram, a que nos caiu em cima, a das amplas promessas que se transformaram em, ainda mais amplas mentiras, para nosso mal, para mal dos que pagam as favas, os de sempre...enfim, lá nos vão prendando com uns joguinhos de futebol e, entre o Porto, o Benfica e o Sporting, a malta vai-se divertindo e...até esquece, ou faz por isso...não sou devoto da bola, não sou fã de Figos e outros que tais, não gosto de futebol de bancada, pratiquei-o, quando catraio, com outros da minha idade e...gostava, aliás como todos ou quase todos mas, por mais que tente, não consigo compreender, nem tão pouco aceitar, os milhões e milhões com que se vendem e compram homens do futebol, nova escravatura, escravatura doirada, inclusivé em países terceiro mundistas ou quase, como o nosso e outros, onde os problemas sociais se mantêm, graves, muito graves, com situações de miséria e pobreza, aos pontapés, enquanto, esses meninos, os dos pontapés na bola, auferem como uns príncipes, dão a ganhar outro tanto aos técnicos das técnicas e das tácticas, aos que arbitram as partidas e a uma série de parasitas que, tal como moscas, volteiam e encaixam bastante, com contas dúbias e discutíveis(segundo disseram e... calaram, nos média)...mas, quem sou eu, um vulgar e anónimo cidadão, insignificante, perante situações de tão elevado gabarito a quem, toda a Nação, devota tamanho carinho e pastaréu a rodos, descurando o essencial, o necessário, ao comum, ao desprezado, ao ignorado, ao que vota e que, só nesse dia, interessa aos políticos???...Não brinquem mais connosco e deixem-se de futebóis porque, há COISAS muito mais importantes, para Portugal e para os portugueses...respeito quem gosta, é como tudo, se todos gostassem do amarelo o que seria do encarnado???...
- Um cão que salta e brinca/uma criança que o desfruta/um latido, um ganido que fica/um pulo, um simulacro de luta/satisfação plena dos dois/ naquele jogo consentido/amizade que perdura, depois/dum para outro amigo/na brincadeira, nos pulos, na alegria/no gosto que os mantêm unidos/neste, noutro e noutro dia/de dois seres compreensivos/jovens e abençoados/comungando todos os prazeres/dois amigos, dois seres/bem juntos, identificados/mas, o tempo passa/o menino foi crescendo/o cão já não salta, já não caça/a amizade foi esvanecendo/o rapaz já não brinca/o cão já não corre/ronceiro, fica e dorme/amolengado, velho e lento/olha, por vezes, o companheiro/dum passado, menos cinzento/mais brilhante e prazenteiro/quando o tinha, por inteiro/ao rapaz que era menino/ amigo de brincar/bem pequeno, pequenino/quando podia saltar/correr, brincar e ganir/gozando o prazer da companhia/do seu amigo, com alegria/quando era pujante e cachorro/quando latia e ladrava, em coro/com as palavras e gritarias/do pequeno, das alegrias/do menino que já cresceu/do amigo que já perdeu...
...brincadeiras e jogos, jogos e brincadeiras, uma dualidade interessante entre as quais se vai desenrolando o filme, o da nossa vida...é verdade, entre brincadeiras e jogos, nos vão comendo o coco porque, quando nós brincamos ou jogamos, vá que não vá, o pior é quando brincam connosco e, ultimamente, têm-no feito à tripa forra, baseados na tal maioria, a da tal coligação esquisita que nos arranjaram, a que nos caiu em cima, a das amplas promessas que se transformaram em, ainda mais amplas mentiras, para nosso mal, para mal dos que pagam as favas, os de sempre...enfim, lá nos vão prendando com uns joguinhos de futebol e, entre o Porto, o Benfica e o Sporting, a malta vai-se divertindo e...até esquece, ou faz por isso...não sou devoto da bola, não sou fã de Figos e outros que tais, não gosto de futebol de bancada, pratiquei-o, quando catraio, com outros da minha idade e...gostava, aliás como todos ou quase todos mas, por mais que tente, não consigo compreender, nem tão pouco aceitar, os milhões e milhões com que se vendem e compram homens do futebol, nova escravatura, escravatura doirada, inclusivé em países terceiro mundistas ou quase, como o nosso e outros, onde os problemas sociais se mantêm, graves, muito graves, com situações de miséria e pobreza, aos pontapés, enquanto, esses meninos, os dos pontapés na bola, auferem como uns príncipes, dão a ganhar outro tanto aos técnicos das técnicas e das tácticas, aos que arbitram as partidas e a uma série de parasitas que, tal como moscas, volteiam e encaixam bastante, com contas dúbias e discutíveis(segundo disseram e... calaram, nos média)...mas, quem sou eu, um vulgar e anónimo cidadão, insignificante, perante situações de tão elevado gabarito a quem, toda a Nação, devota tamanho carinho e pastaréu a rodos, descurando o essencial, o necessário, ao comum, ao desprezado, ao ignorado, ao que vota e que, só nesse dia, interessa aos políticos???...Não brinquem mais connosco e deixem-se de futebóis porque, há COISAS muito mais importantes, para Portugal e para os portugueses...respeito quem gosta, é como tudo, se todos gostassem do amarelo o que seria do encarnado???...
sábado, 5 de setembro de 2009
... era uma vez!!!...
