sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

... dias por outros!!!... (antiga)

… dias por outros, sou assediado em minha casa, meu refúgio… por palavreados, escritos, ou… audíveis, telefonados, numa sanha tamanha que, pela insistência, se torna doentia, incómoda, pouco própria para quem tem que aturar, conveniente… para quem tenta vender produto, aumentar suas ganâncias, espécie de banha da cobra!!!... É obra!!!... Geralmente, oiço um pouco, depois… amavelmente, dispenso!!!... Gosto de respeitar o trabalho dos outros!!!... Por parte dos bancos, da PT, das televisões por Cabo, tem sido uma fartura… autêntica loucura!!!... São acutilantes, extravagantes no que prometem, nas facilidades que nos mostram, nos pacotes com que nos brindam!!!... Diversos, baralham-nos, de tal modo que…. não eu, sinto-me explorado mas, conformado, já não me vou em cantigas, continuo como estou, induzem muitos conhecidos, amigos, levam-nos à fidelização total, por meia dúzia de tostões, ligeiras reduções, ilusões que se extinguem, dão em nada, com o tempo!!!... Nem mais esperto, nem tonto… normal, tal e qual, sem pachorra, tão pouco, para os aturar!!!... Cheguei a este ponto, num País de brincar… este nosso Portugal!!!...

… quando se está atento, quando nos debruçamos sobre os lucros fabulosos dessas entidades, públicas ou privadas, quedamos extáticos, apalermados, com interrogações em catadupa, não compreendemos como o Estado, que nos deveria proteger, facilitar a vida, um pouco… permite tais exageros!!!... Ganhos de milhões sobre, milhões… ano após ano, como norma, em qualquer empresa que se preze, entre as que nos massacram, nos assediam com desfaçatez, todos os dias, são o pão-nosso de cada dia, maneira de estar, acumulação constante!!!... Claro que, quanto mais cheios, mais pretendem encher… não se contentam, ambiciosos compulsivos, abusivos… com o aval do Estado, para nosso mal, é evidente!!!...

… a muitos, quando me abordam através do telefone… sem intenção de ferir, conduzo a conversa para o campo extenso e absurdo das taxas (… termos fixos ou assinaturas mensais, taxas de moderação ou exploração, consoante o fornecedor, claro!!!... ) que nos cobram, pelo telefone fixo, pelos contadores da água, da luz, do gás, dos pequenos serviços bancários que nos prestam, entre outras mais…um ror delas!!!... Compreendo que lutam com uma concorrência feroz, entre eles mas, bem vistas as coisas, mesmo com ela… continuam a ganhar disparates de dinheiros!!!... Tem havido certos funcionários, menos avisados, que quando me falam de pacotes, ao ouvirem-me… já me têm afirmado que os ditos pacotes em que nos querem enrolar se destinam a acabar, num futuro próximo, com as referidas, o desaparecimento das mesmas!!!... Elas continuam, não se justificam… hão-de continuar!!!... É roubo, é dinheiro fácil, é perversão, tremenda incompreensão, para quem paga, cometido por parte de quem ganha… tanto milhão!!!... Pago-as, não as compreendo… fica caro, engoli-las!!!...

… tal como esta campanha última, apregoada há dias, com a que concordo… a da sensibilização junto do contribuinte, do faltoso, do não pagador de impostos, dos fujões, dos aldrabões e parasitas, dos que beneficiam, tal como os que pagam, os dependentes… em campos opostos, pois então!!!... Uns beneficiam do que têm direito, para isso contribuíram, outros, por tabela… beneficiam também, fugindo, fugindo sempre, escapando, não pagando!!!... Está errado, salta à vista de todos!!!... Ninguém gosta de devedores, de gentes que não cumprem com as suas obrigações fiscais, como deve proceder, cumprindo… qualquer cidadão que se preze!!!... Mas, há sempre um mas… quando as coisas se passam em sentido contrário, como é???... Quando é o Estado que não cumpre, que não é pessoa de bem, que é faltoso, que não dá o exemplo???...

… em tempos, tal como eu, calculo… haver tantos, preenchi um requerimento a fim de reaver determinada importância que me era devida, por lei!!!... Já lá vão seis anos e piques, com muitas peripécias, com muitas deslocações, com exposições, telefonemas, conversada e conversada com funcionários do ramo, esclarecimentos, averiguações a preceito e… até hoje, na mesma, aguardo, expectante, como no princípio, sem um pio, sequer… por parte da entidade responsável, a que me deve, estatal, tal e qual!!!... Fui até onde poderia ir, parei à porta da João XXI, local onde existe o processo, onde se encontra, em banho-maria, quiçá, emperrado, devidamente numerado, estático, congelado, fortaleza inexpugnável, de reduzido acesso, espécie de cofre do avô Patinhas, do boneco da Disney, como se nada!!!... Estou mais que informado, sobre o caso, que tenho direito, garantem-me, sei o número do processo, o tempo vai-se passando e… nada!!!...

