quinta-feira, 22 de novembro de 2018

... un vino tinto!!!...

... pacatamente, 
sentado,
vendo passar quem passa,
na mesa, 
refresco adequado,
calor berrava tão alto,
pausa,
extensa avenida, caminhada,

era uso, 
costumança, estava em nós,
como sempre,
quantas épocas passadas,
lembranças me batem à porta,
não importa,

o tempo pula,
avança, mais idoso, outros hábitos,
conformado, 
vivo, bem acompanhado,

quanta incongruência à solta,
vontade enorme de denunciar,
isolado,

gritando como louco,
em surdina, poupando ouvidos alheios,
escrevendo, 
quando me proponho, sendo,

dia diferente, quase promessa, 
repetição,
nublado, com chuva,
ano sim, ano não, no mesmo local,

fome que se anuncia, tapa adequada
com um “vino tinto” de boa colheita,
cheiro, 
como um “ connaissance ” que aprecia,

sabor frutado, 
maturado, vinho velho, assente,
que bem me sabe,
repetirei, com gosto, conforto,

recordo copo de três, era uma vez,
na tasca do Maravilha,
não por mim,
homens rudes, convívio,
menino ainda, barulho de taberna,
tugúrio, luz pardacenta,
porta aberta, refúgio, 

olhando, 
olhando, cheiro a cigarros,
bebedeiras tremendas,
vazão de tarefa dura, descanso,
escarro atirado para o chão,
palavrão, vozear constante,
cheiro a vinho, aguardente,
quanta gente, diferente,

deu para confraternizar,
descansar as pernas, tomar fôlego,
incentivar, um pouco, promessa, recreação,
repetição,

horas que desgastamos
numa avenida conhecida, cidade irmã,
aqui ao lado, castelhana lhe chamam,
algo nos inebria,
movimento, 
encontro imprevisto, outro dia,
conversa casual,
já vivido,  já visto...

sucedâneo de imagens
prédios nobres, 
futebóis no Bernabéu, sem banzé,

folgança,  alguns tifosos
que batem “chapa “ à CATEDRAL,
poses estudadas, longas passadas, 

sem interrupção, ao lado, de soslaio,
vislumbro,
não me arrumo, não gosto, 
deprecio,
queda no caminho, um pontito,

nada de especial sequer,
para quem quer,
respeito, meu jeito,

despego,  continuo avenida acima,
grupo que se arrima,
barulhento, normal, idade propícia,
vendaval colorido, rasgões nas calças,
cabeleiras diferenciadas, 
festival, festa, diversão, criançadas, ilusão,

velho alquebrado que arrasta,
casal apaixonado, chuva incómoda que continua,
na rua,
guarda-chuva protector,

ilusionado, devorando distância
um bom bocado,
andado,

colhendo imagens,
trocando pareceres,
comparando com ano anterior,
mesmo espaço,
o que nos faz correr, 
andar,
olhar prédios, outros seres,
seja onde for,
pergunta que me faço,

entre outras mais,
sem sentido, enquanto vivo,
sonho acordado, por tanto lado,

qual a razão, momento a momento,
preocupação,
mais velho, experiente,
bem instalado, comendo o tempo, 

fazendo por isso,
repetindo,
fazendo o feito,
costume, usança, defeito,
indo, indo... Sherpas!!!...

sábado, 8 de setembro de 2018

... segredo!!!...


quanto ao colectivo, gregário que somos, ajuntamento,
a coisa pia mais fino,
até lhe chamam  segredo d´ESTADO,

individual... 
menos repressivo,

mas, fazer da vida,  um mistério, arrecadar, ter medo, introverter,
caso grave, mui sério,  absurdo total,
tão normal, não tem mal... tão trivial,

acontecimento,  gesto, atitude, maneira de ser, 
ensimesmado,
não aberto... tão fechado,

no humano,  tão natural,
quão diferente... não igual,

calado,  como tumba escura, está errado, doentio,
quando não encontra,  procura, confuso, mau feitio...