… era uma vez,
num cantinho de lazer,
uma figura que… se fez,
um ter de ser,
não levava nada a mal,
brincava, cantava,
figura virtual,
não se vinculava,
não o fazia por mal,
limitava-se, a escrever,
para… se entreter!!!...
… era uma vez,
uma sombra passageira,
misto de coisas, talvez,
mui distintas, diversas,
sem eira, nem beira,
tendo vias… mui dispersas,
sem prisão, sem fronteira,
saltitante… com emoção,
tendo o Mundo na mão,
pensava, prepotente,
triste ser… triste gente!!!...
… era uma vez,
uma insignificância,
isolada, convencida,
de tão pouco… jaez,
com alguma jactância,
elevada, diminuída,
numa contradição perfeita,
consoante a própria vida,
já perdida, de vencida,
consolada… quando eleita,
vezes por outras,
virtualidades loucas,
insensatas, ridículas,
caricatas… partículas!!!...
… era uma vez,
deixou de ser, talvez,
entre tanta figura anónima,
mais uma, homónima,
na identidade escondida,
pérfida, ínvia… temida,
controversa,
adversa,
descontrolada, esfuziante,
pensativa, calma… insignificante,
quando se pára, repara,
que não é coisa rara,
que é uma coisa qualquer,
homem, mulher,
quando escreve, prosando,
quando poetisa, escrevendo,
pensando, gozando,
rindo, chorando… gemendo,
passageiro, afinal,
coisa pouca… virtual!!!... Sherpas!!!...
... eixo rebaldeixo!!!...
... é cíclico, acontece após alguns milhares de anos,
sempre assim foi, afirmam convictos,
os científicos,
o eixo imaginário deslocou-se um pouco,
o anticiclone dos Açores já não protege,
foi mais para o Atlântico Norte,
com certezas, com enganos
tentam justificar este Mundo louco,
nas rotações que se sucedem,
nas translações que acontecem,
tal como quem leva um murro nos queixos,
maxilares que se deslocam,
enxurradas que se abatem em Países europeus,
formiguinhas desvalidas,
quantas mortes, quantas feridas,
não há providência de Deus,
cruel destino que tudo arrasta,
sem oração, sem graça,
facto consumado que nos destroça,
quando nos toca, quando nos roça,
não se ajustam, não se colocam,
funcionam com desperfeitos
evidência que apavora,
gritos, lágrimas de quem chora,
alguma indiferença por parte de quem não pensa,
aceitação dum Inverno em pleno Verão,
desde há décadas que se não via tal inversão,
como numa brincadeira qualquer
quanto a eixos, rebaldeixos
eles furam, enterram, exploram,
buscam, sugam, explodem, investigam,
instigam, estudam, analisam,
preenchem compêndios inteiros,
desfazem no que já sabiam,
aprendem novamente,
sabedores, quase certeiros,
pobre daquele que mente,
conhecimentos vagos, falhos,
quantas pragas, guerras, ralhos,
somos assim, somos gente,
fazendo o que se bem quer,
investigando como criança
numa horrível contradança,
temperaturas que queimam,
matam plantas, animais,
humanos também, como iguais,
sopram calores intensos, ingerem líquidos, mergulham
esbaforidos,
sentem-se mal, quase perdidos,
nunca tal coisa se viu,
que saudades do tempo frio,
incêndios avassaladores, ineptos, quando chamados,
bombeiros apalermados,
aviões que espargem águas, desastres,
quedas bruscas, mortes enquanto ajudas, enquanto buscas,
velhos desprotegidos,
vítimas duma situação criada por abusos,
por lucros,
em desarmonia consertada
não ligando mesmo nada,
ganhos duma selvajaria que se chama economia,
produção em quantidades portentosas,
desperdícios, lixos, coisas,
coisas, lixos,
desrespeito pelo que estava perfeito,
atitudes calamitosas,
sociedades de luxo, acomodadas, despreocupadas,
estrépitos, guerras pavorosas,
experimentação do que se esquece,
aproveitação duma energia que se desconhece,
todo um lodo escuro, transformado,
utilizado,
alquimia diabólica
de básicos, engendrando complexos produtos,
podres os frutos,
carnes que consomem carnes,
tumores malignos,
indignos,
dando encontrões em profundidade,
nos cumes mais elevados
ignorando a realidade
desequilíbrio,
pesporrência de quem se julga dono de tudo,
cabeças ocas, sem ocorrência,
crédito absoluto numa ciência,
de acasos que se acumulam,
que desculpam,
eixos fora do sítio, períodos cíclicos,
anticiclone dos Açores,
como numa brincadeira qualquer,
quantas dores,
deslocação provável que ocorreu
mais para Norte do Atlântico,
não protege o que protegeu,
tudo inundou, tudo ardeu,
confusão que gera,
algo se espera,
interrogação permanente,
mal de todos... pobre gente,
quanto a eixos,
rebaldeixos,
quando lhes toca, quando lhes roça,
asneira grossa,
flores que surgem na altura menos própria,
abelhas em desvario,
frutos maduros, pólen inexistente,
estação que passa, gera desgraça,
acomodatícios,
sem honra, sem brios,
seres que acusam, sobrevivem no engano,
conhecimentos que não possuem,
justificações de quem não tem
mão no que lhes toca,
quando lhes bate à porta,
todos de rostos virados!!!... Sherpas!!!...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
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