sábado, 10 de novembro de 2007

... é o País que temos!!!... (antiga)




…é o País que temos, afirmamos, quando rematamos conversas relacionadas com o que vai mal, com o que não se endireita e…ficamos por aí, simplesmente!!!... Muitas vezes, escolhemos a melhor atitude, a mais cómoda, alheamo-nos, tornamo-nos indiferentes, gentes que se aquietam, que se não importam…faça chuva, faça sol!!!... Tanto num caso, como no outro, quanta irracionalidade, quanta ignorância, quanto caos…ajudamos a construir, quando entregues, como estamos, nas mãos dos políticos que temos, de todos os quadrantes, de todas as famílias (…políticas, claro!!!...), com excepções, os que, ainda, nos tentam, nos prometem algumas ilusões!!!...

…o partido da alternância, o que, pela sua dimensão, é oposição, de facto…com a falta de líder, ultimamente, não tem cumprido o seu papel, mantém-se amorfo, apagado, com guerrinhas internas que se justificam, por enquanto e…para nosso mal, temos estado entregues ao profundo desnorte dum partidozeco, representativo de 1,9%, ou menos…quiçá, de intenções de voto dos portugueses, consoante as últimas sondagens, pequena fatia do que somos, como população, como País!!!... Digo que temos estado entregues a estas excelências porque, como todos sabem, melhor do que eu, nos Ministérios mais importantes, decisores…temos gentes desta Amostra de partido que tem abalado este cantinho, com negócios de treta, com colocações de favor, com decisões mais partidárias e políticas do que…governativas!!!... Como origem…aquela cabecinha pensadora, a do líder mais polémico e extremado, para as direitas, que alguma vez pertenceu a um elenco do Poder!!!...

… a estratégia, estou farto de o escrever, tanto que…já chateia, extorquir o máximo de dinheiro possível aos que sempre foram extorquidos, beneficiando os de sempre, os do cimo!!!... Por estas políticas erradas e erráticas, vamo-nos degradando, cada vez mais, a olhos vistos…em todos os sectores, os públicos, com desculpas esfarrapadas!!!... Agora são os computadores que pagam as favas!!!... As culpas morrem solteiras, somos uma democracia estranha, pequena parcela duma Europa esquisita, com doses cavalares de…solteirões, para não lhes chamar outros nomes!!!... Gosto de ser moderado!!!...

…auto-elogiam-se, quando erram, conformam-se a eles próprios, quando pecam, desculpam-se, com desfaçatez mas…mantêm-se, para nosso mal!!!... Agradecidos que estamos a Sua Excelência…pela continuidade, na trapalhada!!!... Ainda os oiço afirmar que o Estado, somos todos, que somos, como Estado…uma pessoa de BEM!!!... Discordo, em absoluto!!!... No meio de nós, disfarçadamente, pululam os maus pagadores, seres aberrantes e parasitários, os fujões, bem de vida, com muito pastaréu, os que não pagam impostos, de acordo com as suas mais valias!!!... Em contrapartida, a carneirada, a controlada…é esmifrada, cada vez mais, com requintes maquiavélicos, quiçá!!!... Além de pagar e bem, ainda por cima, quando paga indevidamente e pode recuperar algum do que lhe foi retido, mediante requerimentos, exposições, telefonemas, romarias sem fim…por repartições estatais, esbarra, sistematicamente, com obstáculos inverosímeis, difíceis de ultrapassar!!!... Sou testemunha disso porque, há mais de três anos que tento, por todos os meios, recuperar dinheiros a que tenho direito!!!... Como eu…quantos milhares de incautos, de vítimas???... O que está a dar, para acautelar, para justificar o que não dão…desculpa esfarrapada, valha-me Deus, ao que chegámos, a já célebre falha informática!!!...

…pergunto se, para sermos governados como estamos sendo, necessitamos de Governo???... Ele não existe em relação aos cidadãos!!!... Só se personaliza, se mostra, nas grandes negociatas, nas colocações de favor, nos brutos ordenados e reformas que se proporcionam a eles próprios!!!... Tão parasitas, como os fujões…da mesma espécie, da mesma extirpe!!!... Estamos entregues…à bicharada!!!... Sherpas!!!...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

... foi crescendo!!!...

