... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
... medo!!!...
… medo, impressão… pesadelo,
assombração, terror, mal profundo,
ficar… pelos cabelos,
com os males deste Mundo,
estado de alma, espíritos malignos,
mau estar geral, confusão,
dentre os mais indignos,
um ror de… maldição,
destino, praga, intenção,
provocação feroz, deturpação,
da vida perfeita, em ascensão,
o inverso… do que se diz, em verso,
imerso, perverso,
atolado em porcaria,
tão longe da elegia,
antítese, oposição,
contrário… à boa formação!!!...
… guerras, destruições,
bombas, massacres, ataques,
armas e… armamentos,
duros os corações,
aplausos aos lamentos,
insensíveis, basbaques,
almanaques… por momentos,
números sem alma,
contas recontadas,
morte que se brinda, sem chama,
que apaga, que extingue… pequenos nadas,
vítimas inocentes,
montes e montes… de gentes!!!...
… medo, morte, agonia,
terror, maldição,
fazem parte do dia-a-dia,
deturpação,
vida, sem vida,
perdida,
esmagada,
ascensão do mal,
tida… como normal
horror, pavor, aversão,
apatia… depressão!!!...
… medo, de tanta coisa, afinal,
pavor, terror, horror,
um afastamento… um final,
um ter de ser, seja o que for,
para nosso bem, para nosso mal,
impressão, insatisfação… temor!!!... Sherpas!!!...
... memória!!!...
... mais uma vez passei os olhos pelas suas pedras marcadas,
erguida, como memória que está presente,
ladeada por construções modernas, sombras vergadas,
silêncios que entram, se prostram, oram,
recordando violência, destruição noutras entradas,
como era outrora, sua pujança, olhar fremente,
traços tão belos se descortinam nos restos que sobram,
apontamento nos coloridos, finas pedrarias, imagens sagradas,
recolhimento que m´inunda, quando se sente,
num Mundo em fúria, intolerância inumana,
império dum louco, fera tão grande, imposição d´altura,
guerra destruidora, na funérea solução, dor como tema,
perseguição contumaz de raças e credos, arianos se diziam,
diferentes se julgavam, quando enalteciam,
prediziam futuro num movimento sem alma,
nacionalismo maldito, cânticos de morte,
abrindo caminho, seguindo impúria sorte,
calcando com denodo,
vomitando desprezo, alçando domínio, cometendo infernos,
passados que foram, lembrados defeitos,
perpetuação dum dilema,
história tão triste, chagas esparsas, maldição com dolo,
tremendos invernos,
esquecendo preceitos,
mesmo no centro,
homenagem que presto às vítimas de então,
avenida moderna, galerias de luxo, restaurantes numa economia florescente,
marcas de automóveis de culto, estátuas que lembram a reaproximação,
fonte d´almôndega, recordatório, praceta animada,
início da peregrinação,
por fora, por dentro,
sendo mais um, no meio de tanta gente,
conflitos que se chocam no muro, na praça,
reconstrução permanente,
sistemas em queda, refundação do capitalismo que se pretende,
socialismo que separou,
bolha nos mercados abertos que já deu... rebentou,
em tempo da crise que surgiu, apareceu!!!... Sherpas!!!...
sábado, 27 de dezembro de 2008
... d´abalada!!!...
... entre partida, chegada,
intervalando com proveito,
tirando bonecos do que m´agrada
com ilusão, algum jeito,
fazendo da vida viagem
neste gosto, nesta voragem,
esfomeado do que pretendo,
desfrutando do que encontro
d´abalada, como dizia o outro,
não me prendo por muito tempo,
há que aproveitar, um pouco,
apreciando qualquer caminho,
contactando outros locais,
buscando resposta num rosto,
fazendo disso, destino,
vivendo sedução k´imponho,
misturado com outros iguais
grande vontade, inquietação,
saboreando partilha, um gosto,
injunção que me preenche
quando narro, quando descrevo,
com alguma satisfação,
tudo que busco, que vejo,
gasto solas de sapatos,
gasto dias, ganhando,
imaginação que s´encurta,
ofuscação nestes hiatos,
como libelinha de vida curta,
cirandando,
pousando sobre ramos finos,
delicados,
flores lacustres, nenúfares,
mirando,
remirando,
pedras preciosas, mil cuidados,
respirando outros perfumes,
ares,
comparando,
quebrando barreiras, tapumes,
guardando o que me seduz,
passagem rápida que m´impus,
quase nu, sem estar descalço,
quando descrevo o que faço,
posso,
está bom de ver,
projecto que acalento há muito,
entre partida, chegada,
correndo, sem correria,
neste Mundo k´é todo nosso,
mantendo fantasia,
deslizando como um fluido,
quase sempre d´abalada,
fazendo o que mais m´agrada,
esmiuçando qualquer cantinho,
curiosidade como destino,
vocação que sempre sinto,
quando confesso, não minto,
em busca doutro... caminho!!!... Sherpas!!!...