falador compulsivo, da verdade faz mentira, burila, finge, deturpa,
esconde... em noite escura,

atoarda ouvidos alheios, escreve, disserta, 
da mentira faz verdade... muitas vezes, não acerta,
diferença tão abissal,

acumular defeito ou virtude, na caixinha que possuímos,
cofre forte, tão débil... complexo,

emaranhado sensitivo, enciclopédico cavername, chispas, raios, fluidos,
correnteza q´abisma, ciência reduzida... conhecimento parco,
pequeno pedaço utilizado,


exames minuciosos, quando entrava, d´ensimesmado,
mais estranho nos tornamos, confusos, calados,
perdidos num oceano d´acasos...

nem demais, nem de menos, equilibrado, na conta certa,
palrador, sem controle, tumba recôndita, 
segredo absoluto...
da vida,  de tudo, neste ou no outro MUNDO, 

como vivos,  partilhamos,
gemendo, rindo... damos,
para receber, com fartura,  alegria ou agrura,

para podermos SER,
pois, 
caso contrário, não somos, deixamos de SER,
já fomos...

em verdade, confesso,
por muito que tente não ofereço,
pecadilhos meus, guardados, bem fundo, não esquecidos, lembrados, com mágoa,
quase a palavra s´entrava,
quando abordo... quando lembro,

recordo,  esqueço,
enterro mais fundo, segredo que me moldou,
fez, como sou...

empequenece, porque o tenho, o tal segredo,
memória não esquece...
persegue,

castiga ou instiga,
guardado fica, cofre forte,
sua sorte...

não sou de segredos em barda, algumas falhas,  na caminhada,
ainda jovem, adolescente...
quase um princípio de gente,
mas, como todos,  inconsciente,

dado momento da vida, coisa feia, coisa sofrida,
arrependimento tardio, sem solução, algum vazio,
acontecimento que fez sofrer...

instituições, regime escolhido, agremiações, liberdade relativa, 
um facto, supera o individual,
tanto aqui,  como em qualquer local,

envolve segurança, normalidade, numa NAÇÃO,
temperança, antes, durante, logo após a eleição,
pura democracia,
com OLHO acutilante, vigia d´algum espião...

ouvidos bem abertos, não vá o DIABO tecê-las, diplomacia feita por experts,
profundidade...
reduzido número de privilegiados, guardiões de bons bocados,
acuidade,
jeito... quanta  e quanta habilidade,

somos governados, somos bando, somos colectivo,
diferença abissal,
constato, admito... 

quanto ao d´amor... segredo íntimo, d´alcova,
ciúme, zanga, desfavor,
raiva, discussão, cara dura, consoante querer ou paixão, quando a coisa até perdura,
melhor não meter a colher,
dar um conselho apenas, seja homem ou mulher,
não tirar ou dar razão, evitar atitudes ou cenas,
tempo, certamente, cura!!!...  

resumindo, há segredos e segredos, uns, que causam afundamento,
depressão...
porque o saco enche e não despeja,
outros, completamente abafados, superados,

e...
os mais elevados, os d´ESTADO, bem melhor não me meter nisso,
não quebre algum compromisso
de vital importância, por acaso, circunstância... Sherpas!!!...

terça-feira, 21 de agosto de 2018

... o GALEÃO pirata!!!...

barcaça recém construída, sem leme, atracada em doca, 
quase seca, bem amarrada, 
ancorada... ainda não acabada,

quanto teme, mar agitado, ondulação forte, indiscritível, seu pânico,
incrédula, na sua sorte, objectivo impreciso, 
tão indefinido... espera,

vai sonhando,  enquanto observa barcos de grandes viagens,
enormes, no tamanho, experiência bem sentida, vagas q´enfrentaram,
quanto... 
e quanto passaram,

pasma, treme, ansiosa,
quão temerosa...

interrogação que se põe, pergunta sem resposta,
assim se posta... cais d´esperança perdida,
curta vida,

sem leme, quanto teme, indiscritível, seu pânico,
terror oceânico...