… foi crescendo naquele ambiente,
fez-se formosa, fez-se gente,
poucas letras, suficientes,
escola de rua, com indecentes,
mal de família, filha de prostituta,
vida indigna, tão devoluta,
vazia, sem sentido,
a mesma sina, mesmo destino,
numa passagem, caminho traçado,
meio votada ao abandono,
tal como cão sem dono,
entorno de quem vende o que tem,
de quem vende o que possui,
de quem se vende a alguém,
de quem não pensa, não intui,
descarada, devassa,
filha de peixe, a mesma raça,
não caiu em desgraça,
quando nasceu… já lá estava!!!...


… continuou o mesmo caminho,
amparo de homens, escaninho,
sem entrega, sem paixão,
modo de vida, profissão,
seguimento do que estava traçado,
logo à nascença, filha sem sorte,
não desejada, simples azar,
mais lhe valera a morte,
dado o lugar onde foi parar,
filha de todos, de ninguém,
repositório de ardores sexuais,
doutros seres, não iguais,
compradores de corpos, de quem não tem,
tal como a mãe… prostituta também!!!...

… um brinquedo, um querubim,
um anjo alado, mais que amado,
criança em risco, perigo constante,
antro de bruxas, vítimas da vida,
resguardada, bem protegida,
lar sem bases, ultrajes e danos,
mimada por mãe, por companheiras,
fáceis de rua, num bar qualquer,
que vendem o que têm, quase sem querer,
sempre assim foram, amargas e duras,
abusadas no corpo, pouco impuras,
perante a candura, menina tão linda,
um raio de luz… flor bem vinda!!!...

… ainda surgiu senhora da assistência,
que tentou, com insistência,
tirá-la dali, daquele lodaçal,
mas, como o bem se quer bem,
tal como o mal,
não houve ninguém,
por forte e audaz, que conseguisse,
tal feito, tal cometimento,
agarradas como tenazes,
de tudo foram capazes,
questão dum amor que persiste,
mesmo na lama, ganho na cama,
carne da sua carne… criada por ama!!!...


… livre e aberta, quando na rua,
ao longo do dia, vadiando,
durante a noite ao abrigo da lua,
noites escuras que se vão prolongando,
a vão criando, por vezes, marcando,
contactos que teve, carícias de rameiras,
exemplos de mãe, de companheiras,
segredos que nunca foram, percepção,
entendimento, aceitação,
corpo perfeito, idade justa,
foi-se para a vida, como uma fuga,
como um destino, fado traçado,
nascida na lama, profissão de cama,
trabalho assumido, um continuado,
não caiu em desgraça
quando nasceu… já lá estava!!!... Sherpas!!!...

... expo!!!...



... andei pelas alamedas sombreadas,
árvores feitas, frondosas,
flores exóticas, chamativas,
espaços bem delineados,
urbanizações estudadas, formosas,
amplas avenidas, projectadas,
recreios, passeios,
crianças bastante activas,
bicicletas, carrinhos,
brincadeiras, caminhos,
ares puros, ribeirinhos,
desenhos arrojados
na construção, um empenho,
cidade que vi crescer
logo após a exposição,

com ou sem especulação,
bom negócio, centro de ócio,
local aprazível, belo,
quando comparo,
reparo,
diferença que faz sofrer,
tugúrios que sempre lembro
na cidade velhinha que tenho
presente, pouco segura,
não tão espampanante, mais pura
no procedimento das gentes,
singeleza que se mantém,
quando a lembras, a sentes,
ao contrário da frieza impessoal
que nos faz bastante mal,
logo aqui,
também em Portugal,

diferença abissal,
modernidade que se estende
no Parque das Nações,
enlevo de quem tem dinheiro,
pavoneamentos, ilusões,
tão natural em qualquer racional,
próprio da vaidade pessoal,
velharias que caem, derrubam,
no centro da capital,
miséria que ninguém entende,
tão pertinho, afinal,

não contrario,
seria burrice, desvario,
aplaudo, espero maior equiparação,
sociedade que desafio,
consciência que se conspurca
quando nela se escondem,
quando nela se escudam
o promíscuo, o corrupto,
numa cruel afronta
aos que nada possuem,
aos que nada perguntam,

quando utilizam o que não lhes pertence,
se engrandecem, soberbos,
quando se mostram inocentes
depois de tantos acervos
impróprios, indecorosos,
paralelos, bem gravosos
à sociedade que desprezam,
assim confessam,

não rezam
porque se convencem, prezam,
sabedores espertos, mui raros
habituados a gostos caros
nas vivendas apalaçadas,
nos esquisitos carros,
duplex,s de muitas valias,
influências... razias
nos cofres de cada um,
riqueza dos menos comuns,

terra de todos, a saque,
enfoco, destaque,
por feitos, más artes,
surripianços em desvario,
fortunas de vulto,
atitudes de culto,
fastio de quem se basta,
se farta,
desespero de quem labuta,
na luta,
foge, se gasta, afasta!!!... Sherpas!!!...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

... das três letrinhas... apenas!!!...