intervalando com proveito,
tirando bonecos do que m´agrada
com ilusão, algum jeito,
fazendo da vida viagem
neste gosto, nesta voragem,
esfomeado do que pretendo,
desfrutando do que encontro
d´abalada, como dizia o outro,
não me prendo por muito tempo,
há que aproveitar, um pouco,
apreciando qualquer caminho,
contactando outros locais,
buscando resposta num rosto,
fazendo disso, destino,
vivendo sedução k´imponho,
misturado com outros iguais
grande vontade, inquietação,
saboreando partilha, um gosto,
injunção que me preenche
quando narro, quando descrevo,
com alguma satisfação,
tudo que busco, que vejo,
gasto solas de sapatos,
gasto dias, ganhando,
imaginação que s´encurta,
ofuscação nestes hiatos,
como libelinha de vida curta,
cirandando,
pousando sobre ramos finos,
delicados,
flores lacustres, nenúfares,
mirando,
remirando,
pedras preciosas, mil cuidados,
respirando outros perfumes,
ares,
comparando,
quebrando barreiras, tapumes,
guardando o que me seduz,
passagem rápida que m´impus,
quase nu, sem estar descalço,
quando descrevo o que faço,
posso,
está bom de ver,
projecto que acalento há muito,
entre partida, chegada,
correndo, sem correria,
neste Mundo k´é todo nosso,
mantendo fantasia,
deslizando como um fluido,
quase sempre d´abalada,
fazendo o que mais m´agrada,
esmiuçando qualquer cantinho,
curiosidade como destino,
vocação que sempre sinto,
quando confesso, não minto,
em busca doutro... caminho!!!... Sherpas!!!...
... conjunto de sombras... esbatidas!!!...
… cores cinzentas, esbatidas,
aglomerado de rostos indefinidos,
turba avultada de sons, de saídas,
poucas entradas, números reduzidos,
grupo mais restrito, ponteado,
situação avulsa, desconforme, esquisita,
agitado, sem sossego, meio acordado,
num entremear de sono ligeiro,
bem estendido no leito, onde me ajeito,
numa noite, igual a tantas outras,
não conseguindo destrinçar,
o sonho, da realidade… sombras,
caras que me foram queridas,
que transporto sempre comigo,
no interior do meu ser… que vão ficar!!!...
… que arrasto, enquanto vivo,
passado longínquo,
início da minha existência,
sentires, dores, paixões,
mais diluídos, quase em falência,
amizades, conluios, sofreguidões,
tempos idos que me traem,
quando, embalado por emoções,
me deito, não durmo, me saem,
me acompanham, não atormentam,
me lembram que estão presentes,
perenes, bem marcados,
quando revivem, intentam,
me tocam, não chocam,
me fazem lembrar… seres ausentes!!!...
… dou uma volta, reviravolta,
olhos cerrados, cabeça desperta,
que se prolonga, alonga,
diviso sorriso amigo, recordo,
sem protecção, sem escolta,
sem gritaria nem alerta,
local estranho, uma escola,
companheiros da altura, incerta,
situação caricata, estranha,
que me amedronta, me apanha,
que me reduz, me confunde,
numa penumbra que se alastra,
numa sombra que se afasta!!!...
… noite, mal dormida,
imensa, no seu tamanho,
intensa, no seu engano,
sonho malfazejo, castigador,
não pesadelo, recordações,
guardadas em mim, bem no fundo,
memórias que doem, percepções,
vestígios duma vida, dum Mundo,
já passado, arrecadado,
tão poucas vezes… recordado!!!... Sherpas!!!...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
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