... reposição de COISAS minhas, actuais e antigas, algumas fotografias!!!... Sherpas!!!...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
... carroceiros!!!... (antiga)
... pela maneira como conduzem uma carroça, se avaliam os carroceiros e os que nela são transportados... estamos muito mal conduzidos e os carroceiros não passam disso mesmo de simples carroceiros, não no sentido pejorativo porque, na minha mocidade, conheci e convivi com muitos a quem respeitava e considerava como pessoas de poucas letras mas de rígidos princípios e extrema dignidade...eram alentejanos doutros tempos, verticais, os tais que labutavam de sol a sol, nos tempos da lavoura, não a de Paulo Portas que a via e a entendia sob outro prisma, de cima para baixo, dos lavradores latifundiários para os maiorais, manajeiros, vaqueiros, pastores e ganhões (mão de obra barata e escrava) os que, aos poucos, se transformaram em trabalhadores à jorna, nas ceifas, nas mondas, na apanha da azeitona ou como tractoristas, reduziram o horário de trabalho e foram sistematicamente reformados, com aposentações de miséria, das lides campestres, hoje, inexistentes porque sai mais rentável, aos donos das terras, não as trabalhando porque ganham balurdios em subsídios e não pagam o devido aos alentejanos, se porventura, trabalhassem na lavoura...o Alentejo passou a ser uma espécie de deserto do Saahrá, com alguns Oásis, as quintinhas e as casinhas de campo dos alfacinhas (políticos ou não) e dos empresários do Norte, os que brincam com os seus berloques e com os seus brinquedos por aquelas paragens, deixando algumas migalhas aos indígenas... e assim vai o baile, alguns se divertem e muitos, muitíssimos vão vegetando no seu dia a dia, nesta carroça mal conduzida por determinados carroceiros, não os do Alentejo, os que se não avaliam a eles próprios, os que antes se convencem do que não são porque gostam bastante de olhar para o umbigo, dar uma vida fácil aos apaniguados e aos amigos do peito, esquecendo velhas promessas, regidos por obsessões vagas e ambíguas, gostando das asneiras que praticam, aprovadas com a conivência dos apalermados toureiros e alaranjados da Assembleia Nacional... fracas cabeças pensantes, mal conduzidas por esta fraca extirpe de carroceiros que esquecem os que vão atirando para as urtigas, cada vez em maior número, os que se quedam na vil condição de desempregados, meio passo dado para a pobreza, para a miséria, para um futuro sem perspectivas. Pois é, parece que o mal agora é da conjuntura... já foi de tantas COISAS esta COISA que se não convence que não serve, não presta, está inadequada para a realidade portuguesa, que ainda vai acentuar mais as desigualdades entre as pessoas, entre as regiões, cavar um fosso mais fundo entre os que tudo têm e os que estão nus, nada possuem no presente e muito menos no futuro... bem falavam eles em acabar com as assimetrias existentes na sociedade e no território, vê-se, não vê???...Está-se a ver, tal como a extinção dos governadores civis, a descentralização dos órgãos do poder, a equidade nas tributações e nas economias pessoais e colectivas(regiões), as zonas da grande Lisboa, todo o litoral, norte, centro e sul e o interior, o malfadado interior cada vez mais desértico e sem qualquer tipo de hipóteses, a não ser no lado poético da questão e no facto de estar na moda para os endinheirados que lá deixam umas sobras para os naturais e residentes, para não dizer, resistentes, os mais velhos, os que ficam sem os filhos que, estes, vão para os grandes centros em busca dum modo de vida, a única saída ou então metem-se na política a sério e...mais tarde ou mais cedo sempre terão direito a um bocado, uma fatia do bolo. Enfim, como alguns dizem, é o exercício salutar e gratificante do PODER (ao próprio, a quem o exerce) ao invés do que sempre pensei, o nobre sacrifício de servir com dignidade os portugueses e Portugal, no seu todo, sem assimetrias, com mais equidade dando exemplos e servindo de referência a toda uma Nação... está tudo mudado, numa trapalhada tão trapalhona que os não consigo perceber, aos que estão a conduzir esta carroça, estes maus carroceiros que se não avaliam e nos põem a todos, os que vão na carroça, numa condução muito perigosa, com resultados catastróficos, sem rumo, sem ninguém ao leme, sem objectivos mas com um fim:
- O desastre total, na precariedade, no desemprego, na saúde, no ensino, na segurança... a desigualdade profunda a nível pessoal e territorial...as grandes comezainas para alguns e a pobreza e a miséria para muitos...as mordomias escandalosas para uma minoria, os impostos e carestias de vida para os de sempre...vergonha nacional... Sherpas!!!...