… das três letrinhas apenas poderia, se me propusesse,
alterando motes e penas,
escrevendo o que bem quisesse,
continuar por essa linha, sendo lamecha, ternurento,
recordando quem se adivinha,
nesta data, no momento, homenagem que bem merece,
pela renovação da vida, pelo amor que nos tem,
tão cantada, tão sentida, por todos que… ainda a têm!!!...


… origem, inicio, destino do que somos, quando crescidos,
que nos gerou com carinho, enfrentando cravos e espinhos,
ao longo… do seu caminho!!!...


… braço forte, meigo afago,
dedicação com que se desvela,
sorriso espontâneo ou amargo, sofrimento que protela,
que esconde lá no fundo, mesmo que lhe toque a ela,
incentiva filho doente,
levando sempre em frente,
todas as cruzes do Mundo, padecimentos que carrega,
que sofre, como sendo seus,
pedindo aos Santos… a Deus!!!...


… canseiras, amor, paixão que dá de coração,
quando se revê nos filhos,
seus pedaços, seus cadilhos,
quando se nega, se entrega, com sorriso doce, amigo,
que trago sempre comigo,
em tempos de acalmia, de sensatez, de alegria,
em dias de felicidade,
orgulho, preceito… vaidade!!!...


… enquanto o tempo passa, envelhece, fortalece,
sua razão, sua existência,
seu querer desmedido, mão no ombro de quem padece,
do filho amado, essência,
já débil, fraca, sem forças, anos que vão pesando,
experiências que acumula,
mãe com todas as forças, que tanto nos vai amando,
quando nos dá, nos empurra, aos filhos de todas as horas,
que sofres… quando choras!!!...

… mães, corpos de nós, foram jovens, são avós,
protectoras diligentes,
mães de todas as gentes,
de todas as raças do Mundo, de credos bem diferentes,
rasgos, sofrimentos,
céus abertos, luminosos, risonhas frontes, intentos,
caudal de pensamentos,
sorrisos bem caprichosos,
fonte inesgotável de amor, amplo jardim, uma flor,
regaço que nos embala,
que tudo sente, tudo cala,
compreensão que nos abraça, que nos protege, que não passa,
se recorda, se pretende,
nos baixios da caminhada,
feliz de quem a sente, já velhinha… adorada!!!... Sherpas!!!...

... cão abandonado!!!...





… cão abandonado na rua, olhos baixos de enjeitado,
tanta tristeza sinto, amargura, já foi querido, desprezado,
pêlo sujo, magro, faminto, deambula, sem destino,
rabo entre as pernas, encolhido, pára aqui, vai em frente,
olha, desconfiado, para toda a gente, brinquedo, companheiro,
animal de casa, a tempo inteiro, com alimentos na hora, cuidados mil,
protegido, sem canil, com donos prestimosos,
dóceis, carinhosos, uma afeição, uma loucura,
uma graça… uma travessura!!!...


… ganidos de contentamento, com o rabo a abanar,
vivo o seu olhar, muito antes daquele momento,
na rua da amargura, vida dura,
depois de enjeitado, cão perdido… abandonado!!!...

… é crime hediondo, grave pecado, atitude desprezível,
nem pensando, nem compondo, me parece mal incrível,
quando se atira, dispondo, para o incerto, para a rua,
uma vida dependente, um ser tão inocente,
um animal tão meigo, afável,
um cão de… companhia!!!...


… considero detestável, uma fraude, uma agonia,
um sofrimento atroz, de quem se considera gente,
de quem não critica, de quem consente,
de quem olha um ser sem voz,
que já foi companheiro, que deu alegria, a tempo inteiro,
com olhar duro… indiferente!!!...

… olho, lembro sempre, aquele meu cão de trela,
que não gostava nada dela, quando fugia, num repente,
em busca da liberdade,
enquanto eu ria, compreendia, digo-o com verdade,
quando o via livre, sentia, felicidade, cão sem trela,
protegido, sob o olhar atento, quando se via livre dela,
ao invés do desprezado,
pobre cão… abandonado!!!... Sherpas!!!...