segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

... naquele sítio!!!...




…naquele sítio, sempre o mesmo,
debaixo de sombra frondosa,
um magote, gente calada, interessada,
jogando, com interesse, a esmo,
numa mesa de pedra rugosa,
com um pano de cor esverdeada,
onde caem, numa atitude vigorosa,
cartas velhas, sujas e gastas,
de tanto serem manuseadas,
ao longo de tardes quentes de Verão,
numa espécie de campeonato,
tal é a minha sensação,
quando me aproximo, sozinho,
me quedo, estupefacto,
com os sorrisos, os ditos, a ilusão,
o empenho, a dedicação,
do homem velho, do mais velhinho,
naquele despique, naquele confronto,
fazer tempo, matar solidão,
ajuntamento… ponto de encontro!!!...

… saem de casa, tugúrio sombrio e triste,
arrastam os pés, dão passeio, sentam,
aguardam, uns pelos outros, quando chegam,
olhos ainda vivos, perspicazes,
alguns, de cigarro em riste,
outros, com mais achaques, menos capazes,
tossem, escarram… suspiram,
ainda mexem, ainda respiram,
caminhada que se prolonga,
na casa dos setenta, nos oitenta e tais,
alguns, excepção honrosa, ainda mais,
velhos, pobres e gastos,
sem dinheiros, aposentados de miséria,
ainda riem, dão pilhéria,
gargalham da penúria, da incúria,
rijos, adoentados, não fartos,
naquele retiro, naquele poiso, convívio,
à tardinha, jogam… sem pio!!!...

… o tempo passa, fica a desgraça,
mantém-se o impasse, na jogatana,
perto do lar, longe da cama,
tão pequeninos, habituados,
naquele sítio, naquela praça,
junto ao jardim, perto de mim,
numa espécie de campeonato,
chego-me ao pé… quedo parado,
idosos, aposentados, são assim,
agarram no corpo, abrem as mentes,
falam com outros, enfrentam as gentes,
batem as cartas, com emoção,
pobre País, triste Nação!!!... Sherpas!!!...

... natal!!!... (antiga)


…Um bom Natal, com paz e amizade entre todos, diferente dos anteriores, com políticas correctas e sensíveis, mais favoráveis aos carentes, aos que sofrem, a quem dão umas migalhas, umas vezes por outras!!!...Os que podem, os do Poder, (…ah, o Poder, dizia ele…) podem, se tiverem consciência e bom senso, inverter esta política que, a meu ver, não leva a lado nenhum, só beneficia os grandes negócios, nas grandes feiras vergonhosas que se vão fazendo, perante os nossos olhos, com a conivência duma maioria, bem menor, que perdeu o norte, tal como o governo, sem rumo, sem objectivos precisos que se limita a legislar, a proibir, a multar, a sacar dinheiro, com impostos do arco-da-velha, aos de sempre!!!...

…Natal, como nascimento/dum ser, dum inocente/junto dum pobre jumento/num buraco sujo e escuro/sobre palhas amarelas/chão imundo, pouco puro/imagens não tão belas/ como, por todo o Mundo/espalharam, com fervor/aquele momento, aquela dor/dum casal, muito normal/filhos dum Deus, muito maior/num nascimento, como tal/o primeiro, desse Senhor/bebé universal/menino mais que adorado/doce referência, nosso igual/tanto no bem, como no mal/palavras para entreter/hipocrisia tamanha/perdão, que faz sofrer/indiferença, que se assanha/em época de redenção/proventos, que se auferem/pelos vendilhões de serviço/dos que podem, dos que querem/dos que ganham com isso/falsas vontades, disfarçadas/bondades ocasionais/voluntários benevolentes/neste e noutros natais/pessoas que, não amadas/renegadas por outras gentes/outros extractos, os dos crentes/beatos confessos, assumidos/de vozes gritantes, frementes/que não ouvem gemidos/durante anos e anos /em guerras provocadas/causando mortes e danos/entre outras canalhadas/logo disfarçadas, com perdão/como praticantes na religião/da festa, da bênção /entre hóstia e comunhão/sempre limpos, puros, inocentes/nesta época, neste período/em qualquer parte do Mundo/cruéis com os indigentes/os que perdoam, os que afagam/os que maltratam, os que matam/em nascimentos renovados/aqui, em muitos lados/agora, noutros tempos/consoante o soprar dos ventos/d´acordo com interesses/ ganhos e benesses/desses seres, dessas gentes/estranhas, desconformes/que, tanto rezam, se condoem/como sacrificam, corroem/outros, tantos iguais/neste, noutros Natais!!!...

…Deixem-se de tretas, deixem-se de lugares comuns, deixem-se de circos, deixem-se de álibis, deixem-se de promessas que não cumprem, deixem-se de molhadas, deixem-se de manigâncias, deixem-se de populismos demagógicos, façam um exame de consciência, deitem fora o que não presta, arrepiem caminho, pensem nas pessoas, aproveitem a época natalícia para serem mais coerentes e verdadeiros convosco, com os outros!!!...As políticas que servem os políticos e uma minoria de portugueses não têm futuro, embora as apelidem de Modernas!!!...Não atirem mais areia para os nossos olhos!!!...Não somos tão bacocos como pensam!!!...Bom Natal para todos e…é sempre tempo de arrepiar caminho!!!...

Um abraço do Sherpas…

domingo, 23 de dezembro de 2007

... as gordas, de borla... são mais baratas, claro!!!...