descrição precisa, d´experientes, bojudos, fortes, ali ao lado,
ufanos...
recordando tempos idos, suas sortes,

não comparando, início duma vida, formação, passos primeiros,
tal como uma barcaça sem leme... adolescente que tanto teme,
ilusão numa profissão, alguns dinheiros, tanto futuro pela frente,

vontade que s´agudiça, cinto que s´aperta, pouca gente,
perante mais sabido, experiente, como pirata, 
um GALEÃO...

recordo, não está morto, permanece na minha lembrança,
vivo... 
tão vivo que m´acompanha, gestos, palavras, feitos,
grandezas  e defeitos,

foi vítima da ganância, por ela, fez outras vítimas,
quanta extravagância, dinheiro fácil, como água... numa fonte,

jorrava...
nada lhe custava,

parece que foi ontem, q´ouvia suas jactâncias, altaneiro, basofão,
embora amigo, como um irmão,
maus princípios, esperto e... desenrascado,
poderia ser o que nunca foi, íntegro, líder nato,

o meu GALEÃO pirata que do NADA, fazendo vítimas,
fez tudo...
sendo vítima da ganância, maus caminhos, maus cuidados,

cara cheia, risonha, como bem o lembro... na cervejaria, coisa fina,
empregados prestimosos
perante,

voz potente, bem alta, não se cala, berra, gesticula,
come, com gula,
mal trinca, engole, devorando o se lhe apraz,
num... tanto faz,

fez tudo,  não tendo nada, fazendo vítimas,
sendo vítima da ganância...

recordo-o,  com saudade, não gostando d´invocar mortos,
mantendo-os vivos na memória,
quanta e... 
quanta estória,

sofreu as passinhas do ALGARVE, como sói dizer-se, sem vergonha, 
puro alarve...
pouca saúde o mantinha,
grande vontade d´usufruir, porque o tinha,
sem receio,

ínvios processos, abusando da confiança, dinheiro, donde provinha,
sua vontade... sua esperança, mau fazer, abusando d´alheio,
num repente,  puro devaneio,

crânio para matemáticas, encontros vários, 
amizade...
sempre bem instalado, mui viajado, compras em desvario,
permanente desafio,

pirata, o GALEÃO, adonado  d´objecto moderno,
bem colorido,
num tempo de preto e branco, peripécias que narrava... perante espanto, 
admiração,
do que me considerava,

pobre barcaça  sem leme,
que tudo desconhece,  tudo teme... ainda,

porque o bom  nem sempre dura,
quando a KOISA s´apura,
GALEÃO isolado, destituído, apeado...

muitas tormentas, bastos percalços,
alguns acasos... 
altos e baixos,

navegação custosa, não formosa, ainda menos do que barcaça,
sem leme, abandonado,
quase carcaça,

estória q´acaba, como a TODOS,  bons e maus, 
GALEÕES ou ARMADAS,
pó,  simples nadas...

enfim... os que da lei da MORTE,
por feitos ou defeitos,
se vão libertando, recordando... respeitando!!!... Sherpas!!!...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

... repentes!!!...

... maus conselhos, precipitações repentinas, vontades alheias,
tamanhas... 
sem sentido, ambições desmedidas, perturbações mentais,
atitudes tão feias,

etilizados ou sem juízo, defeitos impróprios,
causando prejuízo...
danos irreparáveis, lamentáveis, lamentáveis...

males do MUNDO, caracteres doentios,
certos gentios...

pendente de doentes, males profundos, hereditários,
aguentas,  quando os sentes,
fadários...

certo espaço, ao sabor dum louco, dum ser, 
tão pouco... idiota chapado,

locais diversos, dispersos, inimagináveis,
tão detestáveis...

má formação, tradição, costumança,
recuada lembrança...

um repente, minha gente, irracionalidade que causa agravo,
dando na ferradura, 
no cravo... mal que perdura,

maleita que se dimensiona, quase se futura,
sem cura, sem cura...

quando dão a cara, mostram intenções,
falam por falar, arrastam milhões e milhões, 
ascendem ao que não para...

