… furibundas, tonitruantes,
multidões que estão à solta,
contrários que se agridem
na inversão que pretendem,
sente-se no ar a revolta,
na rua, quando denigrem,
quando alteiam vozes, mostram cara feia,
retratam o que não querem, escondem renúncias,
quando atalham caminho, apontam denúncias,
falam mais baixinho, recalcam pensamentos,
quando ocultam rostos,
quedam mostos,
desejam vinho novo,
sentem-lhe o gosto, agitam o que está posto,
incomodam a progressão,
semeiam ódio, aversão,
quando dizem que não,
vira-se acusação, não pedem contenção,
quando se não quer o que incomoda,
como prova, avaliação,
que incute medo, frustração,
gentios em desvario,
ministra que pretende mas, não entende,
sindicato que governa,
na rua, na praça, na caserna,
idade da pedra lascada,
na caverna,
voz altissonante, irada,
revolta que solta, agride,
palavras sem contemplação, carreira que não progride,
à cacetada,
vociferante,
tão aberrante,
estratégia que não cumpre,
respeito que não incute,
exemplo do desvario,
desta gente que parece um rio,
orquestrada sob batuta,
daquilo que chamam luta,
quase birra, enfrentamento,
truque, aproveitamento,
altura de dar o preceito,
com firmeza, insistência,
indo ao jeito, contrafeito,
classe que dança em profusão
ao toque de certas bandeiras,
barulho estrondoso
como nos mercados, nas feiras,
espalhafatoso,
teimosia que não cessa,
rinha que pouco interessa
a quem não passa da cepa torta,
pouco se amolga, não se importa,
desinteressa!!!... Sherpas!!!...
... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
... há mais cores no arco-íris!!!... (antiga)
… enxergamos… coloridos mais densos!!!...
… quando enlaçados, bem juntos, comunhão intensa,
dois corpos se unem, partilhando quereres perfeitos,
esvoaçando por céus,
fazendo dos sonhos,
meus,
imaginando outras cores,
nos entregamos à voragem
da paixão que nos consome,
deixando de ser homem,
no corpo duma mulher,
nos braços que recebe
desejos que são teus,
uníssonos, em amálgama,
clímax se produz
no recesso duma cama,
objecto que se inflama,
lençóis que nos cobrem
maravilhas que vemos,
momentos que temos,
amor que se partilha,
no meio de tantos caminhos,
carícias afagos, beijos,
incontáveis torvelinhos,
montes de encantamento,
graal, cálice santo, receptáculo,
vale da criação,
sem obstáculo,
eterno feminino,
adoração,
menir gigante,
exaltação,
erectus penetrante,
entoação de encanto,
um hino,
rendidos, lado a lado, prostração,
profunda adoração,
cores que modificam,
se esvaem, intensificam,
alucinação,
confusa viagem,
magia que transforma,
sede que inebria,
noite que se faz dia,
acalmia, tão grande fome
recebendo toque divino,
formando união de facto,
conjugação dum acto
que nos seduz, reluz,
nos conduz num arco-íris
em coche feito de prata,
enxergamos coloridos mais densos,
tons de profunda luxúria,
apensos,
no gozo, na formosura,
no prazer que possuímos,
teus olhos que são meus,
nos meus que Deus me deu,
quando choramos, quando rimos,
no âmago que completa,
vida que recomeça,
prolongamento do que somos,
quando nos entregamos,
quando fomos
Deuses, num vasto Olimpo,
dois Mundos no infinito,
quase rogo, quase afirmo,
naquela entrega sem enganos,
cores tão lindas, diversas,
vários tons, tamanhos,
enxergados num curto hiato
por olhos que nunca viram,
quando riram,
choraram… sentiram!!!... Sherpas!!!...
… quando enlaçados, bem juntos, comunhão intensa,
dois corpos se unem, partilhando quereres perfeitos,
esvoaçando por céus,
fazendo dos sonhos,
meus,
imaginando outras cores,
nos entregamos à voragem
da paixão que nos consome,
deixando de ser homem,
no corpo duma mulher,
nos braços que recebe
desejos que são teus,
uníssonos, em amálgama,
clímax se produz
no recesso duma cama,
objecto que se inflama,
lençóis que nos cobrem
maravilhas que vemos,
momentos que temos,
amor que se partilha,
no meio de tantos caminhos,
carícias afagos, beijos,
incontáveis torvelinhos,
montes de encantamento,
graal, cálice santo, receptáculo,
vale da criação,
sem obstáculo,
eterno feminino,
adoração,
menir gigante,
exaltação,
erectus penetrante,
entoação de encanto,
um hino,
rendidos, lado a lado, prostração,
profunda adoração,
cores que modificam,
se esvaem, intensificam,
alucinação,
confusa viagem,
magia que transforma,
sede que inebria,
noite que se faz dia,
acalmia, tão grande fome
recebendo toque divino,
formando união de facto,
conjugação dum acto
que nos seduz, reluz,
nos conduz num arco-íris
em coche feito de prata,
enxergamos coloridos mais densos,
tons de profunda luxúria,
apensos,
no gozo, na formosura,
no prazer que possuímos,
teus olhos que são meus,
nos meus que Deus me deu,
quando choramos, quando rimos,
no âmago que completa,
vida que recomeça,
prolongamento do que somos,
quando nos entregamos,