… entre taxas disparatadas, (… termos fixos, assinaturas ou simplesmente… taxas!!!...) com assédios avultados, numerosos, com ganhos exuberantes, com perseguições aos não pagantes… a tal pessoa de bem, o Estado, pelo menos devia sê-lo, prevarica também, não paga o que deve, a quem paga, a quem deve!!!... Não basta parecê-lo, nem fingir, sequer… devemos sê-lo!!!... Sherpas!!!...

... deixar rolar o tempo!!!...




… deixar rolar o tempo, de mansinho,
como quem não quer, indiferente,
enrolado no seu canto, pouca gente,
abstraído, descontraído, pequenino,
filósofo da vida, sem filosofia,
um encanto, uma harmonia,
uma desistência, uma apatia,
mais que falência, um baixar os braços,
derrotado, logo à partida,
num buraco sem saída,
calabouço enorme, atoleiro,
pântano que nos engole,
que nos deglute, que nos sorve,
borracha que o apaga,
pandemia virulenta, praga,
que o intriga, não mastiga,
quando o desliga,o despreza,
que o esmaga, quando lhe chega,
o convence, ludibria,
com sorrisos de hipocrisia,
o apanha no lodaçal,
numa atitude vazia,
naquele momento, no local,
entregue à indiferença,
numa descrença,
deixando rolar o tempo,
devagar, devagarinho,
enrolado… no seu cantinho!!!...

… passam factos, passam ventos,
passam casos, assobia o temporal,
neste imenso lodaçal,
deixando o tempo passar,
numa sensaboria amorfa,
quão diminuto, disfarçado,
não há mal que o torça,
não se sente incomodado,
muda o jeito facial,
engole em seco, empanturra,
quando se sente, empurra,
mansamente, muda de lugar,
aquieta-se, esconde-se,
passa despercebido,
evola-se, esvanece-se,
cada vez… mais encolhido,
pouca coisa, pequenino!!!...

… passam carros e carretas,
agitam-se os excelsos,
por motivos bem diversos,
no meio de tantas provetas,
experiências laboratoriais,
no seio dos mais iguais,
soam alguns gritos, revoltas,
incendeiam-se opiniões,
juntam-se bandos, multidões,
desfilam bandeiras, escoltas,
cerram-se algumas portas,
abafam-se as revoltas,
impõem-se regras diferentes,
calam-se bocas, surgem silêncios,
oprimem-se muitas gentes,
pagam os inocentes,
reina a confusão total,
mesmo ali, bem enrolado,
homem sem opinião,
mente oca, vazia, indiferente,
apagado, no seu cantinho,
encolhe os ombros, não liga,
tão agastado, mansinho,
tudo lhe passa… ao lado!!!... Sherpas!!!...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

... é sempre revigorante!!!... (antiga)



…é sempre revigorante, é luminoso, reconfortante, é uma espécie de chamamento, um relaxe, uma descontracção, uma paixão, um encontro, reencontrado, uma grande ligação, um conforto, uma ilusão, um sonho, um deslumbramento…quando o vejo, quando o revejo, quando me aproximo, quando o oiço, esbracejando, estiraçando seus longos braços, numa rebentação contínua, lá longe, que se aproxima, altaneira, revigorante, bradando, erguendo seus encantos, seus lamentos, em tons azulados, espaçados de cinzentos, com reflexos de alguns raios solares, dispersos, como focos intensos, por momentos, breves, fugazes, por instantes!!!...Pois é, o dia estava pardacento, com umas ligeiras abertas, não muito despertas, num sol envergonhado, pouco prometedor, meio convidativo, escondido por um manto de nuvens, espesso, com uma brisa, já ventania, fresca, quase fria, neste dia, o do clássico de futebol, entre o Benfica e o Porto…num domingo qualquer, neste nosso jardim, plantado, à beira-mar!!!...

…não fui ao clássico, tal como uma enorme quantidade de gente, ausente de tal competição, esfomeada de espaços abertos, de um pouco de sol, de uma brisa marítima, de um oceano que é nosso, de uma Costa convidativa, a de Caparica, tão rica, tão formosa, tão bem posta!!!...Não, não havia balada, a dos cães, embora muitos passeassem, com trela, segura pelos donos, no passeio marítimo, o que fica em cima, defronte dos pontões, das pobres praias desertas, sem areia, diminuídas, pela maré, a plena, irrequieta, com baldões, rebentações adequadas, para a malta dos radicais, os surfistas, os do bodyboard, parados, adentrados, lá longe, expectantes, aguardando a onda, a adequada, a mais indicada, a que os transporta numa viagem curta, molhada, aos altos e baixos, em círculos calculados…deslizando, gozando!!!...

…no dito, o passeio que encima a praia, que separa o mar da povoação, eram milhares de passeantes, aos pares, sós, a marchar, correndo, andando, jovens, crianças e velhos, ziguezagueantes, com alguns encontrões, uns, agasalhados, outros, mais à vontade!!!...Nas esplanadas dos bares, dos restaurantes de praia, almoços que se arrastavam, com espectáculo esfuziante, bebidas que se consumiam, devagar, com sabor a mar, com ventinho fresco, mais para o frio, suportável…uma delícia!!!...Vendedores de ocasião, os ambulantes, os da economia paralela, os da roupa de marca, sem marca, copiada, mais barata, acessível e prometedora, de acordo com bolsas curtas, de fracos recursos, em euros redondos, só a dois, só a três, só a cinco, sem cêntimos…um acerto!!!...