PODER,  pelo PODER,
vida de mordomia, benesse, fantasia, a rodos,
com o que é de todos...

quanta satisfação, sorriso, um ter de ser,
promessa que se não concretiza, afazer, 
sem retribuição...

perdem-se ilusões, mais dura se torna, inferniza,
de qualquer, a própria vida...

quando deparo, reparo,
não paro...
escrevo como quero, mui sincero, nem juiz, nem julgado,
apontando o que nos cabe, 
nos coube...

influência, imensa trave, trovão gigantesco,
simiesco...
respeitando ancestro, que mal nos soube,

escolha dúbia,  sorriso de menino, teima, 
como hino...
canção q´arrasta, destrói, mata, permanente dúvida, apoia quem o faz,
numa indiferença total,
tanto faz...

brincando aos DEUSES na TERRA, fazendo GUERRA sobre guerra,
não ligando ao que se desterra...
ao destroçado, esfacelado, morto, corpo sobre corpo,
destroço,

ruína do q´existia, nos parecia,
local d´encanto... harmonia,

ribombar constante, donos e senhores d´armamento incomensurável,
detestável,
quão poderoso... quão asqueroso,

endemoninhado, alma perdida,
consciência esquecida...
obliterado, vazio, nem pio do inocente,
perante tal gente,
tão,  tão diferente,

sorriso assacanado, ingénuo perpétuo, périplo de mil tropelias,
viagem alucinante...
objectivo preciso, pouco, 
nenhum juízo patriota, por inteiro, quão louco,

meu POVO, primeiro, estória mal contada, mentira que s´atira,
nem pio...
promessa desgarrada, cantiga, desafio,

tão mal cantada,
desdita improvisada...

menos soez, menos degradante, 
habilidade...
ganha por prática acumulada, bom estratega, 
mesmo defeito... dando-lhe o jeito,

nesta,  naquela,  noutra refrega, mortandade,
inverdade,
posteridade...

refazer a HISTÓRIA, deitar abaixo... bonecos levantados, 
exaltações,
hossanas cantados,
aclamações,

despropósitos, inebriamentos  repelentes
atitudes,
grandiloquentes, repentes... Sherpas!!!...


sexta-feira, 29 de junho de 2018

... o alambique!!!...

... como se tratara d´imenso alambique, retorta complexa, 
alongada,
anexa ou... desconexa,
aquecimento excessivo,  irracional,
artefacto letal,

fogueira portentosa, espaço sideral,
fornalha interior,
ocasional,
bem perto,  casa nossa,  diversidade,
quão triste humanidade...

perante amorfo,  permissivo,
matéria diversa,  produtos vários, cores,  hábitos distintos,
ingénuos mas... retintos,

noutro quadrante,  determinado,
processo desajustado,
menos possante, vitimizado...

local cobiçado, mais enriquecido, interioridade profunda,
à superfície,
quando em demasia, inunda adegas com tonéis enormes, destilarias diversas,
dimensionadas  nos quereres,
haveres alheios, 

outros seres... provoca horrores, provoca fomes, confusão endemoninhada,
labiríntica situação, aversão de quem potencia,
desconsidera quem está... viticultor inexperiente, 
inconsciente,

quando s´evidencia, malfeitoria, imposição,
causando dano...  grande aversão...

desatento a fogo que causa, quanta e quanta gente,
matéria, 
como  acha pr´á fogueira, não bastando chama exterior, provocando matança, 
miséria,

quanta dor,

provocando aquecimento inadequado, no interior, sem escape, como panela de pressão,
desmedida fusão,
disparate... sólidos artefactos mortais, considerando como arte,
bombeando em qualquer parte,
destruindo, retirando, matando,

como alambique colossal, fusão que se demasia,
vaporização que s´evidencia,
logo se liquefaz,  condensando,
altamente etílica, inebriante, divina vontade,
enormidade,

apontando DEUSES e SANTOS, calcando matéria incomensurável
d´ignotos, ignaros,
não conspícuos, grandes avaros...

como seus mentores, donos e senhores 
desgastante mortandade, esquecendo leis e tábuas,
muito acima, quantas mágoas...