quando fomos
Deuses, num vasto Olimpo,
dois Mundos no infinito,
quase rogo, quase afirmo,
naquela entrega sem enganos,
cores tão lindas, diversas,
vários tons, tamanhos,
enxergados num curto hiato
por olhos que nunca viram,
quando riram,
choraram… sentiram!!!... Sherpas!!!...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
... cozinhado!!!... (antiga)
… formosa, bonitinha,
encontrou mais uns milhões
quando varria a cozinha,
entrou em paranóia
com arranjos, estadões,
cumpriu obrigação, desempenho atribuído,
preparado com cuidado,
cozinhado não discutido
tramóia dos galinfões,
janela aberta de rompante,
gritaria esfanicada,
mais arranjada, elegante,
casamento que busca, fervor,
razia externa se sente,
sem paixão, nem amor,
caldeirão p´ró casamento,
feijoada à brasileira,
com fitinhas no cabelo,
grande encanto, um desvelo,
bicharada que desfila,
zurra, berra, guincha,
quando passa, se perfila,
eleito, quase sem defeito,
disjunção, afastamento,
mais um que fala, relincha,
já vai longo o espavento,
não contesta quando rejeita,
Carochinha rica, perfeita,
coração que bem entende
quando bate, de repente,
ratão esperto, vivaço,
guloso de primeira apanha,
pouco liga ao seu traço,
tão transversal o interesse
pelas fitinhas no cabelo,
nariz que olfacteia algo
que lhe faz refrear o passo,
atenção, logo lhe merece,
pára, ouve, faz contas,
compara ganhos, despesas,
banquete que prevê, na certa,
apetite que lhe desperta
naquele sítio, na travessa,
diz que sim, a correr,
não liga à criatura
embevecida na janela,
quase não pode crer
no que acaba de ver
dentro de enorme panela,
por detrás daquela figura,
aprazado o casamento,
feijoada que reluz,
pensamento obsessivo,
mais por ela cativo,
que pela Carochinha de truz,
diligente, permissivo,
num escape, regalado pelos feijões,
casamento que se despeita,
sabendo-se como excelência,
dominado por gula intensa,
arrisca uma escapada
na senda dos milhões,
cozinha dos cozinhados,
banco que trepa, sobe, desliza,
tudo queima, mata, inferniza,
porque cai no caldeirão,
das ratonices, o ratão,
volta a pobre à janela
gritando infortúnios, penas,
perante promessa d´ocasião,
lamúrias com que desenhas
continho em parte incerta,
teimosia das grandes perdas,
das entregas que se fazem,
da negociata, disparate,
dos milhões que se desfazem
com habilidade… muita arte,
cantinho dos desencantos,
dos choradinhos, dos prantos,
casamento, excrescência,
ratices com aldrabices,
carochinha na cozinha,
cozinhado por excelência,
grande logro… conveniência!!!... Sherpas!!!...
encontrou mais uns milhões
quando varria a cozinha,
entrou em paranóia
com arranjos, estadões,
cumpriu obrigação, desempenho atribuído,
preparado com cuidado,
cozinhado não discutido
tramóia dos galinfões,
janela aberta de rompante,
gritaria esfanicada,
mais arranjada, elegante,
casamento que busca, fervor,
razia externa se sente,
sem paixão, nem amor,
caldeirão p´ró casamento,
feijoada à brasileira,
com fitinhas no cabelo,
grande encanto, um desvelo,
bicharada que desfila,
zurra, berra, guincha,
quando passa, se perfila,
eleito, quase sem defeito,
disjunção, afastamento,
mais um que fala, relincha,
já vai longo o espavento,
não contesta quando rejeita,
Carochinha rica, perfeita,
coração que bem entende
quando bate, de repente,
ratão esperto, vivaço,
guloso de primeira apanha,
pouco liga ao seu traço,
tão transversal o interesse
pelas fitinhas no cabelo,
nariz que olfacteia algo
que lhe faz refrear o passo,
atenção, logo lhe merece,
pára, ouve, faz contas,
compara ganhos, despesas,
banquete que prevê, na certa,
apetite que lhe desperta
naquele sítio, na travessa,
diz que sim, a correr,
não liga à criatura
embevecida na janela,
quase não pode crer
no que acaba de ver
dentro de enorme panela,
por detrás daquela figura,
aprazado o casamento,
feijoada que reluz,
pensamento obsessivo,
mais por ela cativo,
que pela Carochinha de truz,
diligente, permissivo,
num escape, regalado pelos feijões,
casamento que se despeita,
sabendo-se como excelência,
dominado por gula intensa,
arrisca uma escapada
na senda dos milhões,
cozinha dos cozinhados,
banco que trepa, sobe, desliza,
tudo queima, mata, inferniza,
porque cai no caldeirão,
das ratonices, o ratão,
volta a pobre à janela
gritando infortúnios, penas,
perante promessa d´ocasião,
lamúrias com que desenhas
continho em parte incerta,
teimosia das grandes perdas,
das entregas que se fazem,
da negociata, disparate,
dos milhões que se desfazem
com habilidade… muita arte,
cantinho dos desencantos,
dos choradinhos, dos prantos,
casamento, excrescência,
ratices com aldrabices,
carochinha na cozinha,
cozinhado por excelência,
grande logro… conveniência!!!... Sherpas!!!...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