- O desastre total, na precariedade, no desemprego, na saúde, no ensino, na segurança... a desigualdade profunda a nível pessoal e territorial...as grandes comezainas para alguns e a pobreza e a miséria para muitos...as mordomias escandalosas para uma minoria, os impostos e carestias de vida para os de sempre...vergonha nacional... Sherpas!!!...
... boneco!!!...
... com métrica, com estética, com rima,
agrado pessoal, pensamento que o segue,
instila, persegue, clássico, moderno,
sem regras, tão grato, tão terno,
sem tino, com pregas, sem pegas,
destino, enfados,
recados,
desafinado,
sem estilo, espartilho,
suga o perfume que lhe adocica o espírito,
metamorfoseia a existência,
carência,
analisa vistas de momento,
instante que o inebria,
encanto,
recanto,
alma que salta,
embriaga,
olhos desfigurados, quando cerrados,
imagens que se formam por tantos lados,
desfere palavras com fases,
disfarces,
entretenimentos que o aliciam,
desafiam,
rompimentos que são quebras,
quando lhes pega,
recalques,
sofrimentos,
massa encefálica
tão válida,
recesso profundo que comanda corpo amorfo,
boneco,
carapaça, fortim de muralhas enormes,
resguardo,
guarda a vida que se evola,
que rola,
que manda,
desmanda,
dúvida que tenha,
mantem-na,
encontra o que faz eco, recolhe,
acolhe, enormiza,
enfatiza,
arruma como um prumo,
embeleza, não reza,
pobre indigente, não crente,
cônscio do que preza
escreve tal como vê,
com modéstia, com apego,
revê,
dispõe a seu gosto, bem feita, composta...
como gosta!!!... Sherpas!!!...
domingo, 20 de janeiro de 2008
... saudades do meu País!!!...
… saudades do meu País,
já as senti, quando cirandei por aí,
quando me afastei, viajando, andando,
quando, bem longe, muito me diz,
a sua ausência, a não presença,
por muito distraído, feliz,
satisfeito com o entorno,
quanta tristeza, que diferença,
quando recordo, quando sonho,
nada me preenche, me compensa,
embora seja turista, com gosto,
sem ser forçado, por trabalhos,
quando comparo, quando se pensa,
no pobre do emigrante, que desgosto,
por caminhos, por atalhos,
obrigado, pela sobrevivência,
dele, dos próximos,
procura outra valência,
modo de vida mais concreto,
lá longe, nos confins,
em Países bem diferentes,
tratado como objecto,
tal como dantes, inocente,
um desvario, pouca gente,
com saudades do seu País,
cabisbaixo… infeliz!!!...
… sim, já estive longe, já senti a saudade,
digo-o em boa verdade,
amargor, sensação intensa, que dói,
mesmo como turista, gozando,
em voltas que dei, cirandando,
em tempos de recreio, nada nos mói,
mas, interiormente, quanto nos rói,
vezes por outras, quando penso
quando se sente aquele brilho intenso,
aquela recordação bem funda
que nos apouca, aprofunda,
nos massacra, nos denigre,
nos magoa, nos atinge,
nos faz sorrir, entristecido,
com vontade de regressar,
para aquele cantinho que é nosso,
lugarzinho apetecido,
nossa casa, nosso lar,
sentimo-nos mal, com saudades,
logo regresso… assim que posso!!!...
