... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
sábado, 12 de janeiro de 2008
... das profundezas!!!...
… das profundezas mais recônditas,
das entranhas mais inóspitas,
como um rugido lancinante,
ruído intenso, quando gritas,
som esquisito, mirabolante,
revolta imensa que te agita,
te enraivece, não esmorece,
pela impotência que te acomete,
quando te julgas débil, fraco,
perante tudo que acontece,
pânico, temor, mais um facto,
golpe certeiro no que pensas,
mesmo que queiras, quando intentas,
no momento, logo no acto,
escrevendo teu desconforto,
com desânimo justificado,
neste cantinho atrasado,
jardim dos belos efeitos,
com bolas, acometimentos,
carambolas e sentimentos,
albergando tantos defeitos,
couto privado, mal parado,
quinta privada de alguns,
tantas vezes… desgovernado!!!...
… enrouqueço, não me esqueço,
lembro a todo o instante,
o que vejo e desmereço,
quadro sujo, degradante,
político que se não cuida,
que vomita triste sentença,
que se refugia, acusa,
ignorância sem cabeça,
língua desatada, desboque,
figura, sem rei nem roque,
bobo sem graça bastante,
ridículo, extravagante,
rei de ilha bem formosa,
única flor não cheirosa,
pérola atlântica, perdida,
tão comprada… tão vendida!!!...
… mais me espanto, confesso,
como se atura um possesso,
como se permite um desvario,
mais me revolto e apouco,
perante um bobo, um louco,
ataque forte, desafio,
por alturas de tanto fogo,
com revoltas de tanto Povo,
chaga que volta de novo,
maleita que se instala,
boca que vocifera, não cala,
passividade de quem governa,
receios, culpas, castigos,
ajuntamento com amigos,
sorrisos, convencimentos,
instalado que se aferra,
que rejeita os inimigos,
com turvos, tenazes intentos,
petrificação no lugar,
futuro a… perpetuar!!!...
… não me contenho, enraiveço,
quando débil, fraco, desmereço,
grito com todas as forças,
bem do fundo, das profundezas,
inóspitos lugares, mirabolantes,
perante figuras tão estranhas,
deselegantes realezas,
caricatas… extravagantes,
mantendo tudo, como dantes,
entretenimentos diversos,
fogos vários, diversos,
palhaços que fazem rir,
quando dão bocas… mandam vir!!!... Sherpas!!!...
... da vida!!!...
… mulher objecto, prostituta,
mulher que se espelha, devoluta,
que se ocupa, dom do feitiço, mistério do afecto
que permuta
na sua luta,
sedução seduzida,
mulher rameira
tão produzida, ali à beira,
tão reduzida,
desprezível nos seus enganos,
tristes encantos,
prebenda de pernas abertas,
prostíbulo ambulante,
possui recantos que são valias,
olhos que são janelas,
brilhos que são lanternas,
vermelhos vivos apelativos,
finos traços que estão cativos,
colinas que são desejos
cumes que não se alcançam
quando clamam,
mostram, quando chamam,
compram na altura,
na entrega, na rotura,
sereno enlevo,
ânsia, posse de quem soçobra,
rende
sob abrigo dum abraço, dum beijo,
tristezas, loucuras, alegrias,
mulher que sobra,
mulher que esquece,
mulher que vende,
mulher negócio,
mulher prazer,
mulher de ócio,
mulher da rua,
mulher esquecida,
corpos que provocam,
vendidos,
na esquina onde se colocam,
incitamentos,
entrega total, oferenda consentida,
ruína que desmorona
templo que foi beleza,
esquecimentos,
indignas do que possuem,
intuem,
mulheres da vida,
rendibilidade do que lhes deram quando nadas,
embevecidas perante o que lhes vem,
bem dotadas,
atributos que avultam porque lhes convém,
vida fácil de encantamentos,
gozo, prazer, lascívia que troca,
vende,
quando rende,
dinheiros que compram corpos,
pervertem destinos, traçam caminhos,
tão vivos, prometedores,
não mortos,
flores de todos, deusas do momento, formosuras,
posturas,
por quase nada se mata, conquista, mente,
mau final de muita gente,
ciúme cruel, absoluto querer duma mulher
que não é sequer
o que pensa, o que quer,
ignara criatura
que se explora enquanto dura,
sabe-o bem,
quando sobrevive, tem
ignoto mundilho de sarjeta
na escura noite que se adensa,
que não inventa, sustenta,
quando calcorreia, pensa,
desprezo com que é tratada
por quem a escraviza,
não suaviza,
incendeia paixão,
como maldição que aglutina doce sabor
com amargor,
explosão que deflagra,
arruína padecimento de amor
de quem seja,
quando sobeja,
flutuando em oceano de interesses,
benesses,
revezes,
objecto tão abjecto que desfeia,
não permeia quem acorre,
rendida perante encantos,
com dádivas, com cantos,
nos sombrios recantos
da vida que entrega
na refrega natural que tem com alguém,
quando se tem,
meretriz com chulo adequado,
em qualquer lado,
amado... detestado!!!... Sherpas!!!...