…mais umas bugigangas, uns brinquedos, coisas selectas, mais de acordo, DVD,s de último grito, os filmes mais recentes, os badalados, copiados a preço de saldo, pelo chão, sobre um pano, vistosos convidativos… sem garantia!!!...Grupos de conhecidos, que param, que conversam, que acertam, que desfrutam!!!...Foi-se o passeio marítimo, ficou para trás, deixámos o mar, embevecidos, embebedados por tanta beleza, em direcção à povoação, à rua principal, uma multidão, cheiro de farturas, mercado de roupas, venda de mariscos, frescos, da Costa, jovens com gelados nas mãos, casais bem plantados em esplanadas de cafés, uma torrente de gentes, barulho de música, melodias lindas de ouvir, sul americanas, chilenas ou peruanas, de embalar, com ritmo doce, vivo e apressado que nos inunda, nos transporta, nos põe bem!!!...Lá fomos e lá ao fundo, mesmo junto ao Shopping, em cima dum banco, um homem disfarçado de palhaço, com gestos, com meneios, aguardando umas moedas num chapéu, no chão, junto a um rádio que emitia reportagem do clássico, o do estádio da Luz!!!...Mais uns passos e…deparámos com um palco, sobre o qual, em grupo, um conjunto, entoava músicas e cantares populares, perante assistência improvisada, que se juntava, que meneava o corpo, de acordo com os sons, que o preenchia, lhe proporcionava…alegria!!!...Mais umas mesas, junto ao passeio, pejadas de velharias, restos de casas, objectos que se vendiam, por quantias irrisórias, doutros tempos, com muitas histórias, doutras gentes, ausentes, não presentes, numa espécie de feira improvisada, numa Costa de Caparica, buliçosa, irreverente, com muita gente!!!...

…assim se passou um dia, num remanso, doce encanto, com passeio marítimo, esburacado, num entorno de sonhar, num dia em que o sol teimou em espreitar, escondido por manto espesso de nuvens que, acabaram por ficar, numa tarde diferente, neste domingo…como outro qualquer!!!...Um abraço do Sherpas!!!...

... cristalino!!!...




… cristalino, transparente, fulgurante,
com brilho intenso, frágil, cantante,
quando tocado… com muito cuidado,
perfeito, estético, estilizado,
bem torneado, uma perfeição,
assombro… admiração,
peça rara, única e cara,
exposta num escaparate, quando se pára,
se admira, se revira,
se compara,
não se mexe… tão pouco, se tira,
se apreça, quando se conversa,
sobre o fabrico, a delicadeza… do traço,
a finura, a beleza,
transparência, sem baço,
nada opalina, toda a certeza,
o contrário, por completo,
naquele fino… objecto!!!...

… resultado dum trabalho,
origem numa fornalha,
matéria prima, incandescente,
tubo comprido que se alonga,
tendo na ponta,
um pouco de gente,
artista, de pouca monta,
que se apronta, se delicia,
com denodo… alegria,
quando fabrica, quando cria,
quando não se compra,
que se atira… quando se despede,
tido como um frete,
despesa acrescida,
num vencimento, uma descida,
emprego que se desfaz,
por quem não paga, não é capaz,
não é cristalino, nem transparente,
mais opaco… quando não sente!!!...

… peça rara… peça cara,
criador, um grande senhor,
estético, delicado, fazedor,
que sempre encalha,
seja onde for,
artista, operário… trabalhador,
por um vencimento,
mísero dinheiro,
dependência, sustento,
a tempo inteiro,
na fábrica, na oficina… qualquer empresa,
quanta certeza,
na incerteza,
no desemprego que se abate,
na penúria… do artista,
no luxo, no iate,
desse patrão… um arrivista,
contradição, sem beleza, disparate,
pouco cristalina, mais opalina,
confusão, perdição… dislate!!!... Sherpas!!!...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

... foi... quase tudo!!!...

… foi quase tudo,
neste, no outro Mundo,
assim pensa quando se adentra,

coitado,

tão desfasado,
não sendo nada,
matéria infecta, fechada,
mente pouco lúdica,
bonacheirão,

luzidio,
quase rebenta,

balofo,

boneco que não replica,
aceita o que lhe dão,
incha,
desincha,
consoante o quinhão,
daquela mão aberta,
seu dono,

patrão,

vazio,
corrompido,
delambido,
sem vergonha assumido,

situacionado,

bastante inclinado,
sujeito trespassado,
transversal
como qualquer animal de carga,
quando se encarrega,
irracional,
besta com gesso na mente,
massa informe,

desconforme,

não pensa
no que lhe dão,
porque razão,
em qualquer situação,
obediente,
quer ser tudo no Mundo,
ir ao fundo,
não olhando para os esmagados,
coitados,
trapo sujo, utilizado,
bem arrumado,
quadrado,
obtuso,
confuso,
ao mando… depois de mandado!!!... Sherpas!!!...