… sou livre de proceder,
quando entendo, por querer,
nada me prende, não sou obrigado,
esteja onde estiver,
muito perto ou… afastado,
ao longo de dias, de meses,
a maior parte das vezes,
nada me atalha, me contraria,
numa saída, numa aventura, curto período,
lá vem o dia do regresso, que alegria,
quase me sinto um miúdo,
tamanha a satisfação,
tão elevada emoção,
aquela coisa que se acumulou,
que me impele, propalou,
se aquieta, quando encontra,
a razão da sua existência,
aquela terra bendita, aquele chão sagrado,
hospitaleira, aberta,
aquela janela enfeitada,
o aldrabão, o desenrascado,
o filósofo, sempre alerta,
o rico e o pobre, não misturados,
bem distanciados,
as equipas do coração,
a fado, o destino… a má governação,
mais trambolhão, menos trambolhão,
o céu luminoso,
sol brilhante, incandescente,
mar portentoso,
aquela gente, tão sentida… bem diferente!!!...
… quando deixam o torrão natal,
porque não há vidas em Portugal,
quando buscam o pão,
quando se afastam, quando labutam,
quando realizam trabalhos menores,
tratados como inferiores,
quando procuram, quando buscam,
quando, para isso, são atirados,
aguardando pelo Verão,
outros, que não,
matar saudades das festas, rever amigos,
que saudades trazem, portos e abrigos,
remansos, descansos, doce sensação,
alívio, interrupção,
daquela rotina cansativa,
daquela lembrança contínua,
daquela dor que transportam,
que calam, que aportam,
quando chegados, após tantos anos,
emigrantes forçados,
sofrimentos tamanhos,
sentimentos trocados,
saudades dos familiares, do País,
como se sente, como se diz,
quando andei, por aí,
por pouco tempo… já a senti!!!... Sherpas!!!...
já as senti, quando cirandei por aí,
quando me afastei, viajando, andando,
quando, bem longe, muito me diz,
a sua ausência, a não presença,
por muito distraído, feliz,
satisfeito com o entorno,
quanta tristeza, que diferença,
quando recordo, quando sonho,
nada me preenche, me compensa,
embora seja turista, com gosto,
sem ser forçado, por trabalhos,
quando comparo, quando se pensa,
no pobre do emigrante, que desgosto,
por caminhos, por atalhos,
obrigado, pela sobrevivência,
dele, dos próximos,
procura outra valência,
modo de vida mais concreto,
lá longe, nos confins,
em Países bem diferentes,
tratado como objecto,
tal como dantes, inocente,
um desvario, pouca gente,
com saudades do seu País,
cabisbaixo… infeliz!!!...
… sim, já estive longe, já senti a saudade,
digo-o em boa verdade,
amargor, sensação intensa, que dói,
mesmo como turista, gozando,
em voltas que dei, cirandando,
em tempos de recreio, nada nos mói,
mas, interiormente, quanto nos rói,
vezes por outras, quando penso
quando se sente aquele brilho intenso,
aquela recordação bem funda
que nos apouca, aprofunda,
nos massacra, nos denigre,
nos magoa, nos atinge,
nos faz sorrir, entristecido,
com vontade de regressar,
para aquele cantinho que é nosso,
lugarzinho apetecido,
nossa casa, nosso lar,
sentimo-nos mal, com saudades,
logo regresso… assim que posso!!!...
… sou livre de proceder,
quando entendo, por querer,
nada me prende, não sou obrigado,
esteja onde estiver,
muito perto ou… afastado,
ao longo de dias, de meses,
a maior parte das vezes,
nada me atalha, me contraria,
numa saída, numa aventura, curto período,
lá vem o dia do regresso, que alegria,
quase me sinto um miúdo,
tamanha a satisfação,
tão elevada emoção,
aquela coisa que se acumulou,
que me impele, propalou,
se aquieta, quando encontra,
a razão da sua existência,
aquela terra bendita, aquele chão sagrado,
hospitaleira, aberta,
aquela janela enfeitada,
o aldrabão, o desenrascado,
o filósofo, sempre alerta,
o rico e o pobre, não misturados,
bem distanciados,
as equipas do coração,
a fado, o destino… a má governação,
mais trambolhão, menos trambolhão,
o céu luminoso,
sol brilhante, incandescente,
mar portentoso,
aquela gente, tão sentida… bem diferente!!!...