mulher que se espelha, devoluta,
que se ocupa, dom do feitiço, mistério do afecto
que permuta
na sua luta,
sedução seduzida,
mulher rameira
tão produzida, ali à beira,
tão reduzida,
desprezível nos seus enganos,
tristes encantos,
prebenda de pernas abertas,
prostíbulo ambulante,
possui recantos que são valias,
olhos que são janelas,
brilhos que são lanternas,
vermelhos vivos apelativos,
finos traços que estão cativos,
colinas que são desejos
cumes que não se alcançam
quando clamam,
mostram, quando chamam,
compram na altura,
na entrega, na rotura,
sereno enlevo,
ânsia, posse de quem soçobra,
rende
sob abrigo dum abraço, dum beijo,
tristezas, loucuras, alegrias,
mulher que sobra,
mulher que esquece,
mulher que vende,
mulher negócio,
mulher prazer,
mulher de ócio,
mulher da rua,
mulher esquecida,
corpos que provocam,
vendidos,
na esquina onde se colocam,
incitamentos,
entrega total, oferenda consentida,
ruína que desmorona
templo que foi beleza,
esquecimentos,
indignas do que possuem,
intuem,
mulheres da vida,
rendibilidade do que lhes deram quando nadas,
embevecidas perante o que lhes vem,
bem dotadas,
atributos que avultam porque lhes convém,
vida fácil de encantamentos,
gozo, prazer, lascívia que troca,
vende,
quando rende,
dinheiros que compram corpos,
pervertem destinos, traçam caminhos,
tão vivos, prometedores,
não mortos,
flores de todos, deusas do momento, formosuras,
posturas,
por quase nada se mata, conquista, mente,
mau final de muita gente,
ciúme cruel, absoluto querer duma mulher
que não é sequer
o que pensa, o que quer,
ignara criatura
que se explora enquanto dura,
sabe-o bem,
quando sobrevive, tem
ignoto mundilho de sarjeta
na escura noite que se adensa,
que não inventa, sustenta,
quando calcorreia, pensa,
desprezo com que é tratada
por quem a escraviza,
não suaviza,
incendeia paixão,
como maldição que aglutina doce sabor
com amargor,
explosão que deflagra,
arruína padecimento de amor
de quem seja,
quando sobeja,
flutuando em oceano de interesses,
benesses,
revezes,
objecto tão abjecto que desfeia,
não permeia quem acorre,
rendida perante encantos,
com dádivas, com cantos,
nos sombrios recantos
da vida que entrega
na refrega natural que tem com alguém,
quando se tem,
meretriz com chulo adequado,
em qualquer lado,
amado... detestado!!!... Sherpas!!!...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
... balada!!!... (antiga)
... era para sair ontem... no domingo passado!!!... Não deu, vai agora!!!...
... deram chuva para o fim do dia, saiu o contrário... radioso e limpo, convidativo!!!... Aproveitei e lá fui até ao “calçadão” da Costa da Caparica, pequena homenagem à grande comunidade brasileira que por ali vive, ver o mar, sentir o cheiro, alargar a vista, matar saudades, misturar-me com o gentio em dia de descanso que por ali ciranda para diante, para trás, cumprindo promessa, dando exercício ao corpo, insuflando o coração, aliviando o stress, quiçá!!!...
... sabia que o POLIS estava emperrado mas... logo após as marés vivas, inundações e manifestações, incómodos permanentes, notícias que deram brado, algo mudou de Março de 2007 para cá!!!... Honra seja feita a quem de direito porque... já se vai vendo, tapete novinho em folha, uma perfeição no paredão, seguido duma reentrância pronunciada antes dum muro forte e resistente que aguente novas arremetidas do nosso “amigo”, homens de mar que somos!!!... Estruturas de edificações arrojadas e modernas, pelo desenho estampado nos anúncios do dito projecto de recuperação das zonas de praia urbana e adjacentes!!!... Já dá para ver... fiquei contente!!!... A Costa, praia dos alfacinhas pela proximidade... irá ser coisa boa, certamente!!!... As velhas casas de madeira da sempre lembrada “balada da praia dos cães” de José Cardoso Pires... vão sendo banidas, aos poucos!!!...
... apesar da molesta e sempre presente ASAE, tão diligente... os restaurantes mais conhecidos, Bento e Barbas, lá continuam na sua faina, resolvida a questão!!!... Esplanadas improvisadas vão servindo como sempre... alguns vendedores ambulantes, em número menor, especialmente de frutas exóticas, de castanhas assadas, pouco mais!!!... Mulheres, homens, crianças e cães de companhia... soltos ou à trela, numa verdadeira procissão, uma imensidão, alguns ciclistas jovens, radicais nas ondas, pescadores à linha nos pontões, esporões, misturados com os mirones, mar chão, meiguinho como animal dócil, espelhante perante Sol de Outono, temperatura na conta!!!... Há momentos que são... verdadeiros encantamentos!!!... Deu para descontrair, fugir à rotina, respirar a plenos pulmões!!!...
... de saída, passando pelo Fórum de Almada... pensando numa empada, num refresco em sossego, tentei entrar, não deu!!!... Definitivamente, modo de vida dos portugueses... a ida ao Shopping em massa aflitiva, compacta, gentio em desvario!!!... Como mais um, normal e corrente, não tive cabimento... desta vez!!!... Dei meia volta, entrei na auto-estrada... parei num café onde satisfiz meus apetites!!!... Enfim!!!... Para mim, regressando a casa... dia igual a tantos outros, para certas gentes pobres e carentes, vidas difíceis, incertas e mal pagas, sacrifício da... própria vida!!!... Sherpas!!!...
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