sábado, 14 de junho de 2008

... as gordas com... a EUROPA, às voltas!!!...

... bairro de lata!!!...



... já me imiscuí por paragens dantescas de miséria,
olfactei odores pouco agradáveis,
chusma de excluídos, maleita séria,
vi cenas de pobreza extrema,
passei por barracos feitos de chapa, de latão, de cartão,
cirandei pela sala principal destas gentes,
a rua que os abriga,
doença grave que se não cura, sempre na mesma,
o esgoto que corre bem ao meio,
de fome,
grande barriga,
regato onde brincam crianças quase nuas,
sorridentes com todos os dentes,
cabeças à chuva, ao vento, ao sol,
sociedade desconforme,

apesar da boa intenção,
proferida por quem governa, que afirma,
ridículo encartado,
quando se perfila
perante os que lhe dão relevo,
mavioso enlevo,
qualquer câmara de televisão,
pasquim com tiragem suficiente, orquestração,

homens sentados, velhos, novos,
batendo cartas, pensativos,
trapos que são lavados em águas sujas, ali à porta,
gestos repetitivos,
som que se atira, mais forte, estridente,
chamamento, ameaça,
gritos aflitivos,
lancinante apelo a um Deus que ignora
quem sofre, quem pena, quem chora,

uma risota, uma chalaça,
encolher d´ombros,
aceitação,
passar do tempo naqueles escombros,
ruinhas estreitas, amontoado d´almas,
fumaça que se solta dum braseiro aceso,
sardinha assada, pequeno acervo
para tanta boca à mingua,
saliva na boca, papila que lembra, ponta da língua,
dali emerjo,
afluo,
recuo,

sítios parecidos, favelas que se aglomeram,
pessoas que esperam
quando desesperam,
sorte ou destino que se abate,
fúria que arrasta,
tortura que mata,
chuvada que passa,
rio que engrossa, lençol lamacento que se estende,
submerge o que encontra,
se mostra na montra,
milhares que se apagam,
rostos inexpressivos
mais mortos que vivos,
sombras indefinidas tão desvalidas,

são corpos, são mortos
de fome, plenos de desgraça,
foice que cega, terrífica que... passa,

sempre assim foi, continuará sendo,
não se importando, lá vão,
enquanto, gemendo,
desvalidos se encostam aos montes,
lugares perdidos pelos continentes,
sobras, restos,
horrendos manifestos
duma civilização que se perdoa
quando entoa
oração a preceito, num templo,
evoca ou avoca em seu proveito,
esquecendo defeito,
aquilo que vejo, agora contemplo,

memória que fica,
passagem que marca,
fúria que sinto num bairro de lata!!!... Sherpas!!!...

... balelas!!!... (antiga)

…quando me tocam nos trapinhos, não me importo… indeléveis pergaminhos, fraldas de camisa, mostro-a toda, à dita!!!... Sou pródigo no mostrar… tanto, como no escrevinhar, cioso com certos termos, com expressões, muito minhas… dão-me alegria, proporcionam-me gozo, quando as repito, até à exaustão, pois então!!!... Repetitivo… admito!!!...

…balelas, meu caro… não me vou com elas, é evidente!!!... Conhecer-me… ná!!!... Gostaria mas, para isso… teria de ler muita coisa minha, neste e em muitos outros fóruns mais, de há três, vai para quatro anitos, para cá… talvez!!!... Nuns… fui perseguido, denegrido, amesquinhado, enrolado com suspeições de treta, por intermédio duma coisa escura, negra, medonha e, pelos vistos, insisti, persisti, cá me encontro, continuo, igual a mim mesmo, como sempre fui, tal e qual!!!... Estou mostrando a fralda… da camisa, de livre e espontânea vontade, pura verdade!!!...

… dou-lhe pistas, se as quiser… basta indagar, para me conhecer, afinal!!!... Havia um fórum libertíssimo, sem barreiras, sem fronteiras, sem empecilhos… o da T.S.F., na Internet, o que fecharam, não sei porquê!!!... Muito para lá escrevi… respeitando, respeitando, sempre!!!... No fórum da Visão… também participei, por lá andei, encontrei monstros, muito piores do que o Mostrengo, estou a ser justo, soube suplantá-los, coloquei-os no lugar devido, abandonei… porque era coartado, não gosto!!!... No da SIC davam prémios, punham-nos em relevo, ao longo duma semana, em evidência!!!... Ganhei uma resma deles, por lá conheci, tanto como no da Visão… alguns dos que por aqui pululam… tive um pesadelo, uma coisa escura e negra, péssima, lodosa, medonha, como já disse atrás… levantou-se uma confusão, à qual fui, completamente alheio e… terminou, acabou!!!... Paralelamente a este, o do Sapo… por gosto, por afeição (…quer dizer simpatia, está bom de ver!!!...), além dos blogs, individuais, muito meus, partilho outros fóruns, no momento, agorinha mesmo!!!... Estou mostrando os meus trapinhos… indeléveis pergaminhos, cheio de boa intenção!!!...