… quando deixam o torrão natal,
porque não há vidas em Portugal,
quando buscam o pão,
quando se afastam, quando labutam,
quando realizam trabalhos menores,
tratados como inferiores,
quando procuram, quando buscam,
quando, para isso, são atirados,
aguardando pelo Verão,
outros, que não,
matar saudades das festas, rever amigos,
que saudades trazem, portos e abrigos,
remansos, descansos, doce sensação,
alívio, interrupção,
daquela rotina cansativa,
daquela lembrança contínua,
daquela dor que transportam,
que calam, que aportam,
quando chegados, após tantos anos,
emigrantes forçados,
sofrimentos tamanhos,
sentimentos trocados,
saudades dos familiares, do País,
como se sente, como se diz,
quando andei, por aí,
por pouco tempo… já a senti!!!... Sherpas!!!...
... quantas vezes nos cruzamos!!!...
… quantas vezes nos cruzamos,
com vizinhos que nos são estranhos,
nos prédios em que vivemos,
dos quais, nada sabemos,
nesta corrida, pela vida,
nesta indiferença sentida,
desapego pelo que nos rodeia,
metidos connosco próprios,
num gesto que nos alheia,
nos afasta, nos alteia,
nos torna egoístas, impróprios,
nas cidades insensíveis,
sem urbanidade alguma!!!...
… gentes e gentes incríveis,
nesta passagem, que se esfuma,
numa rotina doentia,
corrida louca, insensata,
num vaivém constante, apressado,
indo para lá, p´ra qualquer lado,
vindo, não sei de onde,
como culpado, que esconde,
algo que não quer mostrar,
que nos faz desconfiar,
desconfiando, também,
quando cruzamos com alguém,
nas escadas do nosso prédio,
gaiola reduzida, tédio,
refúgio, albergue, couto,
espaço curto… tão pouco!!!...
… conheço de vista, somente,
cumprimento, porque gosto,
num instante, num repente,
esteja bem ou mal disposto,
nas escadas, onde me cruzo,
quando subo, quando desço,
sorrio, pergunto, faço conversa,
provinciano, tonto, néscio,
sem resposta, numa pressa,
desencontramo-nos, logo de seguida,
com gestos de toda a vida,
palavras contidas, parcas,
useiros, vezeiros,
maquinais e rotineiros,
nestes encontros, nestas escarpas,
quando escalamos escadas,
quando descemos, velozes,
metidos connosco, ferozes,
reduzidos nos sentimentos,
não paramos… por momentos!!!...
… ontem, caso estranho,
cumprimentei o vizinho de baixo,
recebi sorriso aberto,
não alargado, cabisbaixo,
palavras, pouco normais,
queixume, confissão, no concreto,
peso interior, necessidade,
lá me disse, pesaroso,
com muita pena e verdade,
no seu estado lastimoso,
que se tinha divorciado,
quedei, deveras… pasmado!!!...
… trocámos algumas palavras,
consolei, aconselhei, fui humano,
parados, naquelas escadas,
acontecimento bem estranho,
onde se não tem um momento,
na corrida, na vertigem,
se abafa o sentimento,
nas coisas que nos atingem,
sem um choro, sem um lamento,
excepção justificada,
pela dor, pelo sofrimento,
do vizinho separado,
perdido no Mundo, desamparado,
em busca de ombro amigo,
no encontro… que teve comigo!!!...
… depois, lá foi correndo, apressado,
para outro local, para outro lado,
fugindo do prédio, como antanho,
vítima ou carrasco, simples humano,
bem mais aliviado,
carregando suas penas, seus remorsos,
depois de ter parado,
naquele vão de escadas,
sem sorriso nos olhos,
duras vidas… separadas,
desentendidas, divorciadas!!!... Sherpas!!!...
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