... entre patetas e... deprimidos!!!... (antiga)




…entre patetas e deprimidos…me vou desenvolvendo, quanto a pensares, quanto a deduções, quanto a conclusões, muito minhas, claro, sem intenção de perverter, intentar, sequer!!!...Quedo pasmado com o que vou lendo, com o que vou ouvindo, com o que vejo, para nosso mal, queira ou…não!!!...Donde provêm as depressões???...Donde provêm as patetices???...Dualidade esta…a que me assombra, a que me confunde!!!...Sou impressionável, como pessoa, como humano, com sentimentos que…muito prezo!!!...Não me vou em cantigas, com relativa facilidade, não sou clubista, não visto camisola…não sigo qualquer bandeira, de qualquer maneira!!!...Mas, basta de falar sobre a minha pobre e…mesquinha, segundo alguns, pessoa, deprimida, por opção, com devoção… por razões, mais que muitas, pois então!!!...

…através das televisões, privadas ou não, vamo-nos apercebendo do que somos, do que temos e…concluímos, deprimidos, que temos e somos pouco, muito pouco, a nível dos que deveriam ser muito, em certos aspectos… dos que deveriam ter menos do que têm, noutros campos, noutros sectores, os dos capitais e…outras coisas mais!!!...O dinheiro não é tudo na vida, quando mal distribuído, quando ganho com fantasia, quando, devido a negócios sombrios, engrossam certas carteiras, já bastante recheadas, bem gordas e luzidias, sempre as mesmas, como um dom, como um acto de magia, uma assombração, quiçá!!!...Há quem muito tenha e…quanto a sentimentos, a formação pessoal, seja um nabo, um pavão insensível, pateta convencido, sempre de mal…com a vida!!!...Razão para depressão, estes tipos, os dos milhões, também a têm, funcionam à base de Xanax, sempre com medo dos ladrões, em redomas bem fechadas, higienizadas, longe das confusões…com as suas imensas ganâncias, com as suas taras e manias…como cantava e canta o Marco Paulo, claro!!!...Depois, bem…depois, vão acumulando uma série de patetices, de novelices, de crendices esquisitas, como se fossem o que…nunca chegam a ser, não deixando de pertencer ao grupo dos patetas, os dos negócios, os das bolsas, os do Poder efémero, passageiro, fugaz porque…com o tempo, cerca de oitenta a noventa anos, para os mais felizardos… também se gastam, se esfumam, como se nada!!!...

…entre estes, os das massas, os das honras, medalhadas ou não, com fundações e estátuas, com legiões de serventuários, súbditos, servos, escravos, lambedores de gamela, abanicos de salamaleques, sorvedores de fundos de tacho, apanhadores das primeiras sobras e…os deprimidos, os votados ao abandono, os que vegetam, os que se vão safando, com pouco, muito pouco, quase nada…ando eu e, muitos como eu, os que por obra e graça do pensamento, a seu jeito, alinham uma série de palavras, compõem frases…formam um texto, com pretexto…ou sem ele!!!...Depois de escrito, com as suas razões, loucuras…porventura, se revêem no que escreveram, se deliciam com o que criaram, se completam… com o que sentem, quando escrevem!!!...Taras e manias…as dos patetas, com as suas, as dos deprimidos, com as deles e…entre uns e outros, em meias águas, não em meias tintas, com as tintas todas, claro…os que, como eu, deprimidos e apatetados, por vezes, consoante os ventos, consoante as correntes, consoante o espírito criador, fazedor ou…destrutivo, sem prévio aviso, sem clubite, com um fito…o de arranjar justificação para o injustificável, despacham, sem pudor, para um papel, para um computador, tudo o que lhes vai na alma, no interior!!!...Pois é, entre patetas e…deprimidos!!!...Sherpas!!!...

... entre o tudo e... o nada!!!...




…entre o tudo e o nada,
há uma… imensidão,
tantos lagos, tantos mares, tantos rios,
tantas venturas, tantos vales verdejantes,
tantas alegrias, tantos sorrisos, tanta ilusão,
tantas dignidades, tantas verdades, tantos brios,
tantas montanhas, tantas neves, tantos gigantes,
pelo meio, dispersos…confusos,
tanta incúria, tanto laxismo,
tanta inépcia, tantos obtusos,
tantos anões, esquecidos, profundo abismo,
tanta e tanta perversão,
tanta promiscuidade, tanta vaidade,
quanta e quanta corrupção,
carradas de inverdade,
riquezas… bem menores,
receios, medos que nos assustam,
taradices nojentas, incrédulas,
baixarias, vilanias que estrondam,
tal o barulho… o escândalo,
não avezinhas, libélulas,
castelos que se derrubam…arrombam,
quão temerosos, quando nos assombram,
pecaminosos, não aceites,
extractos baixos, altos…reles,
raivas, ódios…enfeites,
antítese do mel, ácidos como fel,
custosos de engolir, de ver,
desumanos, podem crer,
…uma imensidão,
quanta diversão, quanta indiferença,
perante o que se prostitui, o que se droga,
males que proliferam, avença,
conluio, segredo que se mantém,
negócio, interesse,
mordomia, benesse,
disparate, hipocrisia,
entre o tudo e…o nada,
abismo, precipício… bem profundo,
pequenas coisas, simples, insignificantes,
Judas Escariote, Tadeu …gritantes,
antípodas, opostos…aviltantes,
lagos, mares e rios,
montanhas, neve e…frios,
vales sombrios, verdejantes,
tanto agora…como dantes
entre o tudo e…o nada,
uma imensidão,
fantasia…pura ilusão!!!...Sherpas!!!...