… encontrei, em campos adversos, com ideias contrárias às minhas, pessoas íntegras, respeitáveis, sabedoras profundas do que escreviam!!!... Alguns… abusavam, com gráficos, com estudos, com citações de falecidos!!!... Enfim, desapareceram!!!… Por vezes, tenho saudades deles, quiçá!!!... Está a ver… para me conhecer, teria de ler, muita escrevinhadela minha!!!... Era obra!!!... Há quem desista… ao fim de 2 ou 3 mil comentários reduzidos, por considerarem muito!!!... Nunca os contei mas, pelo que tenho, pelo que guardei… coerente comigo próprio, sem mentiras, sem lamas, sem ser corneta de ninguém, devo ter, bem grandes, imensos… mais de dez ou doze mil!!!...

… seria tarefa árdua, pesada… com muitas reticências, com muitas lamúrias, entediantes, como escreve, como diz!!!... Todas elas, as referidas… baseadas na realidade, mais que verdades, dúvidas que, com o tempo… se concretizaram, me deram a razão!!!... Não sou bruxo, não acredito neles… mas que os há, calculo que sim, como dizem e escrevem os espanhóis, à maneira deles, é evidente!!!...

… em relação ao Santana, ao Sócrates… não pretendo ir por aí, talvez me excedesse em relação ao mulherio!!!... Julgava, por mim penso… dar-lhe galões, no grupo a que pertence, o das toiradas, o dos fados, o dos garanhões (… com respeito… sem partilhar dessas ideias, confesso!!!...)!!!... Se ofendi, faço como ele… peço desculpa (… não sei… se já pediu!!!...)!!!... Penso que as pessoas, com o que têm… fazem, em liberdade, o que muito bem entenderem!!!... Não deixam de ser… o que são!!!... Ponho um ponto… na questão!!!... Com lamas, com tramas… não me entendo, não compreendo!!!... Muito mais escreveria mas… mais balelas, as minhas, tal como as do Mostrengo, por muitas que fossem, não adiantaria!!!... Por aqui… me quedo, por enquanto!!!...

… quanto a iluminados, convencidos e outras coisas mais… são despropósitos, sem fundamento algum, quanto a mim!!!... Sobre os fujões… sei que é difícil de engolir mas, fugiram os dois!!!... O Zé Manel Barroso, nas suas funções… só se beneficiou a ele próprio, colocou atrás das costas, carradas de problemas, um País em recessão e… obsequiou, como só ele sabe, um amigo (???...)!!!... Guterres, pelo incómodo provocado por uma oposição de terra queimada, a de Durão, ainda me lembro… fez o mesmo, pois então!!!... Não há voltas a dar… ao que aconteceu, nem com loas, nem com mentiras, nem com lamas, nem com tramas, é evidente!!!... Enfim… coisas do camano!!!... Sherpas!!!...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

... as gordas com... lockout incontrolado!!!...

... de mãos dadas!!!...




… de mãos dadas, naquele planalto,
bem no cimo, olhando o horizonte,
difícil acesso, inverso,
quando subindo, um excesso,
esforço penoso, calculado,
já pensado, cá em baixo, desejo,
antevisão da amplidão, lá do alto,
doce sensação, ambição, anseio,
mal me vejo, quando penso,
contigo ao lado, doce enleio,
vontade que faço, enquanto ascendo,
subindo, ajudando, sorrindo,
de socalco em socalco,
vamos indo,
descansando, penando, sofrendo,
esforço voluntário, objectivo,
atingindo o cume, chegando ao cimo,
olhando a planura que se estende,
que se prolonga, se prostra, se rende,
nos reduz, num contraluz,
diminui, pela grandeza,
pela beleza que nos inunda, realeza,
num trono natural, buscado,
depois de elevados, conduzidos,
de mão na mão, bem unidos,
embevecidos, lugar conquistado,
Paraíso… encantado!!!...

… acolhedor, ponto, referência,
pedaço de terra, monte, altura,
planura quase inacessível, atingível,
esforço que se comete, exigência,
com que dificuldade, agrura,
empreendimento custoso, visível,
satisfação plena, isolamento completo,
longe de tudo, fora do Mundo,
sossego que nos rodeia, repleto,
males que afasta, esquece,
ódios e guerras, invejas, soberbas,
tudo se esbate, desaparece,
do alto onde subimos, terras ermas,
paragens de sonho, bem elevadas,
somos Deuses, somos superiores,
por instantes, simples nadas,
tão iguais… tão inferiores!!!...

… conquistámos os céus, chegámos bem alto,
de degrau, em degrau,
subindo, com gosto,
num entardecer, o Sol quase posto,
vimos a Terra, pintada a esmo,
tudo no sítio, espalhada no horizonte,
num planalto bem ermo,
afastados do caos, bem longe,
dos males que nos afligem, perseguem, até,
que nos instigam, massacram,
nos tiram a fé,
arruínam, arrasam,
pestilentos, controversos,
destroem, trucidam, matam,
insensíveis, sangrentos,
quereres de vulto… por teres, espaventos,
por tristes momentos!!!... Sherpas!!!...