confusão que gera, um pouco,  por toda a TERRA,
quão aterrador, quão louco, confrontos que produzem chispas,
barulhos ensurdecedores,
ribombares, quase naturais, dimensionados, estertores,
ingénuo viticultor,
alquimista de fraco intelecto, provocador,

atmosfera que circundeia, pressões que s´afrontam, libertação que s´enovela,
retorta, como saída, escape vultuoso, cíclico,
acumulativo,
fornalha exterior, aquecimento excessivo,

fogueiras esparsas, cataclismos repetidos,
cientista de pouca ciência, incompreensão de quem mostra caminho,
sombrio destino,

grandiloquente resultado, incompreensão
da razão, sem razão,
viticultor abastardado, egocêntrico no alambique q´aperfeiçoa,
quando rebenta, quando soa,
quando destrói, quando mata, não perdoa...

retorta que s´alonga por todos os cantos do MUNDO,
escape, 
voracidade d´anaconda, efeito d´estufa, panela de pressão,
alambique em floresta escusa, lei seca, grande negócio, ganância em profusão,

PODER q´ofusca,  inebria,
destruindo qualquer harmonia,
espalhando horrores, medos,  peçonha, quanto nos custa,
disfarçando seus segredos...

tecnologia mal conduzida, física, química, matemática,
pretextos desconcertados, “modus” de vida,  sua prática, tendo aliado, cliente, sócio,
em terra estranha,
tanto mata,  como engana!!!... Sherpas!!!...

terça-feira, 20 de março de 2018

... anónimus!!!

... quanta casualidade... numa caminhada, um encontro,
pura verdade,
observação que faço, pretexto, conversa com desconhecido,

gosto d´abordar  anónimos, ocasiões, desenrolar que se desfia,
paragem do que fazia...
gastar sola de sapatos, troca d´impressões, partilha que nos desafia,
conhecimentos vastos, abertos os espaços,

aprendizagem, na hora, pouca vontade d´ir embora,
satisfação...
troca de saberes, surpresa que  fascina,
quanto s´aprende, quanto s´ensina,

amistoso, sorriso nos rosto, de aspecto vulgar,
anónimo de cultura vasta...
boa posição passada,
aposentado, como eu, aconteceu,

encontrei-o, mais tarde, pontos de vista, à beirinha do Tejo,
há muito tempo que o não vejo...

sou de fácil acesso, meto o “bedelho” no MUNDO d´alheios,
abordo, faço conversa,
quando m´interessa,
por vezes... grata surpresa,

apreciação mútua, quando encontro, maneira de ser,
minha permuta,
intromissão,
respeito por qualquer irmão,
qualidade... ou defeito,

não faço distinção, raça, etnia, origem, linguagem estranha,
mais conhecida, gestual, por se acaso,
adoro comunicar, geografia diversa,
ávido por conversa...

troca acesa d´argumentos, em pleno CENTRO POMPIDOU,
doces momentos...
licenciado jovem argelino, naturalizado francês,
era uma vez,

ali ao lado, numa mesa sentado, quanto dialogámos,
muito antes d´instabilidade social,
irracionalidade global,
aconteceu, dizes tu, digo eu...

há pouco, há poucochinho, valente pancada d´água que caía,
mesmo à saída... impedimento,
logo após compras feitas em supermercado,
aguardando, especado,

corpulento,  fumando, cabelo em desvario, vestimenta incerta,
palavra que s´aventa...
resposta em borbotão, assuntos vários,
enciclopédia viva que surpreende,
chuva cai, aperta, prende,

resguardados, olhando,
vamos conversando...
anónimo tão versátil, experiente, à porta da zona comercial,
verbo fluente, fácil,
aperto de mão, gratidão, naquele sítio, local,

longa avenida, cidade que s´aprecia... primeira vez,
ainda não conhecia,
realidade inabitual, era uma vez, loucura por trapos, abarrotamento,
grande oferta, ilusão, delícia para olhos ávidos,
mãos experientes, armazéns mágicos...

senhoras em delírio, entrada ao desafio, espera à porta,
usança antiga...
sentado num banco, junto a idoso, inglês educado, mesmo estado,
esperando, não importa,


cumprimentando, linguarejar tímido, conhecimento escasso,
palavras soltas...
alguns gestos, mais embalado, em borbotão,
troca mútua, apresentação,

reformado da marinha mercante, residente em DÔVER, pai de professora,
como eu, simpatia
que desafia...
poliglota que s´anuncia,
admirado comigo próprio, bom bocado,

convite informal, no regresso,
travessia do CANAL... não concretizado,

outros encontros, outros assuntos, situações diversas,
conversas, conversas...


paragens incertas, ocasiões... anónimos,
países europeus, pedacito d´África, ilha encantadora, pessoa faladora...

cafés, centros comerciais, barriga ao balcão, como gosto,
compras, alimentação, movimentação entre produtos,
carnes, peixes, frutos,
surgem trivialidades... tiradas, verdades,

“ anónimus “ alguma aversão pela situação...
“ ânimus “
d´alma que clama, momentânea chama,
ocasião,
não desgosto... Sherpas!!!...




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

... em verdade... vos digo!!!...

 bem, agora é altura de colocar as pintas nos “ is “
como quem diz...
clarificar o q´está obscuro, direi antes, enlameado,
porque esquecido, arrecadado,
dar a quem pouco tem,

cantiga mole, carne ruim, bem dura,
deixemos de meias tintas...
arremedos, puras fintas,
ósculos, abraços, sorrisos hipócritas, com fartura,

 recados, esquecimentos,
situações, maus momentos...
fazendo pagar quem destruiu, nunca tal coisa se viu,
meu PAÍS,
mais que querido,

democracia ineficaz, poderes que s´enfrentam, inclinação descarada,
comunicação encomendada...
objectivo tão tenebroso, elevar o que dá nada,
castigando quem sempre cumpriu,

alguns restos, bem caros,
crianças, sobras, raros...
impunidade de todo o tamanho, velharia descarada,
não esquecida, condecorada,

imunidade q´assombra, casos, roubos, dádivas,
quando se busca s´encontra, governança que se governou,
conhecida, bem situada,
não,
não foi água passada...

ao abrigo duma cegueira completa, não lembra,
não acerta...
balança desequilibrada, justiça que se não faz,

charco pantanoso, águas superficiais, sujas, repelentes,
não falando das mais fundas, odoríferas... pelo mau cheiro que tresanda,
não são pérolas, nem diamantes,
punhado d´extravagantes, nódoas tremendas, imundas,

ouro que se foi... num repente,
dinheiro em sítio incerto... tão longe, tão perto,
noutras terras,

porque te calas, porque esperas, haja divulgação,
como GOVERNO... obrigação,
reforma o q´está torto, reverte o que foi roubado, mal vendido, quase dado,
ao que se chamava privatização,

grande reforma do ESTADO, acabar com mordomias, com luxo,
carros de topo, viagens continuadas, excelsos, grandes valias...

assessores, acumulações,
ror de conforto, de milhões...
estar d´acordo com o que somos, POVO humilde, borregada informe,
desempregada ou com fome,
continuando como sempre fomos,

humilhação produzida, por agremiação que se diz cristã,
partido rico, feito vergonhoso, mente pouco sã,
mentindo, com descaro, roubando... como modo de vida,

deslumbrado com o PODER, ganância de todo o tamanho,
contra regras, contra DEUS,
fazendo mais pelos seus...

esquecendo todos os preceitos, com salvação prometida
numa reles confissão... merecedor de todo o perdão,
porque errare humanus est,
quando pareces o que não és,

não sejas como os fariseus, mais fácil um camelo
passar pelo fundo duma agulha, do que um RICO, no REINO dos CÉUS...

não sejas camelo, ENORMIDADE, pensa, intui, analisa,
interioriza...

fé, sem feito concreto, hipocrisia disfarçada, ao invés,
da cabeça para os pés...
contrário, inverdade como pulha, adonando do alheio, é indecente,
é abjecto,

por dinheiros, mais ou menos milhão,
não tem nada de CRISTÃO...
já o dizia o FILHO de DEUS, feito HOMEM,

... com verdade,
e em verdade... vos digo,
meu irmão... meu AMIGO!!!...  Sherpas